POLÍCIA SECRETA CUIDA DA SEGURANÇA DOS SALÁRIOS E PROMOÇÕES ESCONDIDAS

Tudo no Brasil vira segredo de estado. Em nome da segurança nacional. Como acontecia na ditadura militar. Ainda permanecem secretos os feitos de sequestro e tortura.

Em nome do segredo de justiça, temos os encobertos julgamentos do foro especial, do foro privilegiado.

Virou mania nacional: os lá de cima esconderem os salários. Estropício que os do andar de baixo não conseguem. A primeira coisa que qualquer prestamista faz, nas lojas de varejo, supermercados, é perguntar pelo salário. Isso também faz o governo nos Programas Bolsa-Família e Minha Casa, Minha Vida. O governo quer saber muito mais que o salário de um vivente. Pergunta pelo rendimento familiar. Isto é, de uma multidão: avós (que o brasileiro anda morrendo depois dos cem anos, o que torna necessário aumentar para os 75 anos a aposentadoria por tempo de serviço), um casal (mulher e homem, isso ainda existe), o filho mais velho, que faz biscate, o filho menor soldado do crime, e a filha do meio, prostituta infantil, aliciada pelo tráfico de sexo. Que todo morador de favela tem ligação com o crime, assim procuram demonstrar os programas na tv e os inquéritos policiais. Principalmente quando a polícia mata. Que bala perdida apenas atinge criança de colo.

No Brasil do sigilo fiscal (tem país que o fisco coloca na internet as declarações de renda de todos os cidadãos, caso da Noruega). Do sigilo bancário (até hoje não foi possível descobrir, oficialmente, o nome do doleiro do Tribunal do Trabalho do Rio de Janeiro nem do incendiário do palácio). No Brasil do sigilo exclusivo para 1% dos ricos, os 1001 serviços de proteção ao crédito desvendam as finanças de 99% da população, lá no Rio Grande do Sul

Uma Polícia que insiste em agir contra a lei

Não existe nenhuma justificativa legal, moral e ética para publicar promoções e critérios de promoções de oficiais da Polícia Militar, em Boletim Reservado, por clara e concreta violação do art. 2º do Dec. 4.553/2002.

A mesma norma que o Comando Geral utiliza no BAM 023 SAMO, para ameaçar seus subordinados, também diz o que pode e o que não pode ser classificado. Reza o art. 2º que “São considerados originariamente sigilosos, e serão como tal classificados, dados ou informações cujo conhecimento irrestrito ou divulgação possa acarretar qualquer risco à segurança da sociedade e do Estado, bem como aqueles necessários ao resguardo da inviolabilidade da intimidade da vida privada, da honra e da imagem das pessoas.

A norma é bastante clara. Somente se classifica e se classificam documentos se: (1) acarretar qualquer risco à segurança da sociedade e do Estado, (2) para resguardar a inviolabilidade da intimidade da vida privada, da honra e da imagem das pessoas. Pergunta-se: onde está o risco para o Estado ou para a Segurança Pública na publicação de regras e promoções de oficiais de sua Polícia?

Onde está a justificativa para que este documento seja secreto, fique escondido do povo e dos integrantes da corporação? O que há de ser escondido? Ou, do que se tem medo?

O discurso da Brigada Militar não é o de ser uma instituição legalista?

Então, cumpra-se a lei!

Segue o documento:

Diz o blogueiro – isto corrobora o que venho dizendo aqui já faz um bom tempo. Essa polícia hoje se comporta como um verdadeiro estado dentro do próprio Estado. Já faz um bom tempo que sucessivos governos não têm mais controle sobre ela. Exemplo? No governo anterior alguns deles montaram uma quadrilha de um coroné que roubava telhas destinadas aos desabrigados por intempéries e as vendia a comerciantes tão bandidos quanto eles. Foi a Polícia Judiciária que é covardemente fustigada por alguns membros do MP que são emedados (Amílcar Macedo é um bom exemplo) com essa polícia se imiscuem em atividade que não lhes diz respeito. Como dizia, a tão malhada instituição Polícia Judiciária descobriu e prendeu essa quadrilha do Palácio Piratini. O chefão da quadrilha, coroné, ao que sei foi aposentado com uma bela bolada e ainda goza de liberdade. Eles são ou não um verdadeiro estado dentro do Estado? Difícil me contestar, não? Não é por outra razão que estão infiltrados em todos os segmentos da administração do estado e com isto agem como POLÍCIA POLÍTICA que foram na ditadura e continuam sendo hoje tanto quanto antes.

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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