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O caso da Siemens comprova quanto continua fácil traficar dinheiro do Brasil para o exterior. O dinheiro de obras e serviços super, super faturados. Tem mais: com as privatizações e desnacionalizações, o lucro das empresas e indústrias também é remetido para o exterior, por vias legais e ilegais. E depois, e depois, como nada é brasileiro, quanto o Brasil paga de royalties?  De juros da dívida externa? Some as botijas de ouro e prata das propinas. Além do tráfico de moedas, a pirataria ganha com o tráfico de minérios, de água, de pessoas, de drogas, de órgãos etc. O Brasil é um país roubado.

Terra informa: O gerente-geral da área de projetos corporativos da Siemens, Sergio de Bona, declarou em depoimento à Polícia Federal que foi instruído a destruir “todo e qualquer documento” relativo à conta bancária secreta que ex-diretores da empresa mantinham em Luxemburgo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A conta foi descoberta pela matriz da empresa na Alemanha durante auditoria interna, após o escândalo de corrupção mundial na empresa, o que resultou na demissão do então presidente da empresa no Brasil, Adilson Primo, em outubro de 2011.

Primo era um dos proprietários da conta bancária, que recebeu cerca de US$ 7 milhões de dinheiro da Siemens na Alemanha e nos Estados Unidos.

Em depoimento à PF, o vice-chefe do setor de compliance da Siemens na Alemanha, Mark Gough, disse que há suspeitas de que a conta era utilizada para pagar propina a agentes públicos no Brasil.

De acordo com De Bona, executivos da Siemens o pressionaram a aceitar a incumbência de encerrar a conta no exterior. O gerente afirmou também à PF que, em 2004, quando o quadro de sócios da empresa que era dona da conta foi alterado e Adilson Primo foi incluído entre eles, o ex-presidente da Siemens lhe entregou, em sua própria sala, cópia de seu passaporte e assinou documentos relativos à conta.

O executivo contou ainda que Romero lhe disse que a conta existia para despesas do plano de pensão para funcionários alemães que trabalhavam no Brasil.

A Siemens negou conhecer a existência da conta e disse que colabora com as autoridades na apuração do caso.

Araxá, em Minas Gerais, devia ser uma  das cidades mais rica do Brasil.  Não é. Até sua beleza é roubada.

A mineração, em Araxá, poderia ser a maior fonte geradora da economia de Minas Gerais. Não é, pelo constante contrabando de minérios fosfatados, ao lado do nióbio explorado pela empresa CBMM.

Outra fonte de riqueza para os estrangeiros & lacaios mineiros & outros: a pirataria de suas águas medicinais.

Os piratas levam tudo que é riqueza e deixam os buracos onde eram as minas gerais

Os piratas levam tudo que é riqueza e deixam os buracos onde eram as minas gerais

Conheça os nomes dos ladrões:

A REDE GLOBO E O CONTRABANDO DO NIÓBIO

 

Um canal de televisão que desde seu surgimento esteve no centro das grandes jogadas políticas estaduais e nacionais, através de acordos pouco ortodoxos, volta à cena sob suspeita de carrear recursos provenientes da venda subfaturada de Nióbio, para financiar a expansão da Rede Globo em Minas Gerais, a serviço de um projeto político.

A principal suspeita de irregularidade encontrada é o fato do dirigente da Rede Integração, Antônio Leonardo Lemos Oliveira, sem se afastar da emissora, assumir a vice presidência da CODEMIG, empresa pertencente ao governo de Minas encarregada de administrar o patrimônio minerário do Estado, por consequência a extração, beneficiamento e venda do Nióbio.

A venda e exploração do Nióbio de Araxá já é objeto de investigação pelo Ministério Público mineiro. Porém, um relatório da Receita Federal visando apurar a evasão de divisas existente na venda subfaturada do mineral joga luz sobre a possível transferência de recursos obtidos na operação pela Companhia Mineradora do Pirocloro de Araxá, sociedade celebrada sem autorização legislativa ou licitação entre CODEMIG e CBMM, empresa do Grupo Moreira Sales para a Rede Globo de Televisão.

Em 1962, através da outorga assinada pelo primeiro-ministro Tancredo Neves, foi entregue a TV Triangulo ao empresário Edson Garcia Nunes. Tudo por articulação política de Adib Chueire, e em 1964, um mês após o golpe militar, foi ao ar a emissora.  O primeiro contato de retransmissão foi com a TV Excelsior e a seguir com a Record. No início da década de 70, a difícil situação da TV Record e o fim da TV Excelsior comprometeram o funcionamento da TV Triângulo.

As ações de Edson Garcia Nunes, suas opções a respeito da televisão e o próprio nome da emissora já o colocavam como um defensor da criação do Estado do Triângulo. Segundo o seu depoimento, essa opção tomara novo fôlego em 1967, quando ele passa a participar mais ativamente do movimento de emancipação do Estado do Triângulo.

A TV Triângulo passa a divulgar o movimento, a bandeira do estado é afixada nos caminhões da emissora, faixas e inscrições defendendo a causa.

A principal peça da campanha emancipacionista era: “Essa gente sabe muito bem cuidar do seu nariz. Estado do Triângulo. Vamos respirar livremente. O crescimento desse movimento começava a incomodar o Governo Militar, e em 1968, segundo informações do próprio Edson Garcia Nunes, ele é convocado para uma “conversa” com o Chefe de Gabinete do então presidente Costa e Silva.

Nessa conversa ficou claro que, se Edson Garcia Nunes não se afastasse do movimento separatista, perderia a concessão do canal. Movimento que deixou de ser significativo quando o uberlandense Rondon Pacheco assume o governo do Estado de Minas Gerais. Segundo Golberi, a TV Triangulo simulava a vontade de divisão do Estado de Minas Gerais para justificar a escolha de Rondon Pacheco pelo regime militar.

Segundo o livro depoimento de Edson Garcia Nunes, em 1965, a TV Triangulo passava por uma séria crise financeira e o político paulista Ademar de Barros o convida para uma visita ao seu gabinete em São Paulo, e lá faz uma proposta para a compra da emissora. Aceitando, chegou a receber uma ordem de crédito equivalente à metade do valor da venda como uma primeira parcela do pagamento. Antes da segunda parcela, que seria paga após seis meses, Adhemar de Barros tem os seus direitos políticos cassados e desiste da compra.

Os problemas financeiros se repetiram em 1968 quando Rondon Pacheco ocupava a Chefia da Casa Civil do presidente militar Costa e Silva. Os novos proprietários da TV Excelsior, já então uma pequena Rede, com quatro emissoras (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre), envolvem-se em uma delicada negociação de venda da rede que envolveu o próprio Garcia Nunes, atuando como “testa de ferro” de Antônio Delfim Netto, que tinha aspirações políticas de ser Governador do Estado de São Paulo.

A negociata incluía, entre outras coisas, que um processo envolvendo a falsificação dos selos de uma empresa de cigarros, de propriedade dos mesmos empresários que comandavam a Excelsior, fosse “desaparecido”. Em troca, os empresários passariam dois terços das ações das emissoras para os novos proprietários sem nada receber. Os novos donos teriam como compromisso apenas o pagamento das dívidas de Impostos Federais, encargos sociais e salários dos funcionários.

Enquanto as conversações corriam e auditorias eram realizadas, ficou comprovado que o valor das dívidas era maior do que o esperado, e foi feito um novo acordo que, segundo Edson Garcia Nunes, incluiu o “esquecimento” dos impostos federais. Nesse meio tempo também, os proprietários das quatro emissoras receberam uma boa oferta pela TV Gaúcha e realizaram o negócio acreditando que o interesse do grupo comprador ao qual estava ligado Edson Garcia Nunes resumia-se à emissora de São Paulo.

