AS ARMAS, DE ONDE VIERAM?

por Carlos Chagas

Para não dizer que as lambanças se restringem ao Brasil, vale olhar para fora e verificar o que acontece na Líbia. As telinhas estão repletas de imagens mostrando o avanço e a vitoria dos rebeldes. Não dá para ignorar o armamento sofisticado que eles utilizam. Obuses, quer dizer, canhões, de útima geração, podem ser vistos vomitando petardos sucessivos. Manobrando-os estao cidadãos sem farda, mas armados com submetralhadoras modernas. Mesmo ficando em terra, abstraindo-se os mísseis e foguetes lançados pela Otan, a pergunta que se faz é como esses dissidentes conseguiram recursos para adquirir armamento de primeira linha? E de onde vieram os canhões, as metralhadoras e os veículos de transporte, se na Líbia não há produção nem indústria bélica?

Claro que tudo provém dos países empenhados em afastar o ditador Kadaffi. Se forem examinadas com lupa, as fotografias mostrarão, entre os amotinados, certas figuras também em trajes civís, mas sem semelhança com com a massa rebelada. São os instrutores, eufemismo para designar oficiais e técnicos americanos, ingleses, italianos e franceses, encarregados de conduzir a guerra. No fundo, os contratos de petróleo.

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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