1 – Eu acuso

Émile Zola (Émile-Édouard-Charles-Antoine Zola) (Paris, 2 de abril de 1840 — Paris, 29 de setembro de 1902) foi um consagrado escritor francês, considerado criador e representante mais expressivo da escola literária naturalista, além de ser uma importante figura libertária da França. Foi assassinado por desconhecidos em 1902, quatro anos depois de ter publicado o famoso artigo J’accuse, em que acusa os responsáveis pelo processo fraudulento de que Alfred Dreyfus foi vítima.

J`accuse é um dos mais famosos textos do jornalismo mundial. São raros os textos jornalísticos lembrados pela História. Quase tudo que a imprensa publica termina virando lixo. Jornal velho serve para embrulhar peixe, costumam dizer.

Transcrevo da Wikipedia:

J’accuse (Acuso)

J’accuse, famoso artigo escrito por Émile Zola.

Em 1898, Zola tomou parte no aceso debate público relativo ao caso Dreyfus, publicando artigos em jornais e revistas onde tornou claro aquilo que mais tarde se viria a provar definitivamente: a inocência de Dreyfus. O seu famoso artigo J’accuse (Acuso), com o subtítulo Carta a Félix Faure, Presidente da República, publicado no jornal literário L’Aurore, era tão incisivo que levou à revisão do processo, dando uma nova dinâmica ao processo que terminaria anos depois do assassinato de Zola, com a reabilitação do oficial Alfred Dreyfus em 1906, injustamente acusado de traição.

Após a publicação de J’accuse, Zola foi processado por difamação e condenado a um ano de prisão. Ao saber da condenação, Zola partiu para o exílio na Inglaterra. Após o seu regresso, quando já não corria o risco de ser preso dada a evolução positiva do processo, publicou, no “La Vérité en marche”, vários artigos sobre o caso.

A 29 de Setembro de 1902, morreu misteriosamente em seu apartamento da rue de Bruxelles. A causa da morte: inalação de uma quantidade letal de monóxido de carbono proveniente de uma chaminé defeituosa. Muitos estudiosos não descartam a possibilidade de Zola ter sido assassinado por inimigos políticos, entretanto, nada foi provado.
Foi enterrado no cemitério de Montmartre em Paris. As suas cinzas foram transferidas para o Panthéon a 4 de Junho de 1908, dois anos depois de Dreyfus ter sido reabilitado. No trajeto, um fanático nacionalista e anti-semita, Gregori, dispara contra o comandante Alfred Dreyfus e o fere no braço.

(Continua)

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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