Os piratas comem a carne e jogam os ossos para os governadores

As empresas de luz, de telefonia, de água, de leite (Pernambuco) pertenciam aos Estados, e governadores esquerdistas, centristas e direitistas entregaram os serviços essenciais, inclusive os bancos, para os piratas, em leilões fajutos, quermesses e rodadas.

As cidades eram iluminadas.

Hoje reina a escuridão nas ruas, avenidas e praças. Aqui e ali um poste de luz bem fraquinha, tipo bunda de vagalume.

Quando antes era de graça, as prefeituras não têm verba para a iluminação.

Os Estados, para economizar, cortaram telefones dos hospitais, das escolas, dos postos de saúde, da polícia. Restaram os orelhões de telefones mudos e imundos. O povo não tem como se comunicar com os serviços públicos.

Todo os dias e noites, sem mais nem mais, os apagões parciais nas cidades dos IPTUs nas alturas. Das contas de luz e telefone superfaturadas. Dinheiro que as filiais no Brasil mandam para o exterior.

No choro pelo leite derramado, os governadores esmolam alguns trocados dos bezerros de ouro.

Os piratas faturam, faturam. O povo paga todas as contas elevadas pelas  agências reguladoras dos altos preços, as Anas, prostitutas respeitosas dos corsários.

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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