Posts com Tag ‘prostituição infantil’

Papa Francisco consola ex-escravas sexuais da II Guerra Mundial

 

papa escravas

 

Num momento comovente, no início da Missa pela Paz e a Reconciliação, nesta segunda-feira, 18, o Papa Francisco ajoelhou-se e cumprimentou sete mulheres que foram forçadas à escravidão sexual pelos militares japoneses durante a Segunda Guerra Mundial.

O Papa passou vários minutos segurando a mão de Kim Bok-dong, de 89 anos, que foi à missa em cadeira de rodas, e era uma das sete “escravas sexuais” que participaram da cerimónia. Kim, conhecida ativista pelos direitos deste grupo, entregou um ‘pin’ com uma borboleta a Francisco, que o colocou na sua lapela.

A borboleta é o símbolo das meninas e adolescentes que o Império Japonês recrutou nos países colonizados na Ásia como escravas sexuais para os seus soldados durante a Segunda Guerra Mundial, conhecidas eufemisticamente como “mulheres de conforto”.

Estima-se que até 200 mil mulheres, na sua maioria coreanas, foram vítimas da escravidão sexual do Japão, embora pouco mais de meia centena delas permaneçam vivas e todas têm mais de 80 anos. Estas, juntamente com outros seguidores da causa, se manifestam todas as quartas-feiras há 24 anos para exigir de Tóquio desculpas “sinceras”.

O Japão dominou a península coreana desde 1910 até 1945, quando perdeu a Segunda Guerra Mundial.

Estupro coletivo de meninas

Em 1992, o historiador Yoshiaki Yoshimi publicou matéria baseada em pesquisa nos arquivos do Instituto Nacional para Estudos de Defesa japonês, afirmando que havia um vínculo direto entre instituições imperiais como o Kôa-in e os “postos de conforto”. Quando foi publicada na imprensa japonesa em 12 de janeiro de 1993, causou sensação e forçou o governo a reconhecer alguns dos fatos no mesmo dia.

A controvérsia reacendeu em 1º de março de 2007, quando o primeiro ministro Shinzo Abe mencionou sugestões da Câmara dos Representantes do Estados Unidos no sentido de que o governo japonês “se desculpasse e reconhecesse” o papel dos militares do Japão Imperial na escravidão sexual durante a guerra. Abe negou que isso se aplicasse aos postos de conforto. Porém, um editorial do jornal The New York Times de 6 de março, dizia:

Não se tratava de bordéis comerciais. A força, explícita e implícita, era usada no recrutamento destas mulheres. O que acontecia lá dentro era estupro em série, não prostituição. O envolvimento do Exército Japonês está documentado nos próprios arquivos governamentais do Ministério da Defesa.

Foto para fins de propaganda registrada por Kumazaki Tamaki, correspondente do Asahi Shimbum em 10 de novembro de 1937, era publicada com a seguinte legenda: “Os japoneses arrebanhavam milhares de mulheres. A maioria delas era estuprada em massa ou forçada a entrar para a prostituição militar.”

No mesmo dia, o veterano de guerra Yasuji Kaneko admitiu ao The Washington Post que as mulheres “gritavam, mas não nos importava se elas viviam ou morriam. Éramos os soldados do imperador. Fosse nos bordéis militares ou nas aldeias, nós estuprávamos sem hesitação.”

mulheres_conforto_escravas_sexuais_japoneses

 

Chinese_girl_from_one_of_the_Japanese_Army's_'comfort_battalions'.jpg.1000x297x1

Vítimas da violência sexual sistemática, as "mulheres de conforto" eram obrigadas a manter cerca de 50 relações sexuais todos os dias

Vítimas da violência sexual sistemática, as “mulheres de conforto” eram obrigadas a manter cerca de 50 relações sexuais todos os dias

Quero que me ajude a aliviar a dor

Uma destas vítimas é Lee Yong-soo, uma fiel católica que recorda com dor os momentos sofridos nas mãos dos soldados japoneses quando tinha 15 anos. “Se tivermos a oportunidade de falar com ele, quero me aproximar chorando e pedir que nos ajude a aliviar a nossa dor”, disse em uma entrevista telefônica difundida pela agência AP. “Quero lhe pedir que nos ajude a colocar fim a este problema de maneira pacífica”, expressou.