Ele, no entanto, se sentiu traído, pois tinha um interesse particular na emissora gaúcha e o negócio se desfez.  Ainda interessado em expandir seus negócios, entrou em contato com Otávio Frias, de quem comprou a TV Vila Rica, de Belo Horizonte, assumindo as dívidas da empresa. A emissora foi logo vendida para Januário Carneiro, que posteriormente a transferiu para á Rede Bandeirantes de Televisão.

Em 31 de agosto de 1971 a TV Triângulo é vendida para os empresários Tubal de Siqueira e Silva, Rubens de Freitas e seu irmão Renato de Freitas e Rubens Leite, iniciando a retransmissão da programação da Rede Globo. A emissora foi a terceira afiliada da Rede. Como o próprio Edson Garcia Nunes afirma em seu livro de memórias, desde sua fundação a TV Triângulo esteve umbilicalmente ligada a “Jogadas Políticas e econômicas” pouco ortodoxas.

Como se a seguir seu destino, os investimentos para expansão da Rede Globo no interior de Minas Gerais, através da TV Triangulo, atual Rede Integração, assustam. Após 2002, como que em um passe de mágica, a Rede Integração é propagada como de propriedade exclusiva do empresário Tubal de Siqueira Silva. Segundo o relatório da Receita Federal, os investimentos posteriores já ultrapassaram R$ 1 Bilhão, sem que qualquer faturamento significativo de publicidade tenha ocorrido no período.

Todo capital foi obtido através de empréstimos tomados de Bancos ligados ao Grupo Moreira Sales. Em 2007, a Rede Integração adquiriu parte da TV Panorama, afiliada da Globo de Juiz de Fora/MG, expandindo a empresa também para a Zona da Mata, controlando assim 4 das 8 retransmissoras da TV Globo em Minas Gerais e se tornando a maior empresa de comunicação do interior mineiro. Cinco anos mais tarde, a Rede Integração assumiu a totalidade da TV Panorama que com isso, passou a se chamar TV Integração Juiz de Fora.

Segundo o superintendente da emissora, Rogério Nery, a compra da participação é um marco importante. “Vamos levar efetivamente a marca da TV Integração para a Zona da Mata, com respeito aos costumes e à cultura da região, que é muito importante para o Estado e para o país”. Dessa maneira, a TV Integração, que atua no Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba, Noroeste, Pontal e Centro-Oeste, agora passa a abranger a Zona da Mata. Ao todo, são 233 municípios que recebem a sinal da emissora e mais de 5,5 milhões de telespectadores.

Ao todo, hoje são 259 cidades e 5.376,579 milhões de habitantes atingidas pelo sinal da Rede Integração que além de TV, opera 3 emissoras de rádio (95,1 FM, Globo Cultura Am 1020 e Regional FM), um portal de Internet (Megaminas.com), uma operadora de TV a Cabo (Net Patos de Minas), uma empresa com soluções para web (Webroom) – com filiais em Uberlândia, Brasília e Goiânia – e uma produtora de vídeo (Imaginare Filmes).

Emissoras

TV Integração Araxá (Araxá) – Canal 12
TV Integração Ituiutaba (Ituiutaba) – Canal 7 e 30 UHF Digital
TV Integração Uberlândia (Uberlândia) – Canal 8 VHF e 30 UHF Digital
TV Integração Juiz de Fora (Juiz de Fora) – Canal 5

Principais Cidades

Uberlândia – 611.903 habitantes IBGE/2011
Juiz de Fora – 520.810 habitantes IBGE/2011
Uberaba – 299.360 habitantes IBGE/2011
Divinópolis – 215.246 habitantes IBGE/2011
Patos de Minas – 139.848 habitantes IBGE/2011
Barbacena – 127.217 habitantes IBGE/2011
Araguari – 110.402 habitantes IBGE/2011
Ubá – 102.782 habitantes IBGE/2011
Muriaé – 101.430 habitantes IBGE/2011
Ituiutaba – 97.791 habitantes IBGE/2011
Araxá – 94.798 habitantes IBGE/2011
Itaúna – 86.123 habitantes IBGE/2011
Paracatu – 85.447 habitantes IBGE/2011
Pará de Minas – 85.075 habitantes IBGE/2011
São João del-Rei – 84.404 habitantes IBGE/2011
Patrocínio – 82.471 habitantes IBGE/2011
Viçosa – 72.244 habitantes IBGE/2011

Rádios

Cultura FM 95,1 – Uberlândia
Radio Bandeirantes de Araguari Ltda. – Araguari
Radio Cultura de Uberlândia Ltda. – Uberlândia
Radio Televisão de Uberlândia Ltda. Ituiutaba
Radio Televisão de Uberlândia Ltda. – Uberlândia

Retransmissoras de TV

Radio Televisão de Uberlândia Ltda.
Monte Alegre de Minas. Canal 6

Radio Televisão de Uberlândia Ltda.
Patos de Minas. Canal 10

Radio Televisão de Uberlândia Ltda.
Conquista. Canal 14

Radio Televisão de Uberlândia Ltda.
Ituiutaba. Canal 7

Radio Televisão de Uberlândia Ltda.
Patrocínio. Canal 6

Radio Televisão de Uberlândia Ltda.
Frutal. Canal 11

Radio Televisão de Uberlândia Ltda.
Araporã. Canal 24

Radio Televisão de Uberlândia Ltda.
Sacramento. Canal 2

Radio Televisão de Uberlândia Ltda.
Carmo do Paranaíba. Canal 7

Radio Televisão de Uberlândia Ltda.
Coromandel. Canal 11

Radio Televisão de Uberlândia Ltda.
Santa Vitória. Canal 36

Radio Televisão de Uberlândia Ltda.
Tupaciguara. Canal 5

Radio Televisão de Uberlândia Ltda.
Monte Carmelo. Canal 9

Radio Televisão de Uberlândia Ltda.
Guimarânia. Canal 13

Radio Televisão de Uberlândia Ltda.
Araxá. Canal 12
Consultado, o dirigente da Rede Integração e da CODEMIG, Antônio Leonardo Lemos Oliveira, não quis comentar o assunto. Igualmente, a Rede Integração, Rede Globo e CODEMIG também não se pronunciaram.

Documentos que fundamentam esta matéria

Área de Cobertura TV Integração Araxá

Área de Cobertura TV Integração Juiz de Fora

Área total de Cobertura da Rede Integração

Área total de Cobertura da Rede Globo MInas

(Transcrito do Novo Jornal, Minas Gerais)

Esta rede criada desde Tancredo Neves, primeiro-ministro, isto é, Chefe do Governo do Brasil, no então sistema parlamentarista imposto pelos militares, foi fortalecida pelo neto Aécio Neves, candidato do nióbio e da Globo a presidente.

Hoje o Globo tasca a seguinte notícia:

Estratégia para Eleições 2014 

Aécio e Campos apostam no discurso da mudança em 2014

Os dois principais presidenciáveis da oposição apostam no desejo de mudança do eleitor em relação às ações do futuro presidente, indicado na pesquisa Datafolha, para decolarem na corrida presidencial de 2014.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador Eduardo Campos (PSB-PE) minimizaram o aumento da vantagem da presidente Dilma Rousseff e mostraram sintonia em suas avaliações feitas à Folha sobre o futuro do quadro sucessório –que, na visão deles, traz preocupação ao PT.

“O mais relevante é que dois terços da população querem mudança. Somente no momento em que os intérpretes da mudança [oposição] puderem oficialmente falar para o conjunto da sociedade é que esse sentimento se transformará em intenção de voto”, disse Aécio.

Campos reforçou a análise: “O jogo ainda não começou, porque a maioria da população ainda está distante do debate sucessório. Agora, quando é chamada a pensar sobre a sucessão, mostra que já tomou a decisão de mudar”.

QUE SEJA UMA MUDANÇA QUE NÃO MODIFIQUE O CONTRABANDO DO NIÓBIO E DE OUTROS MINÉRIOS. NEM O MANDO DA GLOBO.

POBRE BRASIL DEITADO EM BERÇO ESPLÊNDIDO.

