Desembargador Ivan Sartori comandou invasão de Pinheirinho contra decisão da Justiça Federal

Existe um bordão absolutista e ditatorial no Brasil: Ordem judicial não se discute.

Mas entre os poderes do judiciário isso não vale.

O  Comando do Policiamento do Interior da  PM  recebeu a ordem para que não cumpra a reintegração de posse de Pinheirinho. Terreno grilado por Naji Nahas. Em entrevista coletiva, o coronel Manoel Messias Mello afirmou que a possibilidade de que a reintegração de posse aconteça está descartada. ” A ação requer um planejamento especial e não tem condições para que isso ocorra”. Mentiu. Já estava tudo preparado.

A  liminar foi concedida em reposta à ação cautelar ajuizada pela Associação dos Sem-Teto, pedindo que a Polícia Militar, a Polícia Civil e a Guarda Municipal se abstenham de efetivar qualquer desocupação.

O despacho foi expedido pela juíza de plantão Roberta Chiari.

De acordo com o documento, entre os principais aspectos considerados para a suspensão da reintegração está a defesa da integridade física das famílias.

Isso aconteceu na terça-feira. Na madrugada de domingo último (despejo dominical, que sacrilégio), o coronel Manoel Messias Mello começou a Operação Pinheiro, um massacre comandado pelo presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Assim, o impossível acontece. Quem comanda a polícia é o governador de São Paulo que, impedido, é substituído pelo vice- governador. Este também impedido, pelo presidente da Assembléia Legislativa. Mas com que poderes constitucionais o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo assume o comando da Polícia Militar?

A nota que o desembargador Ivan Sartori publicou, sem assinar, no portal do TJ-SP é um absurdo:

“Tendo em vista o noticiário sobre o episódio do Pinheirinho, o presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo informa:

1 – Toda mobilização policial na data de 22/1/12 se deu por conta e responsabilidade da Presidência do Tribunal de Justiça, objetivando o cumprimento de ordem judicial;

2 – O efetivo da Polícia Militar em operação esteve sob o comando da Presidência do Tribunal de Justiça até o cumprimento da ordem;

3 – O Executivo do Estado, como era dever constitucional seu, limitou-se à cessão do efetivo requisitado pelo Tribunal de Justiça”.

Assinalo: “O efetivo da Polícia Militar em operação esteve sob o comando da Presidência do Tribunal de Justiça“.

Qual ordem judicial o presidente do TJ-SP, desembargador Ivan Sartori, mandou cumprir? A da juíza Roberta Chiari não foi.

Finalmente três perguntas para o desembargador Ivan Sartori?

– Quantas pessoas morreram na Operação Pinheirinho?

– A quem pertence o terreno de Pinheirinho, ora ocupado pelo  coronel Manoel Messias Mello?

– “O efetivo da Polícia Militar esteve em operação sob o comando da Presidência do Tribunal de Justiça” ou continua sob seu comando?

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

2 comentários em “Desembargador Ivan Sartori comandou invasão de Pinheirinho contra decisão da Justiça Federal”

  1. isso foi uma TRAGEDIAAAA@@@@ ( eu so tenho 12 anos e ja tenho essa conciencia ) e esse politicos com 10000 A.C. n tem q podem matar quantas pessoas quizerem mais dps assumam as conceguencias

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