Por sua parte, Kang Il-chul, de 87 anos, recordou que “os coreanos, homens e mulheres, foram arrebatados pelos militares japoneses”.

Nesse sentido, durante a entrevista difundida antes da Missa, disse que “embora esteja no meu leito de morte, estarei feliz sabendo que me encontrarei com este grande homem”.

Durante anos as autoridades japonesas negaram estes abusos, até que devido à contundência das provas teve que reconhecê-losm e desculpar-se em 1993. Entretanto, para Seul estas desculpas não foram sinceras e reclama indenizações para as vítimas. Atualmente há 54 mulheres sobreviventes maiores de 80 anos.

Toru Hashimoto, presidente da Câmara da cidade japonesa de Osaka, disse hoje que a prostituição forçada de milhares de mulheres asiáticas durante a II Guerra Mundial foi necessária para manter a disciplina no exército japonês. Para o autarca, o tempo passado com estas mulheres eram uma oportunidade de descanso para os soldados.

“Para soldados que arriscaram a vida quando as balas caíam como chuva, de modo a terem algum descanso era necessário arranjar uma ‘mulher de conforto’. Isto está claro para todo mundo”, defende Hashimoto, citado pelo “The Independent”.

O jovem autarca, que também é um dos líderes do conservador e emergente Partido Nacionalista da Restauração, disse ainda não haver evidências de que estas mulheres, eufemisticamente chamadas de ‘mulheres de conforto’, tenham sido forçadas a prostituírem-se. Afirmação que também já tinha sido feita na semana passada pelo primeiro-ministro Yoshei Kono.

Faltou essa alma sebosa considerar que a bomba de Hiroxima também foi necessária.

“Muitas meninas cometiam suicídio”, relata ex-escrava sexual na 2ª Guerra
Lee Ok-Seon passou três anos em um bordel militar japonês na China durante a 2ª Guerra Mundial, onde foi forçada à prostituição. Quase 70 anos após a rendição japonesa, ela visitou a Alemanha para divulgar seu segredo.

escrava
Ela fala com coragem sobre o dia em que foi capturada nas ruas da cidade de Busan, no sudeste da Coreia do Sul, por um grupo de homens. Lee Ok-Seon, então com 14 anos de idade, foi jogada dentro de um carro e acabou indo parar em um bordel para militares japoneses na China, chamado de “posto de consolo”. Ali, sofreu estupros diários até o fim da guerra.
Lee Ok-Seon não tinha ideia de que jamais veria sua família novamente ou que sequer iria pisar em seu próprio país nos 60 anos seguintes. Ela também ignorava as torturas que teria de aguentar.
A senhora de 86 anos não fornece detalhes específicos de suas experiências. Apenas resume tudo em poucas palavras: “Não era um lugar para seres humanos; era um matadouro”. Sua voz fica mais exaltada quando diz a frase. Aqueles três anos a marcaram pelo resto de sua vida. “Quando a guerra acabou, outros foram libertados, mas eu não.”

Um outro nome para escravas sexuais

O caso de Lee Ok-Seon não é isolado, porém não se sabe exatamente quantas outras mulheres tiveram o mesmo destino. “De acordo com estimativas, devem ter sido em torno de 200 mil mulheres, mas esse total nunca foi confirmado”, explica Bernd Stöver, um historiador da Universidade de Potsdam, na Alemanha. Elas eram chamadas de “mulheres de alívio” ou de “conforto”, o que o pesquisador considera “um absurdo”. Trata-se de um eufemismo para o que elas realmente eram: escravas sexuais, diz Stöver.

Não eram apenas as mulheres da península coreana – sob domínio colonial japonês entre 1910 e 1945 – que eram forçadas a se prostituir. Elas também vinham, entre outras regiões, da China, Malásia e das Filipinas.
Os bordéis, que se espalhavam por toda a área de ocupação japonesa, tinham como objetivo manter elevado o ânimo dos soldados e de evitar que as mulheres locais fossem estupradas.