POBRE MINAS GERAIS, AS MINAS ROUBADAS DESDE OS TEMPOS DO BRASIL COLÔNIA. E DO MARTÍRIO DE TIRADENTES, QUE VIROU MEDALHA PARA CONDECORAR PATIFES, E PATRONO DAS POLÍCIA MILITARES DOS GOVERNADORES

VEJA AS FOTOS DA DEVASTAÇÃO Clique aqui

 

 

 

nióbio araxá

Os ladrões do Brasil levam o nióbio e deixam o buraco em Araxá

Os ladrões do Brasil levam o nióbio e deixam o buraco em Araxá

O deputado Edio Lopes (PMDB-RR) cobrou, em audiência pública da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, uma política definida do governo para a exploração e comercialização do nióbio no Brasil. Ele questionou a política de preço para o metal, alegando que o nióbio tem uma cotação aviltada, em comparação com o aço e o ouro.

Nióbio pirateado.

“É necessário acompanhar, fiscalizar e esclarecer a política adotada na produção do nióbio brasileiro, principalmente no que se refere à exportação”, destaca.

Atualmente, afirma o deputado, existe um debate envolvendo a produção de nióbio no País. O metal é empregado em vários segmentos da indústria, tais como os de automóveis, equipamentos médicos, bélicos e nucleares. Segundo dados do Ministério de Minas e Energia, o Brasil é responsável por 98% das reservas de nióbio conhecidas no mundo.

No Brasil, três empresas respondem pela totalidade da produção do nióbio, de acordo com informações de Lopes. Estão localizadas em Minas Gerais, Goiás e Amazonas. A Anglo American, empresa britânica instalada em Catalão (GO), é a segunda maior produtora de nióbio no Brasil. A empresa estima um crescimento de 6% ao ano. Conforme dados divulgados, a divisão do nióbio respondeu por uma receita de US$ 173 milhões (aproximadamente R$ 377 milhões) em 2012, com lucro operacional de US$ 81 milhões (aproximadamente R$ 176 milhões). [Isso é uma mixaria. Isso é roubo. É falta de patriotismo. De nacionalismo. De brasilidade]

Atuação do governo
Lopes ressalta que os críticos do modelo atual de exploração do nióbio no Brasil cobram uma maior atuação do governo federal, defendendo o controle do preço de comercialização do produto. Em alguns casos eles pedem até mesmo a estatização da produção, pois quem consome o nióbio são empresas transnacionais superespecializadas que devem fazer pressão para ter um produto a um preço acessível.

Segundo o deputado, “alguns analistas afirmam que, se o Brasil ditasse o preço do produto, poderia ganhar até 50 vezes mais do que recebe atualmente”. Ele cita o exemplo da China em relação à produção de terras- raras. [O Brasil tem 98 por centos das jazidas mundiais. E uma riqueza roubada. Que o Brasil entrega a preço de banana]

Nióbio: a maior riqueza dos Moreira Salles

niobio banana

A produtora de nióbio CBMM é avaliada em US$ 13 bilhões, com reservas para 200 anos.

Presente da ditadura militar

A mina de nióbio – que é misturado ao aço para uso na fabricação de automóveis, estruturas, gasodutos e turbinas – era só promessa e esperança em 1965, quando o embaixador e banqueiro Walter Moreira Salles se associou à companhia de mineração Molycorp, para produzir o metal em Araxá, no Triângulo Mineiro. Deu esse passo a convite de um amigo, o almirante Arthur Radford, que presidia o conselho da empresa americana.  Leia mais

 

O Brasil e o segredo do nióbio

por Júlio Ferreira

Marcos Valério

A cada vez mais no dia-a-dia, o tema é abordado em reportagens nas mídias escrita e televisiva, chegando a já ser alarmante. Como é possível que metade da produção brasileira de nióbio seja subfaturada “oficialmente” e enviada ao exterior, configurando assim o crime de descaminho, com todas as investigações apontando de longa data, para o gabinete presidencial?

Como é possível o fato do Brasil ser o único fornecedor mundial de nióbio (98% das jazidas desse metal estão aqui), sem o qual não se fabricam turbinas, naves espaciais, aviões, mísseis, centrais elétricas e super aços; e seu preço para a venda, além de muito baixo, seja fixado pela Inglaterra, que não tem nióbio algum?

EUA, Europa e Japão são 100% dependentes do nióbio brasileiro. Como é possível em não havendo outro fornecedor, que nos sejam atribuídos apenas 55% dessa produção, e os 45% restantes saindo extra-oficialmente, não sendo assim computados.

Estamos perdendo cerca de14 bilhões de dólares anuais, e vendendo o nosso nióbio na mesma proporção como se a Opep vendesse a 1 dólar o barril de petróleo. Mas petróleo existe em outras fontes, e o nióbio só no Brasil; podendo ser uma outra moeda nossa. Não é uma descalabro alarmante?

O publicitário Marcos Valério, na CPI dos Correios, revelou na TV para todo o Brasil, dizendo: “O dinheiro do mensalão não é nada, o grosso do dinheiro vem do contrabando do nióbio”. E ainda: “O ministro José Dirceu estava negociando com bancos, uma mina de nióbio na Amazônia”.

Há fortes indícios que a própria Funai esteja envolvida no contrabando do nióbio, usando índios para envio do minério à Guiana Inglesa, e dali aos EUA e Europa. A maior reserva de nióbio do mundo, a do Morro dos Seis Lagos, em São Gabriel da Cachoeira (AM), é conhecida desde os anos 80, mas o governo federal nunca a explorou oficialmente, deixando assim o contrabando fluir livremente, num acordo entre a presidência da República e os países consumidores, oficializando assim o roubo de divisas do Brasil.

O nióbio apresenta numerosas aplicações. É usado em alguns aços inoxidáveis e em outras ligas de metais não ferrosos.

Estas ligas devido à resistência são geralmente usadas para a fabricação de tubos transportadores de água e petróleo a longas distâncias e canos de armamentos leves e pesados, revertimentos externos de foguetes e cápsulas espaciais.

1 – Usado em indústrias nucleares devido a sua baixa captura de nêutrons termais.
2 – Usado em eletrodos especiais para soldas elétrica.
3 – Devido a sua coloração é utilizado, geralmente na forma de liga metálica, para a produção de
jóias como, por exemplo, os ecastes.
4 – Quantidades apreciáveis de nióbio são utilizados em super ligas para fabricação de componentes de motores de jatos, subconjuntos de foguetes, ou seja, equipamentos que necessitem altas resistências ao calor da combustão.
5 – Pesquisas avançadas com este metal foram utilizados no programa Gemini.
6 – O nióbio está sendo avaliado como uma alternativa ao tântalo para a utilização em  super condutores.

O nióbio se converte num super condutor quando reduzido a temperaturas criogênicas.
Na pressão atmosférica, tem a mais alta temperatura crítica entre os elementos super condutores, 9,3.

Além disso, é um dos três elementos super condutores que são do tipo II (os outros são o vanádio e o tecnécio), significando que continuam sendo super condutores quando submetidos a elevados campos magnéticos.

(Transcrevi trechos)

niobio prop

governo povo serviços essenciais riqueza salário previdência

 

Fernando Henrique fatiou a Petrobras. E vendeu. Lula fez leilões que chamou de rodadas. Dilma faz a feira.

Se FHC fez, Aécio, Alckmin e Serra aprovaram. Quando Lula realizou as rodadas, Marina, Eduardo Campos e Dilma eram ministros. Nada mudou na política entreguista, apoiada pela grande imprensa e pelos partidos da direita.

Disse FHC que a venda da Petrobras era coisa de Serra, ministro do Planejamento.

É tudo farinha do mesmo saco. Taí! nenhum Delfim Neto, Roberto Campos, ministros da ditadura militar, jamais desaprovariam a atual política econômica de privatizações das riquezas nacionais: petróleo, gás, nióbio, água…

A única reclamação dos conservadores é a entrada da China na mamata. Eles reclamam que o Brasil deve ter um único dono: os Estados Unidos.

