Quem tem medo de Eliana Calmon? ‘Quem não deve não teme’.

 

Três entidades protocolaram nesta sexta-feira (23) pedido para que a Procuradoria Geral da República (PGR) investigue se houve quebra de sigilo e vazamento de dados em investigações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O presidente da Ajufe, Gabriel Wedy, declarou: “A nossa ação é objetiva. Nós estamos defendendo o sigilo de dados, não apenas dos juízes, mas de todos os cidadãos brasileiros.”

De todos os brasileiros? Piada. A pedido de qualquer supermercado, de qualquer vendedor a prestações, idem  bancos,  diferentes SPCs quebram o sigilo dos brasileiros. “No Brasil, o serviço de proteção ao crédito é prestado por bureaus de crédito públicos (como o Banco Central) ou privados (empresas privadas que atuam nesse setor)”.

 

JUÍZES HONESTOS NÃO TREMEM

Juízes federais incomodados com a atuação da associação que os representa, a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), estão usando o grupo de discussão online da própria entidade, para criticá-la. A Ajufe é uma das signatárias da ação que suspendeu, na última segunda-feira (19), a investigação sobre a evolução patrimonial de magistrados e servidores do Judiciário.

Um dos juízes que enviaram mensagem aos colegas é o titular da 3ª Vara Federal de Campo Grande, Odilon de Oliveira, que apura crimes financeiros e de lavagem de dinheiro. Ele reclama do fato de a Ajufe não ter consultado seus filiados antes de adotar a posição contra a corregedoria.
Odilon de Oliveira também acredita que Eliana Calmon passou a ser atacada porque começou a investigar a “elite” da Justiça. “Investigar a elite dói. Há reação da própria elite, que começa a acusar o investigador e procurar formas de derrubá-lo”, argumenta.

Ex-presidentes de associações de juízes criticam briga com CNJ

 

Presidente da AMB de 2008 a 2010, Mozart Valadares Pires acredita que a atual gestão da entidade errou ao acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para limitar o poder de atuação do CNJ. Para Mozart, a corregedoria nacional precisa ter o poder de investigar em conjunto com as corregedorias locais, e não apenas depois que elas atuarem. “O cidadão deve ter o direito de acionar o CNJ se ele acha que as investigações não caminham nas corregedorias locais”, defendeu.

 

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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