Muitas das escravas sexuais, em sua maioria menores de idade, não sobreviveram aos tormentos. Estima-se que dois terços dessas mulheres morreram antes do fim da guerra.

Vergonha avassaladora

“Nós éramos frequentemente agredidas, ameaçadas e atacadas com facas”, relembra Lee Ok-Seon. “Tínhamos 11, 12, 13 ou 14 anos de idade e não acreditávamos que ninguém nos salvaria daquele inferno.” Ela explica que estava completamente isolada do mundo exterior e que não confiava em ninguém. Era um constante estado de desespero.

“Muitas meninas se suicidavam. Elas se afogavam ou se enforcavam”, conta. Lee afirma que também chegou a pensar que essa seria sua única saída. Mas não teve coragem. “É fácil dizer ‘eu preferia estar morta’. Mas é muito difícil fazê-lo”, explicou.

Lee Ok-Seon optou pela vida e acabou sobrevivendo à guerra. Após a capitulação japonesa em 1945, o dono do bordel desapareceu. As mulheres, de repente, estavam livres, porém confusas e desorientadas. “Não sabia para onde ir. Não tinha dinheiro. Estava sem casa, tive que dormir nas ruas.”

Ela sequer sabia como voltar para a Coreia, também não tinha certeza se de fato queria. O sentimento de vergonha era grande demais. “Decidi que preferia passar o resto dos meus dias na China. Como podia ir para casa? Estava escrito no meu rosto que eu era uma mulher de alívio. Jamais poderia olhar minha mãe nos olhos novamente.”

Vida nova na China

Lee Ok-Seon acabou conhecendo um homem de descendência coreana, com quem se casou e passou a cuidar de suas crianças. “Senti que era meu dever tomar conta daquelas crianças, cuja mãe tinha morrido. Eu não podia ter meus próprios filhos.”
Enquanto estava no bordel, ela quase morreu em decorrência de doenças sexualmente transmissíveis como a sífilis. Para aumentar suas chances de sobrevivência, os médicos retiraram seu útero.

Na China, ela viveu na cidade de Yanji. Manteve seu passado em segredo e tentou se recuperar, sempre por conta própria. Ela permaneceu assim durante décadas. Seu marido a tratava bem. “Se não, não teria ficado tanto tempo com ele”, comenta Lee, bem-humorada.

Muitas “mulheres de alívio” tiveram vida semelhantes às do cativeiro após o tempo em que viveram nos bordéis, sempre mantendo o silêncio sobre os horrores que tiveram que passar – na maioria dos casos, por medo de sofrer recriminações.
Segundo o historiador Stöver, o tema da prostituição forçada é um tabu absoluto. “Não havia apoio algum na sociedade a essas mulheres”, explica. Apenas décadas após o fim da guerra, começaram a surgir as histórias sobre as “mulheres de conforto” na Ásia.

O historiador Stöver conta que apenas em 1991 a primeira “mulher de alívio” divulgou sua história. Ela acabou por encorajar 250 outras mulheres, que finalmente falaram sobre suas experiências como escravas sexuais dos soldados japoneses, e exigiram o reconhecimento e as desculpas do governo do Japão.
Desde então, as mulheres e seus apoiadores se reúnem todas as quartas-feiras em frente à embaixada japonesa em Seul. Elas levam cartazes e gritam slogans, mas ainda não tiveram suas exigências atendidas.

De volta para casa, mas solitária

Lee Ok-Seon vive hoje na Coreia do Sul. Em 2000, após a morte de seu marido, ela sentiu que tinha que voltar para o seu país de origem e tornar pública a sua história. Ela mora próximo a Seul, nas chamadas “casas compartilhadas”, que dão assistência a ex-escravas sexuais. Foi lá que recebeu pela primeira vez cuidados psicológicos, e finalmente, um novo passaporte.

Ao pesquisar seu passado, ela soube que seus pais haviam morrido, mas que seu irmão mais novo ainda vivia. Ele inicialmente a ajudou, mas com o tempo o relacionamento se deteriorou. Foi exatamente o que ela temia: ele tinha vergonha de ser irmão de uma “mulher de alívio”, e não queria ter nenhuma ligação com ela.