Isso acontece porque o Brasil não tem como defender suas riquezas das nações do fechado clube atômico.

 

  • Isabela Vieira
    Agência Brasil

Rio de Janeiro – O ministro da Defesa, Celso Amorim, disse hoje que a atuação das Forças Armadas na proteção ao leilão do Campo de Libra, marcado para segunda-feira (21), garantirá o cumprimento de lei aprovada pelo Congresso Nacional. “Se não houvesse necessidade, não nos teriam chamado”, disse Amorim, ao comentar a solicitação de reforço pelo governo do Rio, que está preocupado com a ocorrência de protestos para impedir o evento.

“O governador [Sérgio Cabral] pediu o apoio das Forças Armadas porque considerou que as forças do estado não eram suficientes e isso está previsto na Constituição”, declarou Amorim. “Estaremos lá [no leilão], com esse objetivo, é uma situação excepcional”, reforçou, após palestra no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Apesar dos protestos que questionam a participação de empresas estrangeiras no leilão, o ministro Amorim disse durante a palestra que o leilão foi aprovado democraticamente. “É legítimo ter opinião diferente da maioria do Congresso Nacional. Vivi 21 anos em governo autoritário e acho que a existência do Congresso é importante. Minha resposta se baseia no respeito à lei”, pontuou, sob vaias da plateia.

Dos cerca de 1,1 mil homens que integrarão as forças de segurança no dia da licitação do Campo Libra, na Barra da Tijuca, cerca de 700 são do Exército. A Força Nacional e as polícias Militar, Federal e Rodoviária Federal também foram convocadas. As ações de segurança serão coordenadas pelo Comando Militar do Leste, que fica no Rio de Janeiro e é subordinado ao Ministério da Defesa.

PROTESTOS

Protestos contra a licitação estão sendo feitos em várias partes do país. Em São Paulo, na manhã de hoje, durante três horas, o saguão do prédio da Petrobras na capital paulista foi ocupado por sindicalistas e trabalhadores ligados à indústria do petróleo. Ontem, entidades do movimento social ocuparam o Ministério de Minas e Energia. Contra o leilão, o primeiro do pré-sal, também estão em greve os empregados da estatal.

 

democracia ditadura capitalismo

A CHACINA QUE O MUNDO TODO VIU MENOS OS BRASILEIROS

Empalação

empalação 2

por Eduardo Bueres

Genocidio no Brasil. Campo de concentração em Minas Gerais,  aquela que depois se tornaria o grande ícone da imprensa no Brasil [ Tv Globo] dá um show de desinformação. Estrangeiros vêm no Brasil, filmam tudo e as imagens rodam o mundo. 

Expedição do SPI ao Xingu. Primeiro contato com os índios Mehinaku, 1944 | Heinz Forthmann: Museu do Índio:Funai

Expedição do SPI ao Xingu. Primeiro contato com os índios Mehinaku, 1944 | Heinz Forthmann: Museu do Índio:Funai

O grande ícone da grande imprensa brasileira, estrategicamente, acusa erroneamente garimpeiros brasileiros da chacina, mobilizando a opinião pública mundial contra o Brasil. A justiça brasileira investiga e, um mês depois, descobre que a culpa são de empresas como a Arruda e Junqueira, empresas terceirizadas por Nelson Rockefeller e pela CIA para o extermínio generalizado de centenas de tribos que vivem em regiões de interesse de mineradoras internacionais. Mas isso não é transmitido para o mundo e nem para o Brasil. Segundo decisão dos donos da grande emissora “para não gerar uma visão negativa do Brasil do exterior”. 

O ano é 1963. O padre Edgar Smith recebe em seu confessionário o genocida Ataíde Pereira que, prevendo a morte breve e atormentado pelos crimes que havia cometido, procura o padre para confessar seus pecados e tentar de alguma forma mudar o rumo das coisas. Todos seus companheiros já estão mortos, o chefe da expedição, Francisco Brito, o piloto do avião que bombardeara a tribo e até o próprio padre Edgar estariam mortos algumas semanas mais tarde. Além disso não havia recebido os quinze dólares prometidos pelo serviço. O padre convenceu Pereira de repetir sua confissão em um gravador e entregou a fita ao SPI, Serviço de Proteção ao Indio. O caso foi abafado no Brasil, mas não no mundo. Finalmente, com toda a pressão internacional o caso chega ao procurador geral de justiça que pede uma investigação completa do caso.

As provas do genocidio são incontestáveis, 20 volumes de provas são coletados e acusam que entre 1957 e 1968 cerca de 100 mil indios foram assassinados por mineradoras estrangeiras. Os que não resistiram a ocupação, tiveram a vida poupada e foram levados para Crenaque em M.G. onde existia um enorme campo de concentração onde mais alguns milhares morreriam de fome e maus tratos.
O detalhamento do genocídio é chocante: os Nambikuaras haviam sido mortos com metralhadoras, os Pataxós com varíola inoculada no lugar de vacinas, os Canelas mortos por jagunços, os Maxakalis drogados e mortos a tiros, os Beiços de Pau receberam alimentos com formicida e arsênico.
Todas as tribos estudadas pelo SIL haviam sido mortas. O Instituto Summer de Linguística aprendia a língua da tribo o suficiente para dar alternativa aos índios. Ou eles fugiam para o campo de Crenaque (origem do nome) ou morreriam. Trechos da confissão de Pereira mostram como era a vida do matador:
” …estavamos com bastante medo uns dos outros. Nesse tipo de lugar, as pessoas atiram umas nas outras, e são alvejadas, pode-se dizer, sem saber a razão. Quando abrem um buraco em você , eles tem mania de enfiar uma flecha na ferida, para colocar a culpa nos indios…”
As próximas vítimas eram os Cintas-Largas, uma pequena tribo indígena da Amazônia brasileira que havia cometido o erro de se instalar sobre uma mina de nióbio e se recusavam a sair.
O depoimento de Pereira da chacina dos Cintas- Largas mosta como era o cotidiano desses matadores. Após metralhar toda tribo, haviam sobrados somente uma jovem menina e uma criança que chorava abraçada a menina no centro da aldeia. Os matadores pedem pela vida da menina, alegando que pode ser usada para prostituição”. Chico atravessou a cabeça da criança com um tiro. Ele parecia descontrolado. Ficamos muito assustados. Ele amarrou a garota índia de cabeça para baixo numa árvore, as pernas separadas, e a rasgou ao meio com o facão. Quase com um único golpe, eu diria. A aldeia parecia um matadouro. Ele se acalmou depois de cortar a mulher, e nos disse para queimar as cabanas, jogar os corpos no rio.
Depois disso, pegamos nossas coisas e retomamos o caminho de volta, tomando cuidado para esconder nossas pegadas. Mal sabia que um dia a pegada a ser apagada seria ele.
No fim foi provado que o SPI estava diretamente envolvido nas chacinas com a distribuição de roupas contaminadas por varíola, alimentos envenenados, crianças escravizadas, mulheres prostituídas e muito mais.
Dos 700 funcionários, 134 foram processados, mas todos perdoados na ditadura, foram então treinados pela CIA aos moldes da Policia Tribal do Departamento de Assuntos Indios(BIA) dos EUA e colocados sob a chefia do ex-chefe do serviço militar de informações. Assim por mais alguns anos a FUNAI adotou a politica de arrendar terras indigenas para empresas mineradoras, encaminhando os índios para morrerem em Crenaque. [A tribo indígena Crenaque, na região do Vale do Rio Doce, Minas Gerais, em 2010, vivia em uma pequena reserva. Chamados de Aimorés, os cremaque estavam reduzidos à cerca de apenas 150 indivíduos]
Caçadores crenaque do Vale do Rio Doce, no Estado do Espírito Santo, posam com seus arcos e flechas, divertidos e receosos por serem fotografados, por volta de 1910. Os crenaques, aparentados aos botocudos, pertenciam a um dos grupos que mais resistiram à colonização portuguesa

