A apatia do universitário brasileiro aprova a corrupção. A UNE morreu com a ditadura militar

Continua solto no campus da Universidade Federal de Juiz de Fora um estuprador. Ou vários. Neste começo de ano letivo, uma estudante menor de 17 anos foi desflorada. Talvez uma curra promovida pelos organizadores da calourada.  O reitor Henrique Duque proibiu qualquer protesto. Ninguém sabe do andamento de nenhuma investigação. O reitor anunciou que existe uma da própria universidade. Uma segunda da Polícia Federal. Uma terceira da Polícia Militar. Uma quarta da Polícia Civil. Demasiadas investigações para nenhum preso. Qual menina da tradicional família mineira será a próxima vítima?

O reitor  João Grandino Rodas militarizou a USP. Desalojou e expulsou alunos. Também este ano. O medo impera na USP. Um medo que persiste desde os idos de março de 1964. O governo Alkmin repete na USP o “episódio do Pinheirinho”.

Reinam na maioria das universidades sucateadas e de cartões corporativos e obras superfaturadas e serviços fantasmas: o stalking, o bullying, o assédio moral, o assédio sexual, as gangues de sexo, de tráfico, de drogas, o nepotismo e o magnífico poder dos reitores absolutistas. Idem nos lucrativos negócios das universidades particulares. É um Brasil desconhecido, jamais investigado.

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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