Mulheres levadas na carroceria de um caminhão para um bordel oficial

Mulheres levadas na carroceria de um caminhão para um bordel oficial

Tem Conselho Tutelar na sua cidade? Que diabruras faz? Se não possui, o prefeito é um grande f.d.p.
O BRASIL TEM 500 MIL PROSTITUTAS INFANTIS. Quinhentas mil meninas de 8 a 13 anos, cujos corpos são vendidos.
São trabalhadoras escravas.
O trabalho infantil é proibido por várias leis (vide links)

conselho

 

O Conselho Tutelar é um órgão público do município, vinculado à Prefeitura. É também um órgão não-jurisdicacional, ou seja, é uma entidade pública, com funções jurídico-administrativas, que não integra o Poder Judiciário. O artigo 132 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) determina que em cada município deve haver, no mínimo, um Conselho Tutelar composto por cinco membros, escolhidos pela comunidade por eleição direta para mandato de três anos, permitida uma recondução. Conheça o aplicativo Proteja Brasil que, a partir da localização do usuário indica telefones e endereços dos conselhos tutelares além de delegacias especializadas e organizações que combatem a violência contra a infância e adolescência.

A prostituição é mais brutal violência contra a infância.

A escravidão da prostituta infantil é crueldade, tortura e morte.

A prostituição infantil é genocídio.

A criança para suportar de oito a dez penetrações vaginais e anais, por dia, consome drogas, sendo o crack (claque) oferecido pelos cafetões.

O crack é a droga mais em conta, pelo preço mais baixo; pela oferta, por ser encontrada em qualquer rua; e pelo seu efeito anestésico mais rápido.

Uma prostituta infantil morre cedo. Quando o crack não mata, morre de Aids antes de completar a maioridade.

Crack consequências

por Carolina Heringer e Paolla Serra

As consequências do crack são imediatas, principalmente na aparência do usuário. De acordo com a psiquiatra Maria Tereza de Aquino, a mudança que se observa mais rapidamente é o emagrecimento.

— Um paciente meu emagreceu 20 quilos em uma semana. A perda de peso, num primeiro momento, é o que mais impressiona. Os dependentes ficam sem comer. Alimentam-se da droga — conta a psiquiatra da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Na boca, as marcas do vício

A destruição do crack também é visível pelas queimaduras na boca e pela deterioração dos dentes dos viciados. A cirurgiã-dentista Sandra Crivello, que trabalha com a reabilitação de dependentes químicos em São Paulo, explica que os usuários do crack são facilmente identificados pela boca.
— Há alguns sinais específicos. A boca, por exemplo, fica com marcas de queimaduras, já com a formação de calos esbranquiçados, após tantas lesões na mesma área — explica ela.

A rapidez e a intensidade dos efeitos do crack, segundo o psicólogo Pablo Roig, dono de uma clínica de reabilitação de dependentes químicos há 30 anos em São Paulo, são responsáveis pela decadência que a droga causa.
— Em questão de segundos, o crack age no cérebro do usuário. Quanto mais rápida é a droga, mais rápida é a dependência que ela cria. O crack tem uma capacidade destrutiva intensa. O usuário não o consome porque quer, mas porque precisa — explica, acrescentando que 30% dos que usam crack há mais de cinco anos acabam morrendo pelos efeitos da droga.

child prostitue

 

In Brazil, it is estimated that 500,000 children roam the streets as prostitutes, selling their bodies in order to provide for themselves.1 Pressured into this position by physical abuse, economic need, or simply because it is their best option for survival, these children sell themselves to sexual exploitation for only a few dollars. Long viewed for its sexually liberal reputation, Brazil has been a popular a destination for sexual tourism. With the growing anticipation of the upcoming World Cup and Olympic Games, the issue of child prostitution has been put in the spotlight by both the Brazilian government and civil society groups as a pressing issue that cannot be ignored.

In June, Brazil expects to host over 600,000 foreigners with the arrival of the World Cup.2 However, many fear that among these tourists will be some looking for more than the thrill of the game; those seeking the thrill of spending a night with a young Brazilian. As the global gaze turns toward Brazil for this upcoming sporting event, the country has also come under scrutiny for its laws and practices regarding prostitution and the sexual exploitation of children. Although prostitution is legal there, the issue of illegal child prostitution continues to grow. 

