Nokas, o maior assalto da Noruega

1 – O DINHEIRO ESTARIA EM NATAL?

O maior assalto da história da Noruega é contada em um filme.
Todo filme policial sempre termina com o criminoso foragido no Brasil.

Um país de corruptos termina refúgio de bandidos internacionais.
Aqui eles encontram abrigo. Para eles vale o mito do Brasil cordial.
E a defesa de advogados de porta de cadeia.
De advogados de porta de palácio.

Foi assim que Natal se transformou em “Paraíso do Crime”.
O dinheiro do Nokas ainda continua desaparecido.
Natal é hoje a cidade de noruegueses, sendo Christine Epaud a hospedeira dessas almas sebosas.

«Nokas» por Jorge Pereira

Inspirado em factos reais (até em demasia) «Nokas» relata os eventos ocorridos a 5 de Abril de 2004 na localidade de Stavanger, seguindo o maior assalto a um banco ocorrido na Noruega.

A acção começa de madrugada, quando os assaltantes ultimam os preparativos, e decorre até um pouco depois destes escaparem com o dinheiro.

Na realidade, o filme parece mais uma daquelas recriações que se fazem de alguns casos como este, seguindo tão à letra a cronologia dos eventos e estando tão agarrados às perspectivas dos envolvidos que acaba mais por ser uma espécie de documentário tratado como ficção, onde não existe grande empatia com o espectador.

Para além disso, há situações bizarras – como a policia foi travada na sua própria esquadra? – e que indiciam que há elementos que faltam elaborar com maior destreza. Ainda assim, o filme consegue cativar com o seu serviço mínimo de entretenimento, tentando dar uma visão mais realista do evento e menos espalhafatosa ou hollywoodesca.

Se gostam de filmes do género, «Nokas» pode ser uma boa opção, ainda que fiquemos um pouco desiludidos por não sentir tanto a adrenalina dos eventos como devíamos.

O Melhor: A maior dificuldade de todo o roubo foi partir um vidro. Acreditem…
O Pior: As personagens são apenas ao de leve tratadas. Falta a densidade que nos leva a gostar delas ou não

 

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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