O circo sem pão dos prefeitos ladrões e quadrilhas de cantores e bandas

O Brasil tem 5 mil e 565 municípios. Pode ser mais. A grande maioria deles possuem secretarias de Turismo e de Cultura. São multidões de funcionários tocando punheta no tempo.

Secretaria de Turismo em município sem hotel é piada.  Idem Secretaria de Cultura em município sem biblioteca pública.

Municípios sem a tradicional banda de música, e as principais festas ainda são as dos santos padroeiros, promovidas pelos fiéis.

Essas secretarias não promovem os artistas locais. Nem os grupos folclóricos. Não publicam livros. Não realizam nada que seja para promover a cultura, o turismo.

Secretarias que existem para pegar verbas das secretarias estaduais e ministérios da Cultura e do Turismo. E dinheiro juntado com a grana do cofre municipal para realizar shows de artistas que se tornaram conhecidos pela visibilidade nacional dos programas de Gugu, Sílvio Santos, Faustão e outros globais.

Isso também acontece nas capitais. Todo final de semana tem embalo. Cidades sem museus, sem arquivo público, sem ou com teatro caindo aos pedaços, que as exibições dos artitas são realizadas ao ar livre. Na rua principal. Na beira do mar.

Veja a tabela dos artistas mais ricos e famosos. Que baliza as faturas frias quitadas pelas prefeituras para cantores e bandas. Isto é, sempre contratam com o preço nas alturas.

Ensina o Blog Brasil: “O número de artistas que estão fazendo sucesso pelo mundo cresce muito. Cada pessoa começa a carreira como pode ou como consegue, mas de fato quase todos os cantores começaram a vida no interior, onde a procura por eventos e show é muito grande”.

São milhares de agências de eventos, as sérias e as desonestas. Impossível numerá-las. Que existem até produtoras fantasmas. E outras, exclusivas deste ou daquele município.

O roubança acontece assim: um artista que cobra cem mil é contratado por 500 mil. Muitas vezes nem sabe da safadeza, que os contratos são firmados através dos promotores de eventos.

É um bom negócio para o prefeito e secretários e agenciadores. Para o prefeito melhor ainda. Todo show vira comício eleitoral. É um circo sem pão. Ele ganha grana fácil e votos.

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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