Condenado o sequestrador, torturador e assassino Brilhante Ustra

Coronel Ustra
Coronel Ustra

 

A justiça decide que a vida de um jornalista vale 50 pratas. Isso não equivale dois salários de um desembargador de São Paulo, o maior tribunal do mundo, com 360 desembargadores.

O dinheiro pouco importa. Vale o precedente de colocar um bandido na cadeia. Lugar que, pelo Brasil medroso e golpista, Brilhante Ustra jamais, em tempo algum, ficará trancado. Apesar de ter sido um cruel carcereiro.

A Justiça paulista condenou, em primeira instância, o coronel reformado do Exército e ex-comandante do DOI-Codi, Carlos Alberto Brilhante Ustra, a indenizar a companheira e a irmã do jornalista Luiz Eduardo da Rocha Merlino, morto em 1971. Cada uma delas receberá R$ 50 mil e Ustra terá ainda de arcar com o pagamento de custos e despesas processuais.

Merlino morreu quando estava preso no DOI-Codi. À época, a versão oficial oferecida pelos agentes do Dops (Departamento de Ordem Política e Social) foi de que ele teria se suicidado enquanto era transportado para o Rio Grande do Sul, para lá reconhecer colegas militantes de esquerda, se jogando à frente de um carro que trafegava pela rodovia.

As condições do corpo da vítima e relatos de outros presos políticos mostraram, no entanto, que Merlino fora severamente espancado.

 

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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