Os filhos da rua

Cresce o número de moradores de rua em Belo Horizonte e em todas as capitais. Isso acontece na mesma proporção dos empréstimos dos bancos oficiais para a construção de edifícios de luxo que são vendidos a estrangeiros e aos ladrões do Brasil.

A miséria, o atraso, a fome, o desemprego e a peste constituem o reverso da moeda da corrupção. Da corrupção impune, protegida pelo foro especial, pelo segredo de justiça, pelos bandidos de toga, pelos advogados blindados, pela polícia milícia, pelo segredo eterno, pelo sigilo bancário, pelo sigilo fiscal (na Noruega, as declarações do imposto de renda são publicadas na internet). Até os prêmios dos jogos da Caixa Econômica são ocultos.

O Brasil está empestado de ladrões, e cada poder quer diminuir a fiscalização, ou acabar com a investigação dos seus membros podres. Os ladrões do judiciário, do legislativo e do executivo pedem mais imunidades. E o povo paga a conta desse eterno Baile da Ilha Fiscal.

Até quando as almas sebosas vão melar? Abusar?
A paciência do povo tem limite.

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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