2 – Rock in Rio. Dinheiro dos brasileiros para promover música estrangeira. E a Cultura brasileira no lixo, desprotegida

Samba, por Portinari
Samba, por Portinari

O Rock in Rio foi uma armação da ditadura militar para acabar com a Cultura brasileira.

Qualquer investimento dos governos da União, estadual e municipal do Rio de Janeiro é roubo, uma bandidagem que deve ser investigada, inclusive, como maquiavélico boicote contra a Cultura nacional.

Que fiquem atentos os Tribunais de Contas, e demais  autoridades que reprimem os crimes de colarinho branco, eufemismo para abafo, furto, rapina, desvio do dinheiro público.

Que fiquem avisados os Ministérios da Cultura e Turismo, e os governos corruptos do Rio de Janeiro.

Samba, por Di Cavalcanti
Samba, por Di Cavalcanti

Escreve o deputado Anthony Garotinho:

“O empresário Eike Batista é um homem de visão, não é à toa que é o oitavo mais rico do mundo e o nº 1 do Brasil. Até eu se atuasse nessa área de shows musicais e tivesse dinheiro iria querer comprar uma fatia do Rock in Rio. Que o evento é de alto nível ninguém discute”.

O deputado Garotinho embarcou na propaganda da Globo: O rock não é um “evento  de alto nível”. Desde o seu começo, no governo de Figueiredo, foi marcado por todo tipo de rapinagem, inclusive pela grilagem de terra. É uma história suja que vou relembrar.

Nem o governo dos Estados Unidos patrocinaria uma baixaria tipo Rock in Nova Iorque, ou em qualquer outra cidade nas terras do Tio Sam. Em terra alheia, sim.

Lá, nos Estados Unidos, que o mercado da música cuide dos seus próprios negócios. Idem os bilionários artistas do rock e riquíssimas gravadoras.

Dinheiro dos Estados Unidos é para promover a cultura estadunidense. Nada mais natural e óbvio. Inclusive em países  já dependentes ou para ser conquistados.

Roda de Samba, por Carybé
Roda de Samba, por Carybé

Importante assinalar que o deputado Garotinho fez oportuna denúncia que nossa grande imprensa vai esconder:

 “Mas as benesses que recebe dos governos Cabral e Paes transformaram o Rock in Rio no evento musical com maior lucratividade do mundo, muito acima de qualquer outro.

Senão vejamos, são grandes patrocinadores, ingressos caros, uma gama imensa de produtos vendidos com a marca Rock in Rio, direitos de imagem e por aí vai. Bem, mas isso grandes eventos na Europa e nos Estados Unidos também conseguem. O diferencial que não acontece lá fora é que aqui o Rock in Rio recebe milhões de isenções fiscais, além de patrocínios milionários pagos em dinheiro pelo governo do Estado e pela prefeitura do Rio. E como se não bastasse, o prefeito Eduardo Paes cede o espaço gratuitamente, o Parque dos Atletas, além da Guarda Municipal e a COMLURB para trabalharem no espaço interno, também de graça, enquanto Cabral libera a PM para fazer a segurança interna sem cobrar um tostão.

E é bom não esquecer que a pretexto de divulgar o Rio no exterior, Cabral e Paes também pagam patrocínios milionários para as edições do Rock in Rio em outros países, como aconteceu em Lisboa e Madri

Com tantas vantagens bancadas pelo dinheiro público tem negócio melhor?”

Realmente é mais do que um grande negócio. É uma negociata safada. De bandidos.

A denúncia do deputado Garotinho escancara uma danação de crimes, e o mais danoso deles é contra o  patrimônio cultural. Existe isso?

Ensina a Wikipédia:

Património  cultural é o conjunto de todos os bens, materiais ou imateriais, que, pelo seu valor próprio, devem ser considerados de interesse relevante para a permanência e a identidade da cultura de um povo.

O patrimônio é a nossa herança do passado, com que vivemos hoje, e que passamos às gerações vindouras.

Do património cultural fazem parte bens imóveis tais como igrejas, casas, praças, conjuntos urbanos, e ainda locais dotados de expressivo valor para a história, a arqueologia, a paleontologia e a ciência em geral. Nos bens móveis incluem-se, por exemplo, pinturas, esculturas e artesanato. Nos bens imateriais considera-se a literatura, a música, o folclore, a linguagem e os costumes.

Tudo que se faz contra o samba é danoso para a nossa História, música, folclore, linguagem e costumes. Isso vou demonstrar.

PRIMEIRA SACANAGEM

Com o Rock in Rio criaram a bastarda e antinacionalista denominação “Rio Capital do Rock”, para substituir  o brasileiríssimo e carioca “Rio Capital do Samba”.

(Continua)

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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