Girls kidnapped by drug gangs and sold as sex slaves to cash in on the 2014 FIFA World Cup

 

Poliana, 14, is one of hundreds of children exploited by sex traffickers in the huge construction boom around the 2014 FIFA World Cup in Brazil. Picture: Jota Roxo Source: Supplied

Poliana, 14, is one of hundreds of children exploited by sex traffickers in the huge construction boom around the 2014 FIFA World Cup in Brazil. Picture: Jota Roxo Source: Supplied

(…)Child sex gangs trekked to some of Brazil’s poorest villages where they snatched or bought young girls from their families.
As local anti-child prostitution campaigner Matt Roper first reported in the Sunday Mirror, he has been told a sinister account of traffickers and the Russian mafia bringing in girls from around Brazil and even from Africa to work as sex slaves.
Roper told news.com.au when he travelled to Sao Paulo to personally investigate Sao Paulo’s child prostitutes he learned police had largely ignored the scandal which was going on “in broad daylight”.
Roper runs Meninadanca and the Pink House, a charity and safe house which takes child prostitutes off Brazil’s “highway of hell”, the country’s main roadway where young girls prostitute themselves.
Drug syndicates were reportedly bringing in bus-loads of children to work as prostitutes among the city’s 11.3 million population.

cni-not-for-sale-photo

 

por Peter Yehl/University of Pittsburgh

 

 

O Brasil necessita enfrentar o seu problema endêmico de tráfico sexual.

Talvez vocês se lembrem – da Copa do Mundo de 2010 na África do Sul – a imagem dos futebolistas saindo dos túneis antes de cada partida, cada um escoltado por uma criança. Segundo o site de marketing da FIFA, o programa “Sonho de Craque” de McDonald’s oferece às crianças uma “oportunidade única na vida” para entrar em campo com os seus jogadores preferidos. No entanto, mesmo sendo uma oportunidade maravilhosa, ela esconde o fato de que, para cada criança que vai poder escoltar um futebolista durante a Copa do Mundo, todos os dias no Brasil entre 175 e 350 crianças são forçadas a trabalhar como “escoltas sexuais.”

Segundos os dados mais atuais da UNICEF, existem cerca de 250.000 trabalhadoras infantis do sexo atualmente no Brasil. Estimativas do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI) dobra este número a meio milhão de crianças.

Até agora, o governo brasileiro gastou mais de R$ 33 bilhões na construção e nas propagandas para a Copa do Mundo. Ao mesmo tempo, o Brasil está gastando pouco dinheiro na luta contra o tráfico sexual dentro de suas fronteiras. Isso inclui um esforço insuficiente para melhorar o sistema de educação pública e reduzir a pobreza, dois dos maiores fatores contribuintes que uma criança se torne mais vulnerável ao tráfico sexual.

Isso é um grande problema para um país que não é apenas o maior destino de tráfico sexual na América do Sul, mas também um dos maiores do mundo. Outro problema sendo que a idade de consentimento é de 14 anos e onde a pobreza, particularmente na região do nordeste, leva aos pais a venderem as filhas à prostituição para fornecer a família com uma renda extra. A situação é particularmente grave em Fortaleza e Recife, dois dos principais destinos de turismo sexual do país e onde é comum ver as meninas pobres serem vendidas pelos pais aos cafetões.

Infelizmente, o governo não só está fazendo pouco para combater o tráfico sexual, mas também está em muitos aspectos fazendo com que o problema piore. Em 2012, por exemplo, o Tribunal de Justiça de São Paulo absolveu um homem acusado de estuprar 3 meninas com 12 anos de idade, porque elas já se prostituiam. No ano passado, o governo foi criticado muito após lançar a campanha “Eu sou feliz sendo prostituta.” E este ano em Belo Horizonte, a sexta maior cidade do Brasil, a Associação das Prostitutas de Minas Gerais (APROSMIG) começou ajudar as trabalhadoras do sexo aumentarem o lucro delas, fornecendo-lhes aulas grátis de inglês.

