Quando esposas de militares sobem a rampa do palácio

A presidente da União Nacional das Esposas de Militares das Forças Armadas (UNEMFA), Ivone Luzardo, tentou hoje subir a rampa do Planalto, em protesto por “melhorias salariais para os militares”, “respeito aos presidentes dos Clubes Militares” e uma “política do governo para atendimento às mulheres dos militares que são impedidas de estudar e ter uma profissão por terem de acompanhar os maridos frequentemente transferidos pelo País”. Foi impedida pelos seguranças e criou um alvoroço em frente ao Palácio do Planalto.

Ivone protocolou um pedido de audiência com a presidente Dilma Rousseff para o dia da Mulher, 8 de março, quando quer apresentar diretamente a ela as reivindicações da categoria.

O protesto foi rápido. As mulheres exigem o pagamento de 28,86%, que já teria sido aprovado pelo STF e seria devido à categoria desde 1993, mas que o Ministério do Planejamento não atende. “Subimos a rampa para gerar um fato político e chamar a atenção para os nossos problemas. Hoje foi só a amostra grátis do que vamos fazer daqui para frente e a PM e os Bombeiros estão ao nosso lado”, ameaçou Ivone, ao lado de Marina Bavaresco, outra esposa de militar, que estava usando uniforme camuflado.

Comentário deste blogueiro:

MATRÍCULA COMPULSÓRIA 

Nos casos de transferências, militares, esposas e filhos têm direito à matricula compulsória em universidades públicas, inclusive os que estudam em faculdades particulares. Vide legislação e jurisprudência

APOIO DOS PM E BOMBEIROS

O presidente do Clube Naval, vice-almirante da reserva Ricardo Antônio da Veiga Cabral. “(Sobre a Comissão da Verdade) A verdade não tem de ser só de um lado. O que a gente espera é que haja equilíbrio.” Ele afirmou que o movimento dos clubes “não é como a greve do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar da Bahia”. “A coisa é um problema mais ético que financeiro”, destacou. “É preciso haver um diálogo sem radicalismos. Acho que a situação tende à acomodação.”

USO INDEVIDO DE TRAJES MILITARES

Estatuto dos Militares: LEI Nº 6.880, DE 9 DE DEZEMBRO DE 1980 – DO USO DOS UNIFORMES….SE LÊ “… Parágrafo único. Constituem crimes previstos na legislação específica o desrespeito aos uniformes, distintivos, insígnias e emblemas militares, bem como seu uso por quem a eles não tiver direito.”

Custa uma nota um uniforme camuflado feminino. Confira os preços

MELHORIAS SALARIAIS

Até agora não apareceu nenhum estudo sobre os gastos com aposentadorias e pensões, inclusive como heranças das filhas que, para alguns críticos, superam as despesas com o pessoal da ativa.

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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