Paraguay, golpe de Estado parlamentario

El depuesto presidente de Paraguay, Fernando Lugo, reapareció esta madrugada en una manifestación de ciudadanos frente a la Tv Pública, reiteró su posición de seguir participando de la actividad política “como un ciudadano más” y sostuvo que con su destitución se ha destituido la voluntad popular.

“Me sumo a esta protesta no porque se trata de Lugo, aquí no han destituido a Lugo, aquí han destituido la democracia, la participación y la voluntad popular”, dijo Lugo quien se pronunció honrado por haber sido electo presidente en 2008. “Me he esforzado en devolver a la ciudadanía su dignidad y su mejor vivir en estos cuatro años”, dijo.

“Yo no renuncié a mi condición de ciudadano paraguayo y por eso estoy aquí, como un ciudadano más que se sintió honrado por la voluntad popular aquel 20 de abril”, añadió.

Sostuvo que “así como pacíficamente hemos vencido aquel de abril, pacíficamente el 21 de abril el proceso democrático continuará con más fuerza. Creemos que este camino democrático no tiene retorno”, dijo.

Lugo consideró que su destitución ha sido producto de un “golpe de Estado parlamentario” y señaló que aceptó el veredicto del Congreso solo para evitar conflictos que deriven en derramamientos de sangre. Añadió que los  argumentos para el juicio político no tienen ningún valor y fueron ampliamente rebatidos por los defensores.

El ex mandatario utilizó el espacio de “micrófono abierto” habilitado frente a la Tv Pública y donde participaron hasta esta madrugada cientos de manifestantes para señalar que “la comunidad internacional lee con objetividad y serenidad el proceso paraguayo”.
Lugo calificó de “lección aprendida por la ciudadanía paraguaya” la coyuntura actual y señaló que si las manifestaciones ciudadanas continúan en todo el país el Congreso debería repensar su postura.

Simpatizantes de Fernando Lugo cantaram o Hino Nacional, estenderam faixas em apoio a Lugo e com críticas ao novo governo e prometeram manter as manifestações pacíficas. A bandeira do Paraguai foi colocada em lugar de destaque durante o protesto.

“Estamos aqui em defesa da democracia. É uma reação pacífica a toda essa situação [política] absurda. Estamos aqui exercendo a nossa cidadania”, disse Ceulie Vukty, líder de um dos movimentos juvenis no prostesto, enquanto coordenava os discursos com os momentos de apresentações teatrais e de música.

Os simpatizantes de Lugo condenam a forma como foi conduzido o processo de impeachment do ex-presidente. Em menos de 24 horas, a Câmara e o Senado do Paraguai aprovaram o chamado “juízo político”, eufemismo para golpe, alegando “mau desempenho das funções”, e o ex-presidente foi condenado a deixar o poder.

A situação política de Lugo se agravou devido a um confronto entre agentes policiais e agricultores, no Nordeste do país, no último dia 15. O confronto provocou 16 mortes. E tudo indica que fazia parte do projeto golpista. Agentes da direita, infiltrados, iniciaram os disparos.

Para os políticos de oposição, Lugo não administrou o confronto de forma correta, permitiu a violência e, consequentemente, as mortes. Pela legislação brasileira, quem comanda os desalojamentos dos sem terra e dos sem teto é a justiça. Assim aconteceu em Pinheirinho de São José do Rio Preto, conforme nota oficial assinada pelo desembargador Ivan Sartori, presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo – chacina que denominou de “episódio”.

Uma barraca de camping foi montada no centro do protesto e nela foi colocada a placa Embaixada do Brasil. De acordo com os organizadores do evento, a ideia é mostrar que o Brasil condena a destituição de Lugo porque apoia a democracia e suas instituições.

Os simpatizantes de Lugo dizem que a democracia foi desrespeitada, pois um presidente eleito de forma direta foi retirado do poder. A Constituição do Paraguai permite o impeachment e não impõe prazos para o processo transcorrer.

“O que estamos vivendo hoje no Paraguai é uma situação muito delicada e complicada. Estamos nos mobilizando porque não podemos aceitar o que ocorreu com o [ex-] presidente Lugo, da forma como foi”, disse o auxiliar contábil Cristian Ríos, que aproveitou a folga no trabalho para participar do protesto.

O golpe parlamentar de Federico Franco teve o apoio dos brasiguayos, latifundiários que possuem forte influência na bancada ruralista do Congresso brasileiro, que deve pressionar Dilma Rousseff para legitimar o golpe.  O apoio de Dilma constitui puro suicídio político. Que o Brasil disputa com a Bolívia e o Equador (a direita aposta na morte de Hugo Chávez) a posição de bola da vez.

Maggiorina Balbuena, de la Coordinadora de Mujeres Indígenas, denunció que “por causa de un plan nefasto fueron asesinados varios compañeros en Curuguaty”. Calificó al Congreso Nacional de nido de mykurê ha anguja (comadrejas y ratas). Y dijo que “éste es un gobierno de facto, de un sector minoritario, que está empezando a ser castigado por la comunidad internacional. Después de que mucha gente haya derramado su sangre en América latina, se va construyendo un nuevo modelo, para que, como pueblo, demos otra cara a la humanidad, una humanidad que no puede convivir con las violencias, desapariciones y desalojos violentos”, manifestó al condenar el golpe de estado producido por el Congreso.

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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