Caçadores crenaque do Vale do Rio Doce, no Estado do Espírito Santo, posam com seus arcos e flechas, divertidos e receosos por serem fotografados, por volta de 1910. Os crenaques, aparentados aos botocudos, pertenciam a um dos grupos que mais resistiram à colonização portuguesa

Os militares do ministério do interior cooperavam com a agência americana de pesquisa geológica, mapeando a Amazônia.
Trechos do livro Seja Feita a Vossa Vontade de Gerard Colby com Charlotte Dennett. A grande e maior rede de TV do Brasil é  uma ferramenta criada pela CIA para esconder a operação Brother Sam e a extração de niobio do Brasil. Através de Nelson Rockefeller a CIA obtém, usando a CBMM do falecido amigo e sócio, Walter Moreira Salles o nióbio de Araxá praticamente de graça.
Quando Getulio Vargas descobriu, e tentou interromper esse processo, foi deposto no golpe militar que levaria a sua morte.
Quando Jango descobriu, cassou a Hanna Mineradora e anunciou as reformas de base, também morreu.
Em todos esses momentos Moreira Salles estava presente. Agora que o Ministério Público começou a investigar a relação desta emissora com a CBMM, surgiu a PEC 37. Se não colar, os tumultos estão ai nas ruas, como o IPES fez em 1964, criando o caos para justificar a intervenção militar.
Não podemos fazer protestos violentos, e a razão da luta não pode ser aumento do preço da passagem, e sim o fim da exploração oculta do nióbio. Isso é a origem de todo problema.
Precisamos mostrar aos EUA que nós sabemos o que está se passando para que ele libere ainda mais a famosa emissora e grande rede de TV brasileira da obrigação de nos manter desinformados, sempre sabotando o QI dos brasileiros com programas alienativos, condenando ao esquecimento nossos heróis e politicos honestos, e escondendo o extermínio sistemático dos nossos índios para beneficiar as empresas estrangeiras, facilitando seus interesses, até  tomarem posse de suas terras sem serem notadas. Acorda Brasil!
[Em 15 de maio de 2009, a jornalista Roberta Vieira informava que Shirley Krenak ia ser a atriz principal de um filme francês, tendo como cenário a aldeia da tribo indígena Crenaque na região de Valadares.
Skirley Krenak

Skirley Krenak

De acordo com Maria Tereza Alves, roteirista e diretora, o objetivo da película é mostrar o preconceito que existe por parte dos europeus em relação aos indígenas. Quando indagada se o nível de preconceito na Europa é alto, a resposta é rápida: “O mesmo nível de preconceito que existe no Brasil. O filme abordará o racismo que existe na Europa em relação às comunidades indígenas. Vai mostrar o que eles pensam a respeito dessas pessoas. O preconceito que existe na França é igual ao que existe no Brasil, no mesmo nível”, explicou.
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O príncipe alemão Maximilian Alexander Philipp Wied-Neuwied, esteve no Brasil em 1818, e escreveu sobre os costumes e a língua dos botocudos, inclusive um dicionário. Levou um índio com ele, Kuêk.

Foto do príncipe Maximilian

Foto do príncipe Maximilian

A foto de empalação publicada por Eduardo Bueres, tudo indica, visou ilustrar o esquartejamento de uma índia. Este método de execução e punição foi introduzido no Brasil pelos portugueses. A empalação, também, era praticada nas Américas pelos espanhóis.
A foto de empalação acima não consegui identificar a origem. Recentemente, em novembro de 2011, em Salvador, Bahia, “o corpo de Fernanda Souza Mendonça, de 26 anos, foi encontrado no interior da sua casa na rua Antônio Martins de Lima, localizada no bairro de Bom Juá, segundo informações da 9ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM). O corpo da vítima, que morava sozinha, apresentava sinais de violência sexual e teria sido empalada com dois cabos de vassoura.
O pedaço de madeira atravessou a vagina e saiu no pescoço de Fernanda” .
CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO
Em uma série de reportagens sobre a seca no Nordeste, Mauri Kónig fala de um campo de concentração em Fortaleza para os retirantes.  O padre Bianor Aranha me revelou a existência de um campo de concentração em Umbuzeiro, construído por João Pessoa, para os presos da Guerra de Princesa.
Pouco se fala, mas em Crenaque existiu um campo de concentração.]

UM CAMPO DE CONCENTRAÇÃO INDÍGENA A 200 QUILÔMETROS DE BELO HORIZONTE (MG)

por André Campos

Localizada poucas horas a nordeste de Belo Horizonte (MG), próxima à região da Serra do Cipó, a Fazenda Guarani foi, a partir do fim de 1972, uma continuação da experiência de confinamento de índios iniciada quatro anos antes, com a instalação do Reformatório Krenak em Resplendor (MG).

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O Posto Indígena Guido Marlière, que abrigava o reformatório e os índios krenaks, vinha há anos tendo partes de suas terras ocupadas por fazendeiros. Algo que ocorria com a anuência do Serviço de Proteção aos Índios (SPI), órgão federal que antecedeu a Fundação Nacional do Índio (Funai). Durante décadas, foi política oficial do SPI o arrendamento a terceiros de lotes nas áreas dos índios. “Esse foi o instrumento que patrocinou oficialmente a invasão de quase todas as terras indígenas até então demarcadas em todo o país”, escreve Egon Reck, experiente ativista do Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

A pressão para que fosse extinto o Posto Indígena Guido Marlière levou à negociação de uma permuta entre a Funai e o governo mineiro. As terras foram cedidas aos fazendeiros, e, em contrapartida, o órgão federal recebeu a Fazenda Guarani, uma área pertencente à Polícia Militar, no município de Carmésia (MG).  Em 1972, concretizado o acordo, a Ajudância Minas Bahia, órgão regional da Funai, transferiu para lá todos os indígenas de Resplendor – os krenaks e os presos do reformatório.

“Fomos despejados dentro de um vagão de carga, que nem animais”, conta Edmar Krenak, que era criança quando ocorreu a transferência. “Eu lembro da tristeza dos índios mais velhos. Meu pai mesmo não queria sair de dentro da casa. Armou-se de arco e flecha, deu um trabalho e teve que ir algemado”. Nesse novo “lar”, os krenaks relatam diversas privações. “Lá era muito frio e não tinha nada para comer. Só banana”, lembra Maria Sônia Krenak..

NA LUTA PELAS TERRAS EM ARACRUZ

A Fazenda Guarani assumiu o papel, antes exercido pelo Reformatório Krenak, de central carcerária indígena da ditadura. Para o local passaram a ser enviados diversos os índios e comunidades envolvidos em litígios Brasil afora.

“Quando começamos a lutar pela demarcação das terras aqui no município de Aracruz (ES), eles levaram a gente para lá”, revela Toninho Guarani, indígena guarani mbyá que passou parte de sua adolescência em naquele local. “Eles colocavam a própria polícia militar para vigiar. Ninguém podia entrar e ninguém podia sair.”

Os guaranis, explica Toninho, caminham pelo mundo seguindo revelações. E foi uma revelação de sua avó que levou seu grupo a iniciar, ainda na década de 1940, uma caminhada de contornos épicos, partindo do sul do país em busca da chamada “terra sem males” – o local onde, segundo a crença da etnia, é possível alcançar um estado de perfeição e ascender a uma espécie de paraíso.

Já na década de 1960, eles chegaram em Aracruz (ES), então um município litorâneo com boa parte da sua fauna e mata preservados. Mas sobre aquele lugar, uma terra supostamente propícia para a busca da “terra sem males”, também repousavam planos para viabilizar enormes plantações de eucalipto. E o choque de interesses levou os indígenas, sob pressão e a contragosto, para a Fazenda Guarani.

“Em Minas Gerais e no Espírito Santo, se houve alguma resistência de um povo indígena, eles pegavam essas pessoas e levavam pra lá”, diz Toninho, que perdeu um irmão na Fazenda Guarani, morto devido a uma picada de cobra.

