Rio de Janeiro lidera ranking da destruição da Mata Atlântica

Os estados de Minas Gerais e Bahia lideraram o ranking de desmatamento da Mata Atlântica no período de 2010 a 2011, segundo informou, nesta terça-feira, o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica. Minas foi responsável pela degradação de 6.339 hectares e a Bahia, por 4.686 hectares.

O estudo foi realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe) e pela Fundação SOS Mata Atlântica. Os estados que mais devastaram o bioma após estes foram: Mato Grosso do Sul (588), Santa Catarina (568), Espírito Santo (364), São Paulo (216), Rio Grande do Sul (111), Rio de Janeiro (92), Paraná (71) e Goiás (33).

Ao todo, a Mata Atlântica teve 13.312 hectares de área desflorestados no período da pesquisa, o equivalente a 133 quilômetros quadrados. A pesquisa realizada dois anos antes de 2010 avaliou que o bioma perdeu 31.195 hectares ao todo, representando um resultado positivo em 2011. Isso foi publicado por SRZD.

Quanto a Eikelândia vai desmatar apenas no Norte Fluminense? Ou melhor perguntado: quantos bosques, plantações, lagoas e praias apenas no Norte Fluminense?

Testemunha André Vieira:

“No litoral fluminense, bilionário constrói porto e quer atrair empresas de aço, cimento, carro, produtos Apple, além da cidade “X”

A ponte mede quase três quilômetros de comprimento. Nasce em solo arenoso e avança sobre o mar adentro. Está montada sobre 662 estacas fincadas no fundo da água que se enfileiradas teriam a distância de 38 quilômetros. Sua estrutura tem a largura de 27,5 metros, que permitirão não só a passagem de uma gigantesca correia de transporte de minério de ferro como também a circulação de caminhões pesados.

Na ponta da ponte em alto-mar, a temperatura supera os 30 graus. O forte vento reduz a sensação térmica, mas deixa o mar agitado. As primeiras pedras lançadas para a construção do quebra-mar já começam a aparecer na superfície e vão proteger os navios que chegarão no futuro porto que está sendo construído. Ao todo, serão lançados 1,8 milhão de metros cúbicos de blocos de pedras no mar, o equivalente ao morro do Pão de Açúcar”.

O aterro do mar, com gigantescas pedras, já destruiu uma das mais belas praias do Rio de Janeiro, e outras serão levadas pela mar agitado que busca os espaços que foram roubados.

ERA UMA VEZ UM MAR CALMO

Praia do Açu

Nome originado de moradores nativos da região, possui mar ideal para pesca de anzol e de rede. 

No tupi-guarani, significa ¨grande¨.

Fonte: Prefeitura de São João da Barra

A praia do Açu era assim, o mar calmo, e de uma beleza virgem intocada

Acrescenta André Vieira:

“Quando estiver pronto, o porto acomodará dez berços de atracação. O calado natural de 15 a 18 metros já seria suficiente para navios Panamax, nas medidas que cruzam o canal do Panamá. Mas as obras de dragagem vão aumentar a profundidade para 25 metros, o que inclui a nova geração de meganavios Chinamax, com capacidade carga de mais de 350 mil toneladas de minério, que hoje chegam apenas a poucos portos existentes no mundo.

A empresa de logística LLX responde pelas atividades portuárias; a de energia MPX planeja construir duas usinas térmicas, uma movida a carvão importado (2.100 MW) e outra a gás (3.330 MW), similar à oferta de energia firme de Itaipu; a empresa de construção naval OSX prevê instalar seu estaleiro. A OGX é outra potencial candidata a ter uma base local: a empresa de petróleo e gás tem direitos na exploração de blocos na bacia de Campos, a menos de 300 quilômetros da costa.

Além dos negócios próprios, o plano para a Eikelândia contempla a instalação de outros grandes empreendimentos. Numa área de 90 quilômetros quadrados, equivalente a cidade de Vitória (ES), o bilionário brasileiro pretende atrair duas siderúrgicas – uma já assinou contrato com os chineses da Wisco, uma das três principais produtoras de aço do país asiático.

A outra foi fechada com os ítalo-argentinos da Ternium-Techint, um dos maiores fabricantes de aço da América Latina. Cada uma das siderúrgicas terá fábricas de cimento como vizinha – a Votorantim e a Camargo Corrêa, as duas maiores empresas brasileiras do setor, já assinaram acordos de intenção de investimento com as empresas de Eike”.

QUATROCENTAS PROPRIEDAS INVADIDAS

Tudo que Eike faz tem marca ferrada do “X”. André Vieira confessa:

“Equipamentos pesados. Guindastes gigantescos, caminhões pesados novíssimos, estradas de acesso recém-asfaltadas. Aos poucos, a paisagem está sendo drasticamente redefinida pelas novas construções. Os canteiros de obras ocupam espaço em fazendas dedicadas antes à pastagem”.

Isso é mentira. O projeto existe, 99 por cento dele está no papel, para justificar benesses no executivo, no judiciário, no legislativo do Estado do Rio de Janeiro. Só agora começou o desalojamento de milhares de pequenos ruralistas e suas famílias e funcionários. Desapropriações realizadas pela gangue dos guardanapos.  Fazendas doadas pelo governador Sérgio Cabral e pela prefeita Carla Machado de São João da Barra. Doações que precisam ser investigadas pela polícia polícia, pela justiça justiça. E pela Rio + 20, uma conferência das Nacões Unidas que se realiza este mês na Capital do Rio, em defesa da economia verde e da economia azul. E pela conferência paralela, a Cúpula dos Povos em defesa da economia sustentável e da justiça social. A Eikeândia nega todo este ideário internacional de um mundo melhor.

A polícia de Sérgio Cabral, comandada pela banda podre da justiça do Rio, conforme denúncia do deputado Anthony Garotinho, vem expulsando, no ditatorial prende e arrebenta, os verdadeiros e seculares donos das plantações.

(Continua)

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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