A crise grega. Todo planeta está em luta?

Metrô de Moscou

 

metrô do Rio de Janeiro

Há uma guerra no mundo árabe. De salvação, revela a imprensa dos países invasores – sabidamente Estados Unidos, e os países mais ricos da Europa.

Dinheiro para a guerra a Europa tem. Apesar da crise na Itália, Espanha, Portugal, Inglaterra, países que compraram as estatais brasileiras de telefonia, energia, bancos, e exploram nosso petróleo, gás, e toda riqueza de nossos minérios, inclusive o nióbio, o precioso nióbio, que o Brasil detém 98 por cento das jazidas. Também em crise a Irlanda, a Grécia.

Os europeus culpam os banqueiros, os especuladores da bolsa.

O Brasil é hoje uma colônia internacional com montadoras, oficinas, bancos, mineradoras e serviços estrangeiros. Isso o governo Fernando Henrique, que vendeu mais de 70 por cento das estatais, chamou de globalização. Todo o Brasil foi devorado por leilões. Esta queima Lula da Silva chamou de rodadas. Foi assim fatiada a quarta maior empresa petrolífera do mundo – a Petrobras. E doada a maior mineradora do mundo – a Vale do Rio Doce. A Vale foi vendida por 2 bilhões e 200 milhões. Vale três trilhões. Foi o mais valioso e impune roubo da história mundial. Eis porque chamo a globalização de unilateral.

No Brasil ninguém protestou. Apesar dos processos que correram e correm em foro especial, criado por Fernando Henrique.

O foro especial, em segredo de justiça, criou a justiça secreta, apenas possível em uma ditadura. No caso uma ditadura econômica, com uma justiça absolutista. Assim foi consolidada a corrupção no Brasil.

Como explicar o milagre brasileiro de um governo rico, em um pais das filiais estrangeiras, se a Matrix está em crise?

Fácil. Os europeus e os estadunidenses não querem perder seus direitos de viver bem. De comer bem.

Portugal faz passeata por mais queijo e mais vinho.

O direito de morar bem. De ter tempo para a família, para o descanso, o lazer. De ter espaço. De ter cidades que ofereçam os serviços essenciais, e conforto. Compare o metrô de Moscou com o metrô do Rio, de São Paulo. O Brasil não constrói nada luxuoso para o povo. O povo não merece.

Existe crise para um sem terra, um sem teto, um bolsa família, que vive abaixo da linha de pobreza?

Ou para um assalariado, um pensionista, um aposentado que recebe o miserável, humilhante salário mínimo do mínimo de 545 reais?

O governo tem dinheiro porque tira do povo. Não investe em benefício do povo.

Tudo que se tira do povo vira lucro para o governo, para a corrupção. É dinheiro que termina nos países ricos e nos paraísos fiscais.

 

 

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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