O confinamento, avalia ele, foi uma tentativa de impor o sedentarismo aos guaranis, cujas contínuas migrações pelo sul do continente, frequentemente associadas a motivações espirituais, são amplamente documentadas desde o século XIX. “Foi uma violação dos direitos sagrados dos nossos líderes religiosos. Nós lutamos para que o Estado brasileiro reconheça o direito do nosso povo de fazer essas caminhadas”, reivindica Toninho.

Depois de alguns anos, os guaranis fugiram da fazenda e empreenderam nova peregrinação – percorrendo longos trechos de carona ou mesmo a pé. Em 1983, a Justiça determinou a homologação da área indígena ocupada pelos guaranis naquele município.

A ANUÊNCIA DOS ALTOS ESCALÕES

Em 1973, pouco após a transferência do Reformatório Krenak para a Fazenda Guarani, mudou também a chefia da Ajudância Minas Bahia da Funai. Assumiu o posto João Geraldo Itatuitim Ruas, um quadro histórico do SPI e um dos primeiros servidores de origem indígenas a integrarem o serviço público brasileiro.

Itatuitim conta ter sido salvo da morte por uma missionária católica, após sua mãe morrer no parto – segundo a tradição de sua etnia, do Alto Xingu, as crianças que não recebiam o leite materno supostamente eram sacrificadas. Entregue ao Marechal Rondon, foi criado entre brancos e estudou com a mãe de Darcy Ribeiro antes de ingressar nas fileiras do órgão indigenista.

Com essa biografia, Itatuitim, sofreu ao se tornar encarregado da Fazenda Guarani ao assumir a Ajucância. “Imagina o que era para mim, como índio, ouvir a ordem do dia do cabo Vicente (policial militar e chefe local do posto indígena), botando todos os presidiários em fila indiana, antes de tomarem um café corrido, ameaçando baixar o cacete em quem andasse errado. E alertando que, para aquele que fugisse, havia quatro cachorros policiais, treinados e farejadores, prontos para agir”, exemplifica. “Eles não trabalhavam no sábado, que era dia de lavar a roupa, costurar, essas coisas todas. Mas, durante a semana, era trabalho escravo!”

Itatuitim conta ter procurado o general Bandeira de Mello, então presidente da Funai, para discutir o fim da instituição correcional. Do general, diz ele, ouviu a seguinte pergunta: “Por que você vai salvar 50 índios que já estão condenados à morte?”.

Não satisfeito, o chefe da Ajudância Minas Bahia procurou o então ministro do Interior – o engenheiro Maurício Rangel Reis, morto em 1986. “Ao invés de me tratar com educação, ele me maltratou. Disse que eu queria perdoar, e ameaçou me demitir”, relembra.

Mesmo assim, Itatuitim afirma ter começado a enviar diversos índios que estavam confinados na Fazenda Guarani de volta às suas aldeias de origem. Algo que, de acordo com ele, teria contribuído para a sua demissão da Funai, pouco tempo depois.

Além dos “infratores”, a Fazenda Guarani também recebia indígenas para “tratamento mental”. Apesar, no local, de não haver nenhum atendimento psiquiátrico disponível.

Um deles foi um índio da etnia campa que, segundo diz sua ficha individual, já havia sido clinicamente diagnosticado como esquizofrênico. Entre outras excentricidades, ele dizia ser dono de vários automóveis e aviões, além de amigo íntimo do mandatário supremo da nação. “Sempre que um avião passa sobre esse reformatório ele pula e grita, dizendo que é o presidente vindo buscá-lo”, escreveu o chefe de posto a seu respeito.

Cela do casarão da fazenda Guarani

Cela do casarão da fazenda Guarani

Grade de entrada na cela

Grade de entrada na cela

As denúncias sobre o uso da Fazenda Guarani como local de prisão, confinamento ou despejo de índios “sem terra” seguiram até o final da década de 1970. Atualmente, lá vive apenas um grupo pataxó, cujos primeiros representantes foram remanejados por conta de conflitos fundiários em Porto Seguro (BA), acompanhados de novas levas após a “desmilitarização” da fazenda. Hoje, a comunidade pataxó na Fazenda Guarani é composta por 280 pessoas.

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Como resquícios da presença da polícia militar, o local ainda conserva as ruínas da antiga capela e do engenho. O casarão que servia como sede para os destacamentos policiais foi convertido em moradia para alguns dos indígenas. E a antiga solitária – um cubículo de, no máximo, quatro metros quadrados – virou um depósito onde se empilham os cachos de banana colhidos nas redondezas.

André Campos, 31 anos, é autor de reportagens e documentários investigativos e pesquisa há cinco anos as cadeias indígenas da ditadura.  Esta reportagem foi realizada através do Concurso de Microbolsas de Reportagem da Pública. André Campos não faz referência ao relatório do Edgar Smith (In Pública)

«Peço que seja empreendido com coragem e decisão o caminho do encontro e da negociação». O Papa Francisco volta a propor, com o tweet lançado esta manhã, segunda-feira 9 de Setembro, o caminho que deve ser seguido para restituir a paz às martirizadas populações da Síria e de todo o Médio Oriente.

«A paz é possível»: para reafirmar esta convicção tinha reunido à sua volta sábado na praça de São Pedro, ao anoitecer do dia inteiramente dedicado ao jejum e à oração, mais de cem mil pessoas que quiseram manifestar um planetário desejo de paz. Com elas e para elas repetiu o urgente grito a pôr fim a qualquer forma de violência e ao mal que ela gera. «A violência e a guerra – foi a sua mensagem – nunca são o caminho da paz».

«Para que serve fazer guerras, tantas guerras, se não se é capaz de fazer esta guerra profunda contra o mal?» perguntou depois o Papa no dia seguinte, falando aos fiéis reunidos para a recitação do Angelus. «Há sempre a dúvida – acrescentou – se esta guerra aqui ou ali é deveras uma guerra devido a problemas ou é uma guerra comercial para vender estas armas no comércio ilegal».

«Estes – explicou – são inimigos que devemos combater unidos e com coerência, sem seguir outros interesses a não ser o da paz e do bem comum». Por fim o Papa Francisco quis agradecer a todos os que, de diversos modos, aderiram à vigília de oração e de jejum.

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paz guerra império indignados

por Yuri Leveratto

Regiões da fronteira do Brasil com a Colômbia estão sendo tomadas por contrabandistas de coltan

Regiões da fronteira do Brasil com a Colômbia estão sendo tomadas por contrabandistas de coltan

O coltan, um conjunto de columbita (nióbio) e tântalo, consiste em um mineral importante para a produção de dispositivos eletrônicos, como telefones celulares, computadores, televisores de plasma, videogames, players de mp3, mp4, GPS, satélites e sistemas eletrônicos para armas de elevada precisão, como as chamadas “bombas inteligentes”. O tântalo é crítico porque é usado na construção e miniaturização dos condensadores eletrolíticos.

Na África, a concorrência para a apropriação de reservas estratégicas de coltan tem causado uma guerra em que, até agora, já morreram cinco milhões de pessoas.

O Congo tem oficialmente 60% das reservas mundiais de coltan, mas o minério é processado principalmente em Ruanda e Burundi, países que o exportam para o hemisfério norte.

no Brasil, está situada a enorme “Área Indígena Alto Rio Negro” (conhecida no Brasil como “Cabeça do Cachorro” por seu formato, que empreende uma área com aproximadamente 106 mil quilômetros quadrados), uma zona da Amazônia cortada pelo Rio Negro e um de seus afluentes, o Rio Vaupés. Lá, absolutamente fora de limites para os cidadãos brasileiros comuns ou dos estrangeiros, há depósitos significativos de ouro (Serrania del Taraira) e reservas consideráveis de coltan, como nas proximidades do Morro dos Seis Lagos.

