Reunião clandestina no Clube Militar para pregar a volta do totalitarismo

 

Apesar de proibido, o Clube Militar do Rio de Janeiro festejou o fascismo no dia 29. Entendeu que o impedimento era apenas válido para o dia 31 de março, data oficial da derrubada do presidente João Goulart, quando a tomada do poder, pelos militares, realmente aconteceu no dia primeiro de abril de 1964.

O movimento Cordão da Mentira denunciou:

Ao contrário dos outros países latino-americanos, no Brasil não houve justiça de transição. Os responsáveis por crimes como tortura e desaparecimento de corpos, de lesa humanidade, não foram julgados. O Estado brasileiro não investigou os crimes cometidos durante a ditadura, mesmo tendo sido internacionalmente condenado pela OEA por esse motivo. Isso demonstra que os interesses que levaram os militares ao poder continuam fortes e operantes no cenário político. Não satisfeitos, os militares ainda resolveram satirizar a sociedade brasileira em mais uma confraternização de celebração. Perguntamos a eles, o que devemos celebrar?

Após 25 anos do fim da ditadura, o que nos resta? Calar-nos frente às comemorações e aos elogios feitos à ditadura militar pelos oficiais? Devemos conviver diariamente com o discurso apaziguador feito pela grande mídia? Temos de sentir vergonha das lágrimas que derramamos pelos queridos e queridas no passado e no presente? Resta-nos a solidão por acreditarmos em uma sociedade democrática?

Para nós, restou a resignação ou a bala. Nas manifestações, balas de borracha e armas de choque. Nas periferias, balas com pólvora e chumbo.

A ditadura não acabou! Não ficaremos calados! Se a farsa continua, continuaremos a exigir o direito à justiça e à verdade.

Acontece o mesmo na Espanha:

Continúa el elogio al fascismo en el Valle de los Caídos

 Lamentar que el Valle de los Caídos, ahora inaugurado hace 53 años, día 1 de abril, siga siendo un lugar de exaltación de la dictadura que asoló al país en el siglo pasado.

Este monumento fascista sigue decorado con todo el simbolismo y parafernalia del que le dotaron durante el franquismo, continúa siendo el sitio en el que se encuentran los restos del dictador en un lugar de honor, de sus paredes aún cuelgan conmemoraciones de la derrota de la República en la Guerra Civil a la que denominan cruzada, se mantiene como una abadía consagrada en la que se realizan misas junto a la tumba de Franco y sigue silenciada la presencia en el monumento de los restos de miles de republicanos, trasladados allí sin el consentimiento de sus familias; y se desdeña toda mención al uso de prisioneros republicanos como mano de obra penada para levantar el monumento.

Por ello, consideramos necesario:

– Retirar toda la simbología existente de exaltación del régimen franquista, para despojar al lugar del significado que se le dio en la dictadura y que deje de ser un punto de peregrinación de nostálgicos de la dictadura.

– Retirar de los restos colocados en un lugar de honor junto al altar.

– Desacralizar la abadía para retirar a la iglesia católica toda autoridad sobre el conjunto monumental.

– Dotar al conjunto arquitectónico de un sentido acorde con los valores democráticos y que sea capaz de reunir en él a quienes fueron víctimas del régimen, incorporando los elementos al conjunto que se considerasen necesarios como pudiera ser un centro explicativo sobre el lugar y su contexto histórico.

– Homenajear debidamente a los que se vieron obligados a construirlo y perecieron durante su levantamiento.

 

Valle de los Caídos
Valle de los Caídos

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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