Pobre brasileiro pobre, apático e desempregado

Entenda o impacto da privatização massiva de bens públicos e  toda a ideologia neoliberal que está por detrás. Entenda a maldade tucana de Fernando Henrique, com a privataria. O Brasil entregou mais de 70 por cento de suas estatais. E Lula presenteou o resto. Assim apareceram os nossos novos bilionários. Os Daniel Dantas. Os Eike Batista. Os Carlinhos Cachoeira. Um 1% ricos. E 99% dos brasileiros ficam cada vez mais pobres.

A propaganda da imprensa fala de uma nova classe média. Qual?

O Brasil está dividido! 1% de ricos, que suborna os corruptos do judiciário, do legislativo e do executivo, os advogados de porta de palácio, os gatos executivos das empresas de serviço, de segurança e da medicina de vanguarda, uma corte reduzida, antigamente chamada de classe média alta.

 Pobres & miseráveis

Miseráveis são os bolsas família e os que recebem menos de 270 reais por mês. Os miseráveis passam dos cem milhões – metade da população brasileira. Acrescente os que ganham salário, aposentadoria e pensão no valor mínimo de 620 reais (310 dólares hoje), a grande maioria dos trabalhadores brasileiros.

Dados do IBGE: Em 2009, dentre as 162,8 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade, 62,1% faziam parte da força de trabalho, ou seja, estavam trabalhando ou procurando trabalho e, por isso, eram consideradas economicamente ativas. Esse percentual manteve-se estável tanto em relação a 2008 quanto a 2004 (62% em ambos os anos).

Entre essas 101,1 milhões de pessoas economicamente ativas, 91,7% trabalhavam na última semana de setembro de 2009, e as demais 8,3% procuravam trabalho. A população ocupada em 2009 (92,7 milhões) não se alterou significativamente frente a 2008 (aumento de 0,3%) e representava 56,9% das pessoas de 10 anos ou mais de idade.

Todas essas multidões pertencem a classe média? Na Europa em crise, quem ganha 500 euros é considerado pobre.

O que está a acontecer na Irlanda, Grécia, Portugal, Espanha, Itália, Fernando Henrique promoveu no Brasil junto com Lula, e Dilma vai na mesma pisada, prometendo entregar os aeroportos e portos.

Catastroika

Veja o que se reclama hoje na Europa:

Protesto em Londres
Protesto em Londres

De forma deliberada e com uma motivação ideológica clara, os governos estrangulam ou estrangularam serviços públicos fundamentais, elegendo os funcionários públicos como bodes expiatórios, para apresentarem, em seguida, a privatização como solução óbvia e inevitável. Sacrifica-se a qualidade, a segurança e a sustentabilidade, provocando, invariavelmente, uma deterioração generalizada da qualidade de vida dos cidadãos.

Um alegre protesto em Madri
Um alegre protesto em Madri

As consequências mais devastadores registam-se nos países obrigados, por credores e instituições internacionais (como a Troika), a proceder a privatizações massivas, como contrapartida dos planos de «resgate».

Greve em Israel

Catastroika evidencia, por exemplo, que o endividamento consiste numa estratégia para suspender a democracia e implementar medidas que nunca nenhum regime democrático ousou sequer propor antes de serem testadas nas ditaduras do Chile e da Turquia. O objectivo é a transferência para mãos privadas da riqueza gerada, ao longo dos tempos, pelos cidadãos. Nada disto seria possível, num país democrático, sem a implementação de medidas de austeridade que deixem a economia refém dos mecanismos da especulação e da chantagem — o que implica, como se está a ver na Grécia, o total aniquilamento das estruturas basilares da sociedade, nomeadamente as que garantem a sustentabilidade, a coesão social e níveis de vida condignos.

Se a Grécia é o melhor exemplo da relação entre a dividocracia e a catastroika, ela é também, nestes dias, a prova de que as pessoas não abdicaram da responsabilidade de exigir um futuro. Cá e lá, é importante saber o que está em jogo — e Catastroika rompe com o discurso hegemónico omnipresente nos media convencionais, tornando bem claro que o desafio que temos pela frente é optar entre a luta ou a barbárie.

Asssista um filme que explica bem uma política que apenas beneficia 1% da populacão – os ricos. Clique aqui

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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