Regiões de difíceis acesso na fronteira facilitam as ações de grupos criminosos

Regiões de difíceis acesso na fronteira facilitam as ações de grupos criminosos

De acordo com alguns jornalistas brasileiros, dentro da área indígena Alto Rio Negro ocorre a busca e exploração ilegal de coltan, entre outros minerais que estão sendo contrabandeados para a Colômbia, graças aos poucos controles ao longo da fronteira amazônica, que é muito extensa entre os dois países.

Também neste caso, seria apropriado ao governo brasileiro realizar inspeções rigorosas sobre as atividades que ocorrem dentro da área indígena em questão, para evitar que grupos de mineiros ilegais poluam o meio ambiente.

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Cada kilo de coltán que se extrae para la fabricación de teléfonos móviles, GPS, armas teledirigidas, satélites artificiales, les cuesta la vida a dos niños africanos. Naciones Unidas hizo tras una investigación concluyó que se trataba de una guerra dirigida por “ejércitos de empresas” para hacerse con los metales de la zona. En el listado aparecen  Anglo-América, De Beers, Standard Chartered Bank y cien corporaciones más. Empresas como Nokia, Ericson, Siemens, Sony, Bayer, Intel, Hitachi e IBM sacan material de la zona a través de empresas fantasmas. También está metida en el negocio la canadiense Barrick Gold Corporation.

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por Walter Goovar

 

No menos de cinco millones de civiles murieron en el Congo a lo largo de la guerra que ya lleva más de una década. Murieron por el coltán, pero ni ellos lo sabían. El coltán es un mineral raro, y su nombre designa la mezcla de dos minerales estratégicos llamados columbita y tantalita. Poco o nada valía el coltán, hasta que se descubrió que –por su conductividad– era imprescindible para la fabricación de teléfonos celulares, playstations, computadoras, GPS y misiles; y entonces pasó a ser más caro que el oro. Hoy mueren dos niños africanos por cada kilo de coltán que se extrae para la fabricación de estos productos de la sociedad de consumo.

El 80% de las reservas conocidas de coltán están en las arenas del Congo, un país pobrísimo, pero que para su desgracia es riquísimo en minerales, y ese regalo de la naturaleza se sigue convirtiendo en maldición de la historia.

El Congo huele a sangre, enfrentamiento entre etnias, pobreza, esclavitud y sobre todo a dinero. La antigua colonia belga tiene tanta riqueza que con su explotación debería nadar en la abundancia, sin embargo lo que le sobran son guerras. En su territorio alberga en grandes cantidades cobre, cobalto, estaño, uranio, oro y diamantes, casiterita, wolframita y sobre todo coltán.

DE LOS FABRICANTES DE PLAY STATIONS AL CONGO

Mientras el planeta se horroriza ante las atrocidades de la guerra civil en Siria, en África se libra otro antiguo y olvidado conflicto que parece interminable ante el silencio cómplice de los medios de comunicación y las trasnacionales involucradas en la producción de celulares y otros elementos de alta tecnología que requieren coltán. Sólo baja de intensidad de vez en cuando y vuelve a la barbarie cada vez que un fabricante de playstations retrasa la salida de su nuevo modelo aduciendo la falta de ese mineral.

Es la guerra del Congo o del coltán, como la llaman algunos, porque si bien el coltán no fue la razón primera de su estallido, sí lo es de su continuidad. Porque estos minerales de sangre son la riqueza del Congo y a la vez su condena.

Las grandes víctimas de toda esta guerra económica que se está desarrollando en el tercer país más grande de África son, sin duda, los civiles. Cifras impresionantes que nadie sabe por qué, sólo ahora han saltado a la primera plana de los periódicos. Más de cinco millones de personas han sido masacradas desde 1998 en Congo, y desde el Alto Comisionado para los Refugiados de las Naciones Unidas (Acnur) confirman que actualmente hay 1.350.000 desplazados en el interior del país. Las mujeres y niñas son sistemáticamente violadas y empleadas como arma de guerra. Los niños no se salvan de la barbarie: unos son obligados a trabajar en las minas de coltán a mucha profundidad porque son los únicos que caben en ellas; miles de ellos mueren sepultados, de hambre y de agotamiento. Se calcula que por cada kilo de coltán extraído mueren dos niños.

Otros son reconvertidos en niños y niñas soldados; llegó a haber más de treinta mil reclutados y quedan entre tres y siete mil como carne de cañón, según datos de Amnistía Internacional. Los enfrentamientos actuales han puesto de nuevo en marcha este macabro sistema que se lleva a niños de sus aldeas para participar en la guerra. Los que intentan escapar son torturados ante sus compañeros para que sirvan de ejemplo. Hambre, desnutrición, sida, malaria o tuberculosis se suman a una situación alarmante. Por ejemplo, semanas después de que la Corte Penal Internacional condenara al comandante rebelde Thomas Lubanga a 14 años de prisión por reclutar niños soldados, Human Rights Watch cifraba en 149 “kadogos” (así se les conoce en la jerga militar) los secuestrados para luchar junto al grupo M23, liderado en la sombra por Bosco Terminator Ntaganda, lugarteniente de Lubanga que tiene orden de captura por el mismo tribunal.

DESDE EL GENOCIDIO EN RUANDA

Todo comenzó cuando los tutsis de la vecina Ruanda recuperaron el poder tras el genocidio de 1994 que cometieron los hutus. Estos últimos se refugiaron en el vecino Congo temiendo la represalia tutsi.

Agentes encubiertos de Ruanda como Terminator Ntaganda o Laurent Nkunda, ahora en situación de semilibertad en Kigali, fueron enviados junto a sus tropas a masacrar a los hutus que habían cruzado la frontera. Con esa táctica, Ruanda alejó la guerra de su territorio y justificó una ocupación militar en las zonas minerales que el Gobierno congoleño, a 2.000 kilómetros en la lejana Kinshasa, es incapaz de controlar. Ahora la Ruanda del presidente Paul Kagame, también acusado de genocidio en aquellas operaciones de castigo, le ha dado la luz verde a Terminator Ntaganda, que también fue niño soldado.

Gracias a esa constante inestabilidad, el gobierno del Congo ni puede explotar las minas ni mucho menos cobrar impuestos. Y sus vecinos necesitan la guerra para mantener un coltán barato, sin impuestos gubernamentales, gestionado por milicias fácilmente sobornables, como el M23 de Ntaganda, que factura miles de euros semanales en contrabando al mando de una brutal milicia armada con lanzacohetes y fusiles kalashnikov.

LAS TRANSNACIONALES DETRÁS

Hay muchos analistas que apuntan que son las multinacionales, con la complicidad de las potencias internacionales, las que han azuzado el conflicto. De hecho, Naciones Unidas hizo una investigación y las conclusiones fueron que se trataba de una guerra dirigida por “ejércitos de empresas” para hacerse con los metales de la zona, acusando directamente a Anglo-América, De Beers, Standard Chartered Bank y cien corporaciones más.

En el último decenio, las grandes transnacionales Nokia, Ericson, Siemens, Sony, Bayer, Intel, Hitachi, IBM y muchas otras han obtenido el material de esa zona para lo cual se han formado una serie de empresas (la mayoría fantasmas) asociadas entre los grandes capitales, los gobiernos locales y las fuerzas militares rebeldes para la extracción del coltán y de otros minerales como el cobre, el oro y los diamantes industriales.

Entre las más nombradas aparecen la Barrick Gold Corporation, de Canadá, la American Mineral Fields (en la que George Bush padre tenía intereses) y la sudafricana Anglo-American Corporation. El coltán extraído tiene como destino los Estados Unidos, Alemania, Bélgica y Kazajstán, aunque al tráfico y elaboración están vinculadas decenas de compañías. La filial de la alemana Bayer, Starck, es la productora del 50% del tantalio en polvo a nivel mundial.

