Dar todo dinheiro aos banqueiros é investir, salvar o país da crise. Pagar o salário dos trabalhadores é despesa

Toda vez que se fala em crise no Brasil, mais dinheiro para os 1% ricos. Assim Fernando Henrique realizou o Proer, para ajudar os banqueiros. Com a mesma justificativa, Meirelles fez o programa beneficente de Lula da Silva, também para ajudar bancos, seguradoras, montadoras e oficinas estrangeiras. Quando é para realizar alguma obra, ou criar um serviço essencial para os 99% dos pobres, assombram a imprensa, as elites e o governo com o terrorismo de que os cofres públicos permanecem vazios.

“Atacar o monstro é ir ao bolso e à dignidade das pessoas”, avisa o líder do Bloco de Esquerda de Portugal, Francisco Louçã. Ele afirmou, neste sábado, que quando a direita fala em atacar o monstro, “quer ir às pessoas, ao bolso das pessoas e sobretudo à dignidade das pessoas”.

Louçã evocava uma antiga frase do atual presidente da República portuguesa, Cavaco Silva, para garantir que a prioridade do Governo é “atacar o monstro” da despesa pública.
E acrescentou: “quando falam de monstro, o monstro não é a fortuna que em rios de dinheiro se perde porque alguns têm tanto dinheiro que não pagam. O monstro são os salários dos professores, os salários que pagam a dedicação dos trabalhadores da saúde. Essas, dizem eles, são despesas”.

Louçã sustentou que, ao contrário, “não há nenhum monstro no serviço público, há monstro na ineficácia, na demagogia, na facilidade”.

Contrapôs que “a educação, o sistema de saúde e a segurança social são recursos de todos para servir para todos”.

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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