Prefeitos ladrões vaiam Dilma. Eles querem mais dinheiro para investir em obras superfaturadas e serviços fantasmas

A presidente Dilma Rousseff passou cerca de 35 minutos ouvindo cobranças de prefeitos na abertura da Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, nesta terça-feira. Ao encerrar seu discurso, a presidente foi vaiada pelos prefeitos, que não gostaram de sua resposta sobre a distribuição dos royalties do petróleo.

As críticas foram verbalizadas pelos presidentes da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, e pela Frente Nacional de Prefeitos, João Coser.

Pegando a principal promessa de campanha da presidente, a construção de 6 mil creches até 2014, Ziulkoski disse ainda que as prefeituras recebem R$ 260 por criança do governo federal, mas o custo de manutenção nas creches chega a R$ 600 por aluno. Para ele, seria melhor que os municípios construíssem as creches, e o governo fosse responsável pela manutenção. Todo prefeito reivindica ser um trator de obras. E contratar uma Delta Construções.

Dilma garantiu que o governo não deixará faltar dinheiro para a manutenção nas creches das criança mais pobres. “O meu governo fará o possível e o impossível, com custeio e financiamento, para que a parte mais pobre das crianças esteja nas creches. Não pouparemos recursos. Não mediremos esforços com as creches”, disse a presidente, que ontem lançou um programa voltado para crianças extremamente pobres, de zero a seis anos, o Brasil Carinhoso.

A presidente prometeu ainda fornecer uma retroescavadeira para os municípios de até 50 mil habitantes, o que beneficiará 3.591 cidades. O governo federal, segundo Dilma, também destinará 1.330 motoniveladoras para essa mesma faixa de municípios. Vai ainda financiar a pavimentação de ruas e a construção de rede de água e esgoto, um investimento de R$ 5 bilhões. Ao anunciar essas medidas

Dilma foi aplaudida.

O governo devia evitar a entrega das verbas dos programas sociais para os prefeitos. O dinheiro precisa ser repassado diretamente para os pobres, que são hoje cerca de cem milhões de brasileiros.

O bolsa-família é um bom exemplo.

Dinheiro na mão de prefeito pega sumiço. Começa nas capitais.

Eta profissão rendosa. Mesmo no quinto dos infernos. Quanto mais longe da imprensa, melhor.  Se aparece algum blogueiro para denunciar, eles matam.

Eta profissão boa, pra ladrão nenhum botar defeito. Quatro anos prefeito numa cidade, quatro noutra, mais quatro num terceiro município, e assim vão levando a vida de prefeito caxeiro viajante. E levam consigo, de cidade em cidade, a quadrilha de secretários e os parentes e contraparentes e mais um bando de leitores, todos com cargos em comissão. Esse circo precisa acabar.

Fique atento
1. Sinais exteriores de riqueza: Amigos e parentes exibem bens de alto valor, adquiridos de uma hora para outra, como pick-ups, imóveis de luxo, jóias. Desconfie também quando o padrão de consumo não for compatível com a renda, como grandes viagens, festas ou despesas em bares e restaurantes.
2. Resistência a prestar contas: Se o prefeito dificulta o acesso à informação, especialmente sobre os gastos da prefeitura, desconfie. Por lei, todo cidadão tem direito a esse tipo de informação.
3. Falta crônica de verba: O orçamento da prefeitura é calculado para cobrir os serviços básicos da cidade. Sinais de abandono ou negligência podem ser indicadores de má administração ou desvio de recurso público.
4. Parentes e amantes e amigos empregados.

5. Não divulgação dos gastos públicos (falta de transparência): A Lei Orgânica do Município obriga o prefeito a divulgar diariamente o movimento do caixa do dia anterior. Ele também deve tornar público o balancete mensal da prefeitura.

6. Transferências de verbas orçamentárias: Remanejamentos de grandes somas são suspeitos. Desconfie de transferências de verbas acima de 5%. O prefeito pode subverter todas as prioridades originais com grandes transferências entre as rubricas. Isso pode em algumas situações ser feito para atender necessidades emergenciais, mas na maioria das vezes é feita para atender interesses eleitorais e pessoais dos prefeitos. É preciso uma análise cuidadosa das transferências, e elas deveriam ser analisadas pela Câmara Municipal.
7. Ameaças a jornalistas: Os corruptos tentam eliminar qualquer obstáculo ao seu esquema de enriquecimento ilícito. Outro sinal de que há corrupção é quando há perseguição a funcionários honestos.

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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