Ditadura continua no Egito. O povo derrubou um general. Os banqueiros nomearam um junta de generais


O Conselho Supremo das Forças Armadas, no poder no Egipto desde a queda do ditador Hosni Mubarak em fevereiro, recusou na noite desta segunda-feira a demissão do Governo.

O Governo também reafirma “lamentar profundamente estes dolorosos acontecimentos”. Eufemismo para justificar a violência que as “forças da ordem” usa para acabar com as manifestações populares.

“Batalha” entre gás lacrimogéneo e pedras prossegue no Cairo

Há a registar 33 mortos, quase todos no Cairo, desde o início dos confrontos, no sábado, anunciaram responsáveis de uma morgue da capital.

O Ministério da Saúde anunciou, anteriormente, 22 mortos e centenas de feridos.

Um jovem foi morto, no sábado, em Alexandria (norte) e 32 pessoas morreram no Cairo, atingidas a tiro ou mortas por asfixia devido às granadas de gás lacrimogéneo lançadas pela polícia.

Os confrontos continuaram, esta segunda-feira de manhã, entre a polícia, que atirou granadas de gás lacrimogéneo, contra centenas de manifestantes distribuídos em pequenos grupos na praça Tahrir e arredores, que responderam com o lançamento de pedras. Veja galeria de fotos

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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