“PSDB e PT são um pingue-pongue da corrupção. Jogam sempre juntos”

Sérgio Motta foi o José Dirceu do PSDB.
A bolsa do tucanato. Para Fernando Henrique, o cérebro.

“Espero concluir o projeto de reestruturação geral das telecomunicações iniciado pelo ministro Sérgio Motta. A reforma das telecomunicações está praticamente concluída, com o sucesso total da privatização, a implantação da Anatel e o início da competição. Não mudamos o modelo e vamos prosseguir. Quanto aos Correios, transita pelo Congresso o projeto de Lei Postal e reestruturação dessa área. E na radiodifusão, precisamos de uma nova lei para que esse setor também avance”, epitáfio de Fernando Henrique, quando presidente.

Sérgio Motta era também o cérebro de jogadas obscuras dos ditadores militares, coisa que os tucanos escondem. Escreve Sebastião Nery:

O revólver do doutor

Sebastião Nery
Sebastião Nery

Quando assumiu o Ministerio da Agricultura no governo Figueiredo, Nestor Jost não foi à transmissão do cargo na Coalbra (Coque e Álcool de Madeira do Brasil), uma picaretagem com dinheiro público, inventada por Sergio Motta e o general Golbery, para produzir álcool de madeira, lá em Uberlândia, e que deixou um rombo de US$ 250 milhões.

Jost mandou como seu representante o assessor parlamentar, doutor Fontoura, um gaúcho desabusado, sobrinho do ex-chefe do SNI, general Carlos Alberto Fontoura.

O salão apertado da sede da Coalbra, no edifício Serra Dourada, em Brasília, estava lotado. De repente, Sergio Motta e o doutor Fontoura começam a gritar um para o outro: “Ladrão! Filho da puta!”

O doutor Fontoura tirou do bolso um revólver, o auditório em pânico. Sergio Motta, gordo, suando, disparou escada abaixo, e o doutor gritando:

– Vou te dar um tiro na bunda!

Não deu. E não foi por falta de alvo.

TUCANADA

Sergio Motta foi dirigir a Eletropaulo, no governo Montoro, e cuidar para sempre do financiamento das campanhas eleitorais da tucanada. A partir de 95, os tucanos são donos de São Paulo. Em 2008, estouram na França os escândalos da empresa Alstom no Brasil:

“O Ministério Público vai investigar os contratos da Alstom com seis(!) empresas ligadas ao governo de São Paulo: além do Metrô, a Eletropaulo, a Cesp, a Sabesp, a CPTM, a CTEEP.

A Alstom teria pago US$ 6,8 milhões só para obter um contrato de US$ 45 milhões com o Metrô. Os valores seriam usados para pagar comissões a políticos brasileiros”…

E mais: “Ao lado de uma cifra de R$ 2 milhões, aparece uma série de nomes, entre eles o do senador Valdir Raupp (então líder do PMDB no Senado) e Adhemar Palocci, diretor da Eletronorte, irmão de Antonio Palocci” (“Folha”).
PSDB e PT são um pingue-pongue da corrupção. Jogam sempre juntos. Leia mais

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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