Arquivos de Cachoeira continuam secretos! e seus negócios com a imprensa, o judiciário e governadores não serão investigados pela CPI

O poder de chantagem de Cachoeira começou com suas relações com a imprensa vendida

Relações que continuam.

Andressa Mendonça, porta-voz e amante do bicheiro Cachoeira, e candidata à musa da CPI
Andressa Mendonça, porta-voz e amante do bicheiro Cachoeira, candidata à musa da CPI

O bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, criou uma agência de notícias que, através de grampos e espionagem, investigou a vida de políticos, governantes, empresários e jornalistas. Foram montados filmes exibidos, com exclusividade, nos jornais da TV Globo, e fotos e textos publicados nas revistas de papel cuchê, notadamente a Veja.

Pasmem! reportagens sensacionalistas que reberam o prêmio Esso.

A fábrica de notícias de Cachoeira espalhou boatos, meias-verdades, balões de ensaio e, via a chamada grande imprensa, praticou um jornalismo marrom para abrir alas nos três poderes, e provocar o crescimento de empresas que terminaram edificando obras superfaturadas, inacabadas e rachadas no judiciário e no executivo. Idem para fazer a propaganda dos candidatos da quadrilha a vereador e prefeito de médias e grandes cidades, a deputado estadual e governador de Estados, e até senadores, pelo menos um tem o nome carimbado.

Outro serviço da agência de Cachoeira foi rosear biografias de notáveis, para ser nomeados para os mais altos cargos municipais, estaduais e da Federação. Um serviço de relações públicas e de marketing que forticou a teia de um poder paralelo, cujas ramificações ainda são desconhecidas, mas que protege Cachoeira, uma figura misteriosa, tanto que se desconhece se ele é, realmente, o chefe da corrupção no Brasil ou mero lugar-tenente.

Esses serviços de imprensa, de propaganda, de relações públicas, de marketing, de publicidade, incluindo os mais diferentes profissionais – jornalitas, radialistas, fotógrafos, cinegrafistas, publicitários, marqueteiros, espias, capangas – além de redações da grande imprensa, foram realizados (não podia ser diferente) com a participação de agências de publicidade e seus fornecedores, de agências de relações públicas e seus fornecedores, de agências de espionagem e de empresas de segurança.

O escritório de Cachoeira parecia mais com o Salão Oval da Casa Branca nos tempos de Nixon. Tudo era filmado. Tudo era gravado. Um imenso acervo que Cachoeira, tendo como porta-voz e mula a amante, considerada a musa da CPI, fez anunciar que se encontra em local bem seguro. Incluindo farto material do seu “jornalismo investigativo”, que foi recusado ou parcialmente divulgado pela imprensa nos anos pares de campanhas eleitorais. E mais os documentos que mandou elaborar, para usar em momentos cruciais, de real perigo – julgamento pela justiça ou ameaça de morte.

 

 

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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