Agora as ONGs brasileiras e internacionais têm medo de que o problema de tráfico sexual no país vai piorar durante a Copa do Mundo, quando a demanda por serviços sexuais aumentar junto com os cerca de 600 mil turistas estrangeiros que chegarão com US$ 11 bilhões em dinheiro disponível.

O passado nos mostra que essas ONGs apresentam um cenário correto. Durante a Copa do Mundo de 2010, cerca de 40.000 mulheres e crianças foram traficadas para a África do Sul para serem exploradas como prostitutas. Além disso, enquanto o tráfico sexual e a prostituição infantil é um problema continuo no Brasil e em todas as maiores cidades (incluindo todas as 12 cidades-sede da Copa do Mundo), a demanda de serviços sexuais aumenta drasticamente durante eventos de grande porte, incluindo o Carnaval e a Copa das Confederações que o Brasil sediou no ano passado.

Desde 2005, a Copa das Confederações é realizada no mesmo país que vai sediar a Copa do Mundo no ano seguinte. Resultando que nos últimos anos, a Copa das Confederações tornou-se um ensaio geral de preparação do país-anfitrião para a Copa do Mundo. Ao mesmo tempo, os cafetões e traficantes brasileiros também estão se preparando para acomodar o aumento da demanda por sexo da parte dos turistas da Copa do Mundo.

Qualquer fã de futebol internacional sabe que, dia 12 de junho, a seleção brasileira estará pronta para enfrentar a Croácia. O que fica em dúvida é se o Brasil estará pronto para enfrentar o tráfico sexual.

 

La prostitución infantil es el gran rival del Mundial de Brasil 2014

 

 

prostituta cigarro
Destacar que Brasil es uno de los países con mayor comercio sexual infantil en el mundo, se habla de unos 250,000 menores en situación de explotación sexual.La explotación sexual de menores de edad es el tercer negocio más lucrativo del mundo, solo superado por el tráfico de armas y drogas, con miras a generar más ingresos durante el mundial, se generó una red de prostitución organizada en torno a los estadios en más de una docena de ciudades de Brasil, donde los aficionados de fútbol se reunirán durante las seis intensas semanas que durará el torneo.

Aunque el intercambio de sexo por dinero es técnicamente legal desde 1949, el comercio sexual sigue estando fuertemente vinculado a grupos delictivos y es una de las formas de vida más peligrosas del país. Las prostitutas alrededor del estadio se encargan de los trabajadores y camioneros, pero su meta es que los aficionados visitantes sean sus clientes y les paguen en dólares. Las que son menores de edad se esconden en las calles aledañas o detrás de las paradas de camiones.

Las bandas criminales buscan a niñas que viven en extrema pobreza, donde las drogan o simplemente las compran a sus familiares. La mayoría de las niñas llevadas a São Paulo para prostituirse, apenas tienen 11 años, la mayoría no tienen ni electricidad ni agua corriente, la desesperación de la gente es tan grande, que algunos padres incluso ponen a sus hijos en la calle.

Matt Roper, quien ha realizado varias investigaciones sobre la prostitución infantil en Brasil, dice que los narcotraficantes y grupos de mafiosos de Europa del Este, obtienen a las niñas de las aldeas brasileñas y también de África, en particular de Congo y Somalia.

Por la noche, las niñas deambulan en la avenida u otras autopistas, en busca de clientes. Después se dirigen con ellos a los moteles o habitaciones cercanos al gigantesco estadio. Su vida cotidiana está repleta de violaciones a sus derechos humanos básicos.

Su tarifa más alta es de 60 dólares. Solo la mitad es para ella, menos las deudas por ropa, drogas, alcohol y cosméticos.

pn/pv

Fuente: La Patilla / Infobae.com

“Espero tener mucho trabajo con los aficionados al fútbol”, sostiene Thais, de 16 años. Planea cobrar 23 dólares, cuatro veces más que el precio actual.

prostitucion 1

Hace un tiempo, el gobierno brasileño retiró de circulación una pieza de una campaña en redes sociales sobre enfermedades de transmisión sexual, en la que una mujer declaraba “soy feliz siendo prostituta”. Fue emitida en el marco del Día Internacional de la Prostituta.

