“Que mundo é este que, para ser escravo, é preciso estudar”

Os estudantes foram declarar o apoio aos professores grevistas, tendo em vista o sucateamento da educação, que os docentes buscam melhorá-la.

Bom ver a estudantada sair do comodismo, do velho costume de dar uma dos três macaquinhos.

No campus da Universidade Federal de Juiz de Fora estupraram uma caloura, menor de 17 anos, virgem, e todo mundo calado.

Bancar o cego é gostar de viver na escuridão magnífica da ditadura da reitoria.

Bancar o mudo é viver como um morto. Curtir o silêncio do túmulo.

Quem não reivindica como estudante será amanhã um empregado acomodado, que não faz greve, que aceita, sem reclamar, o salário de fome .

Bancar o surdo é virar as costas para o clamor do povo. Perder o sentimento de fraternidade, de solidariedade, de união.

Ensina a canção: Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Tem o filhinho do papai, bichinho de estimação, que prefere a condição de estudante adestrado, encabrestado, fura-greve. Este tipo de bunda mole a canção dos indignados portugueses chama de parvo.

O bunda mole nasceu para dançar na boquinha da garrafa.

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s