Brasil tem 27 crimes contra jornalistas

por Priscila Fonseca

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) divulgou nessa segunda-feira, 22, em sua reunião de semestral, que no Brasil houve 27 crimes contra jornalistas no decorrer dos últimos seis meses. Agressões, ameaças, vandalismo e até assassinatos estão na lista do País. O documento da entidade foi apresentado no encontro realizado em Cádiz, na Espanha.

 

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Jornalista Paulo Rocaro foi assassinado em 2012.

No Brasil, dos cinco assassinatos de jornalistas ocorridos nos últimos seis meses, três estão relacionados ao exercício da profissão. E de acordo com a SIP, esses dados não batem com a informação divulgada pelo Itamaraty, do qual alega que a maioria dos casos de crimes contra  jornalistas não tem ligação com a atividade. A entidade demonstrou preocupação com a reação do governo contra esse tipo de crime.

O documento da instituição citou diversos crimes conta os veículos de comunicação e profissionais da mídia que ocorreram no País, entre eles as censuras judiciais, que foi divulgada pelo representante do Brasil na SIP, Paulo de Tarso Nogueira, consultor do jornal O Estado de São Paulo. O jornalista ressaltou pontos da justiça do país com relação à impunidade e a censura.

“É crescente a ampliação do poder discricionário dos magistrados, especialmente os de primeiro grau, no julgamento de ações de antecipação de tutela, reparação de dano moral e do exercício do direito de resposta”, disse Nogueira, de acordo com as informações publicadas pela Agência Estado nessa segunda-feira.

A reação do presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ivan Sartori, a uma série reportagens sobre os altos salários de magistrado, ocasião em que ameaçou jornalistas, foi mencionada pela entidade internacional. A Sociedade Interamericana também lembrou da declaração do presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região em favor do que é considerado, pela instituição, censura contra a imprensa.

(Fonte: Comunique-se)

 

Nota do editor: É lamentável a reação do governo de Dilma Rousseff. O Itamaraty pó de arroz mente. Fazer diplomacia com cadáveres de jornalistas fica para os regimes ditatoriais. Puro humor negro. Uma maneira de contribuir com a impunidade e incentivar novos atentados à liberdade de expressão. Um jornalista morto comprova o império da censura. E a morte da democracia. O Itamaraty continua o mesmo. O mesmo Itamaraty dos tempos do golpe de 64, quando seus diplomatas atuaram no Cone Sul de Pinochet, Videla e outros tiranos.

 

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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