A MUSA DA CPI DO CACHOEIRA

Desde os governadores militares, as mulheres mandam em Brasília. Acontece o mesmo no Rio de Janeiro (a gangue dos guardanapos), em São Paulo, em Goiânia e outras capitais. O filme Bel Ami, que retrata a França colonialista antes da Primeira Grande Guerra, mostra como as mulheres jogavam as cartas do poder em Paris. São mulheres que preferem as sombras. Estão por trás da corrupção nos três poderes. Não confundir com as mulheres líderes de um povo, de um país. Uma Margaret Thatcher. Uma Dilma Rousseff. Uma Angela Merkel. Ou mulheres que participam da história política com a mesma grandeza dos maridos. Uma Cristina Kirchner na Argentina. Uma  Lucía Topolansky no Uruguai.

Andressa Mendonça simboliza o poder feminino do Brasil da corrupção. Tanto que foi convocada para depor na CPI do Cachoeira. Não sei qual tratamento lhe é devido.

É chamada pela imprensa, simplesmente, de “mulher”. De mulher do empresário goiano Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira. Nas páginas policiais, esta mesma imprensa designa as mulheres dos bicheiros com outros termos.  Sempre depreciativos.

O trailer do filme.

 

 

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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