Nem tudo está perdido. Câmara vai investigar Ricardo Teixeira, a CBF e os preparativos da Copa

Carlos Newton

Enquanto se aguarda a demissão do ministro do Esporte, Orlando Silva, surge uma boa notícia. O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, além dos dirigentes do COL (Comitê Organizador Local da Copa-2014), também chefiado pelo dirigente, serão investigados por uma comissão instalada pela Câmara dos Deputados, em Brasília.

Serão apuradas as denúncias de irregularidades, como o critério de divisão dos lucros do Mundial, os acordos firmados entre a CBF e as redes de TV e patrocinadores e os excessivos gastos com a construção e reformas de estádios.

Formulada pelo deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), que em março tentou reunir assinaturas para criar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) contra o cartola, mas não conseguiu, a proposta foi aprovada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Controle.

“Em sua defesa, Ricardo Teixeira afirma que esta Casa não tem poder de investigá-lo, já que não há recursos federais envolvidos na organização da Copa. Entretanto, somente de renúncia fiscal há mais de R$ 1,1 bilhão envolvido, e com certeza renúncia fiscal é recurso federal”, argumenta Garotinho, acrescentando que a as renúncias englobam estádios e sistemas de infraestruturas de cidades-sede.

O deputado também propõe que a comissão investigue o recebimento de salários pelos membros da diretoria da CBF, o que seria proibido, além de possível prática de lavagem de dinheiro pela Confederação e o financiamento de campanhas eleitorais. Garotinho diz ainda que Teixeira paga advogados com recursos da entidade, que é privada, para se defender das múltiplas e sucessivas denúncias.

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

Um comentário sobre “Nem tudo está perdido. Câmara vai investigar Ricardo Teixeira, a CBF e os preparativos da Copa”

  1. O Brasil é o país que tem as melhores leis; mas não são aplicadas com parcialidades abusivas na maioria dos casos; isso, quando são aplicadas!

    “Má que seja a lei é melhor do que o arbítrio, com as preferências iníquas que acarreta, na distribuição do bem e do mau, ou do que o caos, em que reina exclusivamente a força bruta. Como magistralmente Tristão de Ataíde,“ A lei representa o instrumento indispensável para a verdadeira salus populi” (o bem-estar), que não está nas mãos de um tirano individual, nem no absolutismo de um partido nem na tirania de uma classe, civil ou militar, nem na colonização por outra nação, mas na organização da liberdade pela lei, pois não há liberdade autêntica fora da lei”. “Foi o sentimento legalista que transformou a vingança privada nos institutos da pena e de reparação do dano”. (Autores citados por José de Aguiar Dias, in da Responsabilidade Civil, Vol. II, 10a Ed., Rio, Forense, 1995, p. 731).

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