España. La voz dormida (trailer)

O nazismo se parece com o facismo, que se parece com o salazarismo, que se parece com o franquismo, que se parece com as ditaduras do Cone Sul.

Vendo este filme é conhecer toda e qualquer tirania. Seja da direita. Seja da esquerda.

E nunca existiu imperialismo democrático.

Incomoda reconhecer que a igreja da Santa Inquisição da Espanha de Torquemada continuou a mesma na ditadura de Francisco Franco.

Sou católico. Sei que Jesus, na sua passagem pela terra, nunca matou nem mandou matar. Na hora de sua prisão, ordenou para São Pedro guardar a espada.

Jesus ensinava que existem apenas dois mandamentos que são um só: amar a Deus e amar o próximo.

La voz dormida.  Veja o trailer do filme

Esvreve Fábio Nazaré:

O ritual de expiação cinematográfico referente a períodos de ditadura militar no século XX está bem presente na filmografia de vários países de formação latina, como Argentina, Brasil ou Espanha. Nestes países, especialmente na terra do tango e na Península Ibérica, caudilhismos de extrema-direita atuaram com truculência, estupidez, e contribuíram não só para o atraso sócio-econômico, mas também para deixar feridas até hoje não cicatrizadas naquelas sociedades.

Não é à toa que cineastas de engajamento procurem vez ou outra trazer o tema à tona, de forma que estes períodos históricos não sejam esquecidos, mas também para lançar luz sobre questões não resolvidas referentes ao desparecimento de militantes contrários ao governo, assassinatos e à prática de tortura praticada por militares. É neste contexto que o diretor espanhol Benito Zambrano apresenta seu mais recente filme – La Voz Dormida (Espanha/2011), drama que funciona como uma lupa sobre a destruição que a ditadura franquista (1939 – 1976) infringiu sobre famílias espanholas.

Pepita (Maria Leon), bela garota da na região da Andalucia, vai a Madrid logo após o final da Guerra Civil, de forma a estar próxima de sua irmã Hortencia (Inma Cuesta), que está grávida e presa sob a acusação de participar da guerrilha armada. Nesse ínterim, Pepita, ao mesmo tempo em que luta para conseguir algum tipo de ajuda que evite a execução de sua irmã, passa a se envolver perigosamente com membros da luta armada anti-Franco.

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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