CORTES NA EDUCAÇÃO MOTIVAM GREVE GERAL AMANHÃ EM PORTUGAL. NO BRASIL NEM PENSAR

Corte de Dilma no Orçamento tira R$ 1,927 bi da Educação

O corte de R$ 55 bilhões no Orçamento de 2012 anunciado pelo governo atinge áreas consideradas vitais, inclusive pela própria presidente Dilma Rousseff. Saúde e Educação, diversas vezes anunciadas como prioritárias pela chefe do Estado, sofreram juntas corte de R$ 7,4 bilhões em relação ao que foi aprovado no Congresso Nacional.

Foram revisadas também as projeções de gastos com benefícios previdenciários, assistência social, subsídios e complementações para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), com redução de R$ 7,7 bilhões na previsão de gastos com benefícios previdenciários.

Com um corte 10% maior que o realizado no ano passado, o Planalto contingenciou ainda R$ 35,01 bilhões de despesas não obrigatórias e passou a tesoura em R$ 20,3 bilhões dos gastos criados pelo Congresso com emendas parlamentares. Mais R$ 20,5 bilhões foram reduzidos das despesas obrigatórias.

Contingenciamento

Na comparação entre os ministérios, além da Saúde e da Educação, o das Cidades foi uma das pastas que mais perdeu, com corte R$ 3,3 bilhões.

A redução nas verbas também afetou os ministérios do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia, que amargaram a redução de R$ 197 milhões e R$ 1,48 bilhão, respectivamente.

“Esta é a prova de que a peça orçamentária é cada vez mais utilizada como mecanismo de manobra pelo governo para destinar as verbas da União, de acordo com o interesse do Executivo, neste caso mais uma vez assegurando a farta remuneração dos rentistas, lastrada no que se convencionou chamar de superavit primário”, avalia Luiz Henrique Schuch, vice-presidente do ANDES-SN.

O governo raspa o tacho dos ministérios para economisar, juntar dinheiro para pagar os juros da dívida externa que só faz aumentar. Uma dívida que jamais foi auditada.

Nota de repúdio aos cortes nos orçamentos de Educação e C,T&I

 


A ANPG repudia veementemente a opção política feita pelo governo Dilma Rousseff de implementar um corte de R$ 55 bilhões no Orçamento da União para garantir uma política econômica que favorece o pagamento de juros de dívidas e manutenção da meta de inflação em detrimento dos investimentos necessários ao desenvolvimento do país em diversas áreas, especialmente em Educação e Ciência, Tecnologia e Educação.
A medida repete o corte realizado no início de 2011, de R$ 50 bilhões, também duramente criticado pela ANPG. A avaliação da entidade é que a história recente nos mostrou que em momentos de crise a melhor resposta não é o contingenciamento e austeridade, mas estímulo ao crescimento.

Ressalte-se que se tratam de cortes em educação e ciência, tecnologia e inovação no país que hoje é a sexta economia do mundo justamente quando os desafios brasileiros são maiores pelo reposicionamento que o país busca na geopolítica mundial, pela descoberta e consequente exploração de petróleo na camada pré-sal, pelos mega eventos esportivos que o Brasil sediará e pelos próprios gargalos que historicamente travam o desenvolvimento pleno do país. Neste contexto, trata-se do momento em que o país deveria investir mais em áreas estratégicas como são educação e C,T&I.
A ANPG repudia os cortes no Orçamento 2012, portanto, pois compreende que eles comprometem o desenvolvimento do país e fazem o Brasil perder a chance de investir em seu maior patrimônio: os recursos humanos.

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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