Pese a la censura, se espera que la prostitución aumente a medida que se acerca la Copa Mundial de la FIFA en 2014. Especialmente, la prostitución infantil.

“Si bien es legal a partir de los 14 años, hay muchas niñas menores vendiendo sexo. Según la UNICEF, son alrededor de 250 mil”, informó Time.

“A los clientes se les cobra alrededor de 60 dólares. La prostituta obtiene la mitad de eso, menos las deudas por vestimenta, drogas, alcohol y cosméticos. La niña consigue un cuarto con lo que paga el cliente”, aseguró Thiago, quien admite haber tenido relaciones con niñas menores de 14 años.

De hecho, en 2012 una Corte de justicia resolvió que tener relaciones sexuales con niñas de 12 años no era necesariamente una violación, pues algunas de ellas trabajan como prostitutas. Amnistía Internacional calificó dicha resolución como una “luz verde para los violadores”.

Relatos

Poliana, 14 años

“Cuando comience la Copa del Mundo habrá muchas más chicas de mi edad y más jóvenes. Yo soy una de las mayores”, sostiene Poliana, de 14 años.

La menor lleva sólo tres meses en el oficio. La niña vende su cuerpo a los trabajadores del Arena Corinthians por menos de 4,7 dólares durante su hora de comer.

La cama de Poliana, cubierta de muñecos de peluche, se encuentra en una pequeña habitación escondida en un laberinto de callejones con alcantarillado abierto adonde van los obreros para comprar a chicas como ella, consigna el medio electrónico argentino.

La adolescente relata que salió a la calle la misma noche que murió su madre: “No sabía cómo iba a encontrar dinero para comer o pagar el alquiler. Pero no pasé mucho tiempo así. Había muchos hombres de la construcción que buscaban sexo”.

Hace dos semanas se enteró de que estaba embarazada. Sin embargo, todos los días, a la hora del almuerzo, la joven se arregla para cumplir con sus clientes en uno de los hoteles cercanos a la favela.

Thais, 16 años

“Casi todos mis clientes son de la construcción, siempre pagan, pero no siempre me tratan bien. Pero, ¿qué puedo hacer? Mis padres están muertos, necesito dinero. Si no fuera por los hombres que trabajan en el estadio, no sé qué haría. Mañana uno de ellos ha reservado un día entero en el hotel conmigo, será un buen día de trabajo para mí”, dice la niña de 16 años, que es considerada como la menor más ‘vieja’ en la profesión.

“Espero tener mucho trabajo con los aficionados al fútbol cuando empiece el Mundial”, agrega la niña, explicando que planea cobrar 23 dólares, cuatro veces más que el precio actual.Fonte

O sequestro de crianças por papa-figo e para rituais de magia negra sempre fez parte do legendário brasileiro. Os boatos servem para encobrir o tráfico infantil para a prostituição e transplantes de órgãos, que a polícia não procura as meninas e meninos desaparecidos. Nem investiga as mortes por balas perdidas e por causa desconhecida conforme incompetentes atestados de óbitos.

 

Três Rios em Pânico, no Rio de Janeiro

Em 12 de abril, o jornal online Três Rios publicou reportagem assinada por Luana Lazarini:

Desde o início da semana, o retrato falado de uma suposta sequestradora de crianças em Três Rios circula pelas redes sociais. A mensagem, que diz que a mulher retira os menores dos braços das mães à força, tem preocupado pais e a população em geral. Com o temor que aflige os trirrienses, cartazes chegaram a ser fixados em muros de algumas escolas do município e muitas mães não deixam os filhos andarem sozinhos pelas ruas.

