Quantos togados realizaram movimentações atípicas? Quando este segredo será revelado?

A Associação Nacional dos Magistrados Brasileiros (AMB), a Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) e a Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho) protocolaram na PGR pedido para apurar se houve irregularidades nas investigações do CNJ sobre o patrimônio de juízes, desembargadores e servidores do Judiciário.

As três associações acusam a corregedoria do CNJ de ter efetuado a quebra de sigilo de mais de 200 mil magistrados, servidores e familiares, e de ter vazado os dados.

A ministra Eliana Calmon argumentou que decidiu fazer investigações pontuais, com base em informações enviadas pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), em casos de movimentações consideradas atípicas – acima de R$ 250 mil. No caso do tribunal de São Paulo, foram identificadas 150 transações do tipo e, por isso, ela decidiu investigar.
“Foram apenas 150, como falar agora em mais de 200 mil investigados. Questionamos, até porque pode ser tudo legal, fruto de herança, sorteio”, explicou.
Se tivessem sido quebrados os sigilos dos 200 mil magistrados não seriam apenas 150 transações.

Seriam duas vezes 150?
Três vezes vezes 150?
Dez vezes vezes 150?
Trinta vezes 150?
Difícil dizer. Seriam mais de 150. Com certeza. Este o medo das associações dos magistrados.

Que as investigações continuem. Bem que o Brasil começaria um 2012 com a esperança de ver a justiça que todos sonham.

A maioria dos brasileiros são prestamistas, e todo prestamista tem todos os sigilos quebrados.
Mais da metade dos brasileiros pena com um rendimento de 375 reais. Não tem conta bancária. É isento do imposto de renda. Pela condição de miseráveis.

Idem a maioria dos trabalhadores que recebe o segundo ou terceiro pior salário mínimo da América do Sul. O mínimo do mínimo que é também o valor degradante da maioria das pensões e das aposentadorias pagas pelo Ministério da Previdência dos pobres.

Apenas uma minoria embolsa 250 mil reais. O presidente Collor chamava essa elite de funcionários com supersalários de marajás. E são

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

Um comentário sobre “Quantos togados realizaram movimentações atípicas? Quando este segredo será revelado?”

  1. Esses personagens deveriam ser denunciados no Tribunal de Haia, e lá, todos processados, julgados e condenados a PENA DE PRISÃO PERPÉTUA!
    Se o mestre Rui Barbosa tivesse vivo nos dias atuais, ele, por certo, desempenaria grande e forçoso trabalho para tal fim, ele, o
    “Diplomata, jornalista, ensaísta, advogado, fundador da Academia Brasileira de Letras.
    Bahia, 1849 – Rio de Janeiro, 1923

    Breve histórico, dados retirados da Internet e recebidos
    por e-mail.
    Advogado, jornalista, jurista, político, diplomata, ensaísta e
    orador, Rui Barbosa nasceu em Salvador, Bahia, em 5 de novembro
    de 1849 e faleceu em Petrópolis, Rio de Janeiro, em 10 de março de
    1923.
    Foi membro fundador da Academia Brasileira de Letras.
    Em 1870 mudou-se para o Rio de Janeiro, abraçando como a
    da abolição da escravatura.
    Deputado provincial, e depois geral, preconizou, juntamente
    com Joaquim Nabuco, a defesa do sistema federativo.
    Proclamada a República, foi Ministro da Fazenda do Governo
    Provisório e respondeu durante algum tempo pela pasta da Justiça.
    Eleito senador pela Bahia à Assembleia Constituinte, seus
    conselhos prevaleceram nas reformas principais e a sua cultura mo-
    delou as linhas fundamentais da Carta de 24 de fevereiro de 1891.
    Em 1893, foi obrigado a se exilar, primeiro para Buenos Ai-
    res, depois para Lisboa, onde alguns incidentes levaram-no a esco-
    lher Londres.
    Escreveu, então, as famosas Cartas da Inglaterra para o Jor-
    nal do Commercio.
    Em 1895 Rui Barbosa regressou do exílio.
    Tomou assento no Senado, no qual se conservaria até à mor-
    te, sucessivamente reeleito.
    Quando, em 1907, o Czar da Rússia convocou a 2ª Conferên-
    cia da Paz, em Haia, o Barão do Rio Branco, no Ministério das Rela-
    ções Exteriores, escolheu primeiramente Joaquim Nabuco para che-
    fiar a delegação brasileira, mas a imprensa e a opinião pública lan-
    çaram o nome de Rui Barbosa.
    Joaquim Nabuco recusou o lugar e dispôs-se a ajudar, com
    informações de toda a espécie, o trabalho de Rui Barbosa, investido
    de uma categoria diplomática não desfrutada até então por nenhum
    país da América Latina.
    Seu papel em Haia foi de grande importância.
    Bateu-se, sobretudo, pelo princípio da igualdade jurídica das
    nações soberanas, enfrentando irredutíveis preconceitos das chama-
    das grandes potências.
    Além de nomeado Presidente de Honra da Primeira Comis-
    são, teve seu nome colocado entre os “Sete Sábios de Haia”.
    “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra,
    de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantar-se o poder
    nas mãos dos maus, o homem chega a rir-se da honra,
    desanimar-se da justiça, e de ter vergonha de ser honesto.”

    “Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado.”

    “Nada mais tolo que o orgulho, nada mais duro e odioso que a intolerância, nada mais perigoso ou ridículo do que a vaidade.

    “Quanto mais conheço os homens, mais admiro os cães.”

    “Não há tribunais que bastem para abrigar o direito,
    quando o dever se ausenta da consciência dos magistrados.”
    Fonte:
    http://www.crlemberg.com.br/pensador/ruibarbosa.htm – São tantas?

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