A FILHA DO DITADOR




A imprensa brasileira, envergonhada, não fala das eleições do Peru hoje.

É que torce pela filha do ditador Fujimori, que se encontra preso. Pelos crimes que cometeu. Todos. Do enriquecimento ilícito a chacinas, passando pela globalização.

Vendeu o país por grosso e a retalho. Como Fernando Henrique fez com o Brasil.

Gritam as manchetes:
“Vamos Peru”.
Que “não salte no vazio”.
Que ‘hoje ganhe o Peru”.

A filha do ditador venceu o primeiro turno.
Não acredito em salto para trás.

Palocci vai continuar solto e rico

Enriquecimento ilícito e rápido náo é crime no Brasil.
Existem vários Antonios Palocci no executivo, no judiciário e no legislativo.
E fora.
Que no Brasil virou praxe. Cada presidente faz um ou dois ou mais bilionários. Os governadores e prefeitos, os milionários.

O que pode acontecer com Palocci é ele perder o cargo de caseiro de Dilma. Apenas isso. Nada mais do que isso.

A imprensa grita. Mas é contra qualquer lei que criminalize o enriquecimento ilícito.
A oposição grita. Mas é contra qualquer lei que criminalize o enriquecimento ilícito.
E o enriquecimento quanto mais rápido melhor. A grita faz parte do espetáculo.

O FUNDO DOS TRABALHADORES

Duvido o BNDES apresentar a lista das empresas brasileiras.
As estatais foram privatizadas ou viraram empresas de capital pra lá de misturado. Aconteceu com a Petrobras, que perdeu até o acento no “a”.

As empresas brasileiras foram desnacionalizadas com a globalização unilateral de Fernando Henrique e Lula da Silva. E tudo promete que Dilma Rousseff realizará a mesma política entreguista comandada pelos homens emes – Malan, Meireles, Mantega.

É, realmente, uma política econômica de m.

Duvido o BNDES divulgar a lista das supostas máquinas. Tão brasileiras quanto a Coca-Cola. Que o Brasil virou o país das montadoras e oficinas.

Fábrica brasileira é como pé de cobra. Aparição fantasma para receber empréstimo do BNDES, que usa a grana do FAT – Fundo de Ajuda ao Trabalhador.

E o trabalhador, o salário mínimo do mínimo, e congelado, não tem grana sequer para comer.

Na Argentina, o pobre é chamado de descamisado.
No Brasil, não passa de um calça rasgada e bunda de fora.

O alívio passageiro

O adiantamento do décimo terceiro alivia o sofrer do povo hoje.

E amanhã?

Amanhã o bolso continuará vazio.

Do Brasil a perversidade da previdência dos pobres.

E a benevolência, a opulência, o esbanjamento de vários fundos especiais, de desconhecida profundidade, para os marajás e Marias Candelária do executivo, do legislativo e do judiciário.

A previdência dos pobres, o INSS, paga pensões e aposentadorias miseráveis. O mínimo do mínimo. Que o governo tem que economizar dinheiro para pagar os juros da dívida – o imposto humilhante da vassalagem.

O dinheiro que sobra fica reservado para o luxo da corte, o gozo das elites e o enriquecimento rápido e ilícito dos eleitos.

O governo reserva o mínimo do mínimo para o salário mínimo do mínimo dos trabalhadores.

O mínimo do mínimo para as aposentadorias dos trabalhadores.

O mínimo do mínimo para as pensões das famílias dos trabalhadores.

Um mínimo que engana a fome.

Um mínimo que não compra as três refeições/dia.

Um mínimo que não compra medicamentos.

Um mínimo que não compra vestimentas.

Um mínimo de 545 reais.

Um mínimo igual ao do Haiti. Que o Brasil tortura seus filhos com o segundo ou terceiro pior salário mínimo do mundo.

Comparado com um brasileiro, um venezuelano tem vida de rei.

Um argentino, vida de príncipe.

Qualquer ditador das Arábias, qualquer país do chamado eixo do mal, paga melhores salários, pensões e aposentadorias para o povo.

Os circos sem pão, os Coliseus de Dilma

Para construir vários Coliseus para a Copa do Mundo, o Brasil vai tocar fogo em portos e aeroportos. Uma soma colossal será investida nos novos estádios. Que aumentará a dívida externa.

Uma dívida que consumiu quase todas as nossas riquezas – o verde e o amarelo simbolizados na Bandeira nacional.

Uma dívida que fez Fernando Henrique e Lula da Silva entregarem nossas empresas. Da Petrobras à Vale do Rio Mais do Que Doce.

Nero, que construiu o Coliseu de Roma, dava o circo. E também o pão. Foi o César mais querido pelos romanos e os escravos do império. Inclusive participou das Olimpíadas na Grécia.

Foi verdadeiramente amado.Tanto que, mesmo depois de morto, sua volta era desejada por todos os povos e nações.