Em nota enviada ao Entre-Rios Jornal, a 108ª Delegacia de Polícia informa que os boatos sobre a ação da suposta sequestradora na cidade são inverídicos e que “a foto da mulher foi retirada de uma antiga notícia de jornal que não tem qualquer relação com o município de Três Rios”. A reportagem em questão foi publicada em 2012, quando a mulher tentou roubar um bebê do colo da mãe e esfaqueou a vítima na Zona Norte do Rio de Janeiro. Transcrevi trechos. Os dois retratados foram publicados no

Pontal Notícias do Paraná no dia 13 de abril último:

Sequestradora está agindo no litoral do Paraná

sequestradora

A mulher do retrato falado acima é uma criminosa que tentou sequestrar uma criança em uma creche em Pontal do Paraná. Segundo informações, essa moça sequestra crianças para praticar magia negra, e está sendo procurada pela polícia por ser acusada de sequestrar mais de 30 crianças. A polícia pede cautela e atenção aos pais e sociedade, e qualquer informação da meliante deve ser passada pela Polícia no 190, pois ajuda no paradeiro da sequestradora. Não é preciso se identificar.

 

Pedido de alerta em Guarujá, São Paulo

Em 25 de abril último, o Página Guarujá Alerta publicou no Facebook:

Guarujá alerta

 

 Linchamento após boatos de rapto de crianças 

 

Fabina, quando jovem

Fabiana, quando jovem

Foto recente de Fabiana

Fabiana depois de casada

No linchamento

No linchamento

Fabiana morta

Fabiane Maria de Jesus morreu na manhã desta segunda-feira (5), dois dias após ter sido espancada por dezenas de moradores de Guarujá, no litoral de São Paulo. Segundo a família, ela foi agredida a partir de um boato gerado por uma página em uma rede social que afirmava que a dona de casa sequestrava crianças para utilizá-las em rituais de magia negra.

Informa a revista Veja: Moradores do bairro Morrinhos, no Guarujá, são os principais suspeitos de linchar até a morte a dona de casa Fabiane Maria de Jesus, de 33 anos. A principal linha de investigação da Polícia Civil é que Fabiane foi confundida com um retrato falado espalhado nas redes sociais, atribuído a uma suposta sequestradora de crianças que praticava rituais de magia negra. Amarrada e espancada nas ruas do bairro, ela acabou sendo vítima de mais uma inaceitável ação de “justiceiros” no Brasil.

A Polícia Civil ainda não sabe quantas pessoas participaram do linchamento, mas já tem imagens da agressão coletiva, feitas com telefones celulares e divulgadas na internet. Investigadores fazem buscas e procuram testemunhas em Morrinhos, bairro com mais de 20.000 habitantes, na periferia do Guarujá.

 

 

“Tudo indica que os autores são da comunidade mesmo. As imagens são fracionadas, mas permitem a identificação de pessoas que tenham relacionamento com os suspeitos. Ainda não sabemos quantas pessoas efetivamente participaram das agressões”, disse o delegado Luiz Ricardo Lara, do 1º Distrito Policial de Guarujá.

O bairro Morrinhos é dividido em quatro glebas. Fabiane morava com familiares em Morrinhos 1 e sofreu o espancamento em Morrinhos 4, distante de sua casa. Segundo as investigações, ela saiu de casa sozinha para caminhar, mas a polícia ainda não sabe como ela chegou ao local do espancamento.

Familiares de Fabiane já prestaram depoimento à polícia. O marido dela relatou que a mulher fazia acompanhamento psiquiátrico. Eles não relataram perseguições anteriores a Fabiane.

A família e os investigadores suspeitam que a dona de casa tenha sido confundida com uma mulher que teve dois retratos falados divulgados na internet. As imagens são acompanhadas por textos alertando pais e mães para não deixarem seus filhos nas ruas, porque poderiam ser alvo de sequestro para rituais de magia negra.

A polícia, entretanto, é categórica ao afirmar que não tem nenhum registro de acontecimentos desse tipo no Guarujá. “Os fatos veiculados pelas redes sociais são inverídicos. Pelo menos até agora, não há registro aqui na cidade de Guarujá, em qualquer dependência policial, de fato caracterizado como sequestro de criança. Nenhum boletim de ocorrência”, disse o delegado. Boatos similares, espalhados com as mesmas imagens, já haviam sido desmentidos em cidades no Rio de Janeiro.

Guaruja volta a linchar

pichador 1

Um casal de jovens, morador da região do ABC Paulista, na Grande São Paulo, foi pintado por banhistas e moradores da comunidade da Prainha Branca, em Guarujá, no litoral do Estado, após terem pichado uma grande pedra que fica na entrada da praia.