Faltam corregedor e procurador na Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro?

O corregedor-geral da Justiça do Trabalho, ministro Barros Levenhagen, elogiou juízes da 2ª Vara do Trabalho de Brasília por terem bloqueado R$ 3 milhões de contas bancárias de servidores e possíveis envolvidos em um furto continuado, no qual uma funcionária do tribunal desviou, no mínimo, R$ 5 milhões de depósitos judiciais.

Além do bloqueio de dinheiro em conta, foram bloqueados 10 veículos em nome da servidora e de seu parceiro e foi pedido um levantamento imobiliário aos cartórios de Brasília.

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O procurador Vinícius Fermino, do Ministério Público Federal no Distrito Federal, investiga outras duas pessoas sobre o desvio de pelo menos R$ 5,5 milhões de depósitos judiciais do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 10ª Região, em Brasília. Além da denúncia apresentada por peculato contra a servidora Márcia de Fátima Pereira e Silva; o marido dela, José Aílton da Conceição; a mãe da funcionária pública, Maria Pereira Braga da Silva; e o irmão, Maurício Pereira da Silva, o MP pediu à Polícia Federal que investigue também a participação de pelo menos duas pessoas cujos nomes são mantidos em sigilo.
Foi presa e a foto publicada pela imprensa.
Márcia, no dia em que foi presa pela Polícia Federal: servidora ficou duas semanas na cadeia
Márcia, no dia em que foi presa pela Polícia Federal: servidora ficou duas semanas na cadeia

A lei sempre é dura para os pequenos. Não tem essa de sigilo bancário, sigilo fiscal, segredo de justiça, prisão especial, foro especial e justiça secreta.

Integrantes do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1), sediado no Rio, movimentaram quase R$320 milhões em operações financeiras atípicas na última década.

Tem, pelo menos, um doleiro na jogada.
A Polícia Federal sabe quem é, que já prendeu o criminoso.
Conselho Nacional de Justiça sabe quem é, pois foi informado pelo Coaf.

A imprensa do Rio também conhece o sujeito. Basta procurar nos arquivos a notícia da prisão.

A presidente do Tribunal, desembargadora Maria de Lourdes Sallaberry, afirmou desconhecer a identidade do servidor e criticou a postura do presidente da OAB-RJ, Wadih Damous, ao pressionar o TRT-RJ para divulgar o nome do suspeito:

Essa notícia foi usada de forma leviana, em especial pelo presidente da OAB-RJ. Porque ele sabe que ainda que tivesse sido notificado pelo Coaf, o tribunal só poderia abrir uma sindicância sigilosa, em segredo de Justiça, porque nosso país não permite condenação sem o devido processo legal.

Traficar 320 milhões, e ninguém perceber… e não se abrir o devido processo…

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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