Quem é o traficante de moedas do Tribunal Regional do Trabalho do Rio Janeiro?

Toda vez que tem incêndio em prédio público, o fogo começa nos arquivos da tesouraria.

Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro, nesta última década, está repleto de escândalos. Além de um incêndio, nomeou um ex-presidiário doleiro, para prestar valiosos serviços.

O presidente da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ), Wadih Damous, precisa pedir que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigue a movimentação de R$ 282,9 milhões, realizada em 2002.

“Pelo relatório do Coaf ou se trata de um servidor ou de um magistrado. Nenhuma dessas categorias, ainda que acumule seus vencimentos por toda a vida, chegaria sequer perto de uma quantia dessas. Não tem cabimento convivermos com essa dúvida que não faz bem à magistratura e à democracia”, disse o presidente da OAB-RJ.
Ele alega que, se a suposta prisão do doleiro se deu no âmbito de um processo penal, que “como regra, é público”, não há motivo para a Procuradoria Regional manter o sigilo em torno do episódio, o que, segundo ele, “só contribui para as especulações acerca de possíveis desvios de verbas públicas e envolvimento de magistrados nessas movimentações.

Publica O Globo hoje:
No TRT, outra dúvida diz respeito à admissão do servidor. Se ele entrou depois de ser preso, como diz o Coaf, como o processo de seleção do tribunal deixou que ele passasse? Os frequentadores do tribunal, entre os quais advogados, questionam o fato de um doleiro que, em um ano, movimentou R$ 282 milhões, ter rendimento de assalariado no tribunal.

A presidente do Tribunal, desembargadora Maria de Lourdes Sallaberry, afirmou desconhecer a identidade do suposto servidor e criticou a postura do presidente da OAB-RJ, Wadih Damous, ao pressionar o TRT-RJ para divulgar o nome do suspeito.

Tem mais dinheiro desviado.

Mas o muro é muito alto
Olê, olê, olá!
Mas o muro é muito alto
Olê, seus cavalheiros!

Vou tirando uma pedra
Olê, olê, olá!
Vou tirando uma pedra
Olê, seus cavalheiros!

Uma pedra não faz falta
Olê, olê, olá!
Uma pedra não faz falta
Olê, seus cavalheiros!

Vou tirando duas pedras
Olê, olê, olá!
Vou tirando duas pedras
Olê, seus cavalheiros!

Duas pedras não faz falta
Olê, olê, olá!
Duas pedras não faz falta
Olê, seus cavalheiros!

Vou tirando três pedras…

Vou tirando 320 milhões.
Escute a música 

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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