Troika levou aposentado grego ao martírio. Brasil esconde onda de suicídios

Em Brasília, o costume de queimar mendigos.

Para os velhos desempregados, e abandonados pelo Estado, existem dois caminhos: o suicídio ou pedir esmolas.

Temos o caso de Dimitris Christoulas que hoje revolta a Grécia.

Informa um estudo científico: “Existem forte associação entre as taxas de desemprego e as taxas de suicídio, mas a natureza destas associações é complexa. Os efeitos do desemprego provavelmente são mediados por fatores como pobreza, diminuição do nível social, dificuldades domésticas e desesperança. Por outro lado, pessoas com transtornos mentais têm mais risco de serem desempregadas do que pessoas com boa saúde mental. Em qualquer caso, deve-se considerar a diferença dos riscos da perda recente do emprego e do desemprego crônico – o maior risco é associado com a primeira”.

No Brasil, arrumar emprego depois dos 40 anos é milagre. E Fernando Henrique aumentou o tempo de aposentadoria por idade, de 60 anos, quando se é velho, para 65 anos, quando se é idoso. Aos 70 começa a ansianidade.

As aposentadorias pagas pela Previdência dos Pobres não passa, na sua maioria, dos 610 reais. Uma meleca que fica bem distante dos 350 dólares e da aposentadoria da cúpula do executivo, do judiciário, do legislativo.

Apesar da fome, da moradia em favelas, da falta de tudo, pior é a situação da metade da população brasileira: de 1 a 270 reais. Não passa dos 150 dólares.

A situação do brasileiro é muitas vezes mais degradante que a de um desempregado ou jubilado da Irlanda, da Grécia, de Portugal, da Espanha.

O suicídio é tabu no Brasil. As famílias escondem, e o Estado jamais se interessou em pesquisar.

Mas a internet está cheia de casos

Confira

Confira 2

Posso apresentar centenas de fotos. Assim maldigo: quem rouba o dinheiro da previdência é genocida, que as principais vítimas são negros e mestiços. Acontecia na escravidão. Os negros chamavam essas mortes de banzo. Os brancos, de saudade. Os psiquiatras, hoje, depressão.

Desemprego aumenta suicídios na Inglaterra

Uma denúncia feita por um funcionário público ao jornal inglês The Guardian revelou que estão sendo enviadas aos órgãos do Department for Work and Pensions (DWP), equivalente ao INSS no Brasil, instruções sobre como lidar com trabalhadores que ameaçam se matar.

O documento, de circulação interna, foi enviado ao jornal por um funcionário com mais de 20 anos de casa, que preferiu permanecer no anonimato. Foi acompanhado de uma carta em que dizia: “Ninguém nunca viu estas diretrizes antes, o que levou nossa equipe a acreditar que isso é devido aos cortes anunciados para as pensões. Ficamos chocados. O fato de termos lidado com o público por tantos anos sem essas orientações fez as pessoas ficarem com medo do que está por vir.”

“De repente nosso trabalho ganhou um novo aspecto. As pessoas aqui estão se perguntando a que ponto esses cortes serão selvagens. E somos nós, que estamos na linha de frente, que teremos que lidar com essas mudanças.”

Vicky Harrison, suicídio na Inglaterra
Vicky Harrison, suicídio na Inglaterra

La hija del farmacéutico que se quitó la vida sostiene que el de su padre fue “un acto político consciente”

Quanto cinismo: El portavoz del Fondo Monetario Internacional (FMI), Gerry Rice, ha dicho este jueves en rueda de prensa que la institución se siente “profundamente triste” por el suicidio de un jubilado griego en la plaza Sintagma de Atenas por motivos económicos.

La plaza Sintagma (en el centro de Atenas) ha sido escenario por segunda noche consecutiva de incidentes en una nueva manifestación tras el suicidio del farmacéutico jubilado, en la que varios centenares de personas han cortado el tráfico de la avenida Amalías, frente a la sede de la Cámara.

Un importante contingente de policías antidisturbios ha impedido el acceso al Parlamento, mientras la estación de Metro de Sintagma se ha cerrado al público. Los agentes han desalojado los alrededores del Parlamento con gases lacrimógenos, a los que un de manifestante ha reaccionado ha lanzando piedras.

Según además, según han denunciado los periodistas que han cubierto las protestas, las policía ha agredido a los equipos de televisión y a los fotógrafos presentes, causando heridas leves al presidente de la Asociación de Fotoperiodistas de Grecia, Marios Lolos.

En las protestas, los griegos han gritado consignas contra la ‘troika’, formada por el FMI, la Comisión Europea y el Banco Central Europeo, que ha impuesto a Atenas un duro programa de austeridad, en el que se incluye el recorte de las pensiones.

Por su parte, la hija del farmacéutico jubilado, Emmi Jristula, ha señalado en una carta que mandó a los medios griegos que el suicidio de su padre ha sido un acto político: “Durante toda su vida ha sido un militante de la izquierda, un visionario desinteresado. El acto de su suicidio de mi padre es un acto político consciente, coherente con lo que creyó e hizo durante toda su vida”, ha explicado.

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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