Todas negaron estar involucradas en la guerra, mientras que sus gobiernos presionaban a la ONU para que dejaran de acusarlas. En el informe de la ONU se exponen un número de empresas europeas que han tenido mucho que ver con el mantenimiento económico de los rebeldes ruandeses para facilitar su comercio de coltán. Ahí aparecen las empresas belgas Sogecom Sprl, Sogem Unicore, o la alemana Masungiro GmbH, las actividades del suizo Chris Huber o la joint-venture holandesa y americana, Eagle Wins Resources. En un circuito que va desde la explotación minera hasta los fabricantes de tecnología como indica esta figura.

Pero ahí no queda todo. Este problema ha abierto, a su vez, un conflicto entre estadounidenses y europeos por el control del coltán. Este enfrentamiento tiene un tercer oponente: China, que firmó el contrato del siglo con el Congo en septiembre de 2007 para explotar durante 30 años los recursos naturales del país africano con un esquema de reparto de dividendos donde China se quedará con el 68% y el 32% restante irá a parar a los congoleños. Los minerales de sangre salen por la frontera hacia Ruanda por carretera o por aire, a la vista de todos, dejando los bolsillos llenos a los corruptos funcionarios congoleños. Desde Goma, vía Kigali, viaja a las zonas fabriles de Shanghai, donde el Gobierno chino no se molesta en preguntar de dónde viene. Y de ahí a nuestros celulares, laptops y tablets.

Quien controle el coltán controla nuestra vida.

Como en el siglo XXI, toda nuestra tecnología depende de que haya un niño allí dando martillazos a una piedra y a un pedazo de tierra que se le viene encima.

 

 

O povo de Minas Gerais, que não tem o nome na lista de Furnas, nem foi contemplado pelo mensalinho, está proibido de realizar qualquer protesto contra a corrupção reinante. Assim decidiu a justiça a pedido do governador tucano, Antonio Anastasia, sucessor de Aécio Neves, e que segue a cartilha de Geraldo Alckmin: Pro povo gás lacrimogêneo, cacetete e balas de boracha.

Depois de Aécio tinha que ser ele

Depois de Aécio tinha que ser ele

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) acatou o pedido do Governo do Estado e determinou que sindicatos não bloqueiem vias de acesso e no entorno do Estádio Mineirão, bem como outros logradouros público do estado. Caso a medida seja descumprida, as penalizadas em multa diária serão de R$ 500 mil. A decisão foi do desembargador Carlos Augusto de Barros Levenhagen.

Na ação, o Governo pede que “a proibição se estenda a todo e qualquer manifestante que porventura tente impedir o normal trânsito de pessoas e veiculos, bem assim o regular funcionamento dos serviços públicos estaduais, apresentação de espetáculos e de demais eventos esportivos e culturais”.

Em sua decisão, o desembargador criticou a atitude de sindicatos, inclusive da Polícia, e afirmou que as entidades estão querendo a “exposição nos veículos de imprensa”. “A interdição de vias urbanas ou frustração de acesso a eventos já programados viola direitos individuais difusos e coletivos da população da capital mineira, a exemplo de outros movimentos grevistas que adotam estratagemas desarrazoados e desproporcionais, sob pretexto de atrair atenção midiática que, em resumo, deveria acontecer pela própria natureza e importância do serviço público afetado, e não pela frustração do direito de locomoção de toda a coletividade”.

Fonte: em.com.br

 

 

Alainet
Joe Mohr

Joe Mohr

 

Extractivismo es la apropiación de enormes volúmenes de recursos naturales o bajo prácticas intensivas que, en su mayor parte, son exportados como materias primas a los mercados globales. Parece estar pasando desapercibido que, según esta definición, el mayor extractivista de América del Sur es Brasil.

Esa situación no siempre es reconocida, ya que cuando se habla de extractivismo en primer lugar se piense en la minería, y en segundo lugar se dirán que los ejemplos destacados son países como Chile, Perú o Bolivia. Las imágenes populares conciben a esas naciones andinas como los líderes mineros continentales, e incluso globales.

La realidad de los últimos años es otra. Brasil se ha convertido en el más grande productor y exportador minero del continente. Este país extrajo más de 410 millones de toneladas de sus principales minerales en 2011, mientras que todas las demás naciones sudamericanas sumadas, se apropiaron de poco más de 147 millones de toneladas. Estos indicadores se basan en la extracción en América del Sur de cobre, cinc, plomo, estaño, bauxita, carbón y hierro (que expresan a los principales minerales por su volumen de extracción y exportación). Es impactante advertir que Brasil extrae casi el triple que la suma de todos los demás países sudamericanos que tienen minería de relevancia (Argentina, Bolivia, Colombia, Chile, Ecuador, Guyana, Perú, Suriname y Venezuela).

Esos enormes volúmenes brasileños se deben especialmente a la apropiación de hierro y bauxita. Pero este país es también el que tiene una de las canastas mineras más diversificadas (además es un importante productor de carbón, plomo, algunos “tierras raras”, etc.). Que Brasil sea el mayor minero continental tampoco es un hecho reciente, y ya en el año 2000 extraía el doble de volumen que todos los demás países sudamericanos.

Como se sabe, por cada tonelada de mineral extraído existen distintas proporciones de una “mochila ecológica”, que representa todo el material no aprovechado. Al sumar esa mochila las cifras de recursos naturales apropiados aumentan todavía más. Este es un indicador importante para el caso del oro, ya que su volumen final es pequeño para incidir en los indicadores de arriba, pero tiene una altísima mochila ecológica (un kilogramo de oro requiere remover 540 toneladas de materia, según el promedio de referencia global), y en muchos casos se lo obtiene por procedimientos muy contaminantes y destructivos (tales como deforestación asociada y uso de mercurio). En este rubro el primer productor sudamericano en 2011 fue Perú (188 toneladas), pero Brasil fue el segundo (con 67 ton), y por detrás le siguieron Argentina y Chile.

El extractivismo en su sentido estricto es mucho más que la minería. La apropiación de grandes volúmenes de recursos naturales o bajo procedimientos intensivos, para alimentar las exportaciones, se repite en otros sectores, destacándose los hidrocarburos y la agricultura. En esos rubros Brasil también es un “campeón”.

Si bien Brasil es actualmente es un productor petrolero de nivel medio (ocupando el tercer lugar en América Latina), y se enfoca en su propio consumo, también es cierto que se está preparando para explotar yacimientos marinos. Su gobierno espera ubicar al país entre las primeras potencias petroleras mundiales.

Los nuevos yacimientos se encuentran en la plataforma costera, a enormes profundidades, condiciones exigentes de perforación, y altas temperaturas. Esa extracción es de un enorme riesgo ambiental, tal como ha dejado en claro el accidente de la plataforma de BP en el Golfo de México en 2010. A pesar de esa catástrofe y de la evidencia sobre esos riesgos, la discusión brasileña está mucho más enfocada en los niveles de las regalías o su distribución, que en sopesar sino sería más sensato una moratoria en ese tipo de extractivismo.

Esto es muy diferente de lo que sucede, por ejemplo, en varias localidades amazónicas, donde la experiencia ciudadana frente a distintos impactos sociales y ambientales, no está dispuesta a aceptar más compensaciones económicas, sino que reclama moratorias.

Finalmente, Brasil también es el líder en el extractivismo agrícola. Actualmente es el primer productor mundial de soya; en la zafra 2011-12 superó los 66 millones de toneladas métricas (en nuestro continente le sigue Argentina con 40 millones ton m). Es también el primer exportador mundial, y buena parte de lo que comercializa lo hace sin procesamiento. Este fenómeno va de la mano con un enorme aumento del área de cultivo, que ha superado los 24 millones de hectáreas.

De esta manera, el extractivismo avanza en Brasil en varios frentes. Si se agrupan la extracción de recursos naturales mineros, hidrocarburíferos y agrícolas, el nivel de apropiación es de recursos naturales en Brasil es escalofriante, y deja muy atrás a cualquier país sudamericano. Ese estilo de desarrollo genera presiones ambientales y sociales fortísimas, que van desde los conflictos en el medio rural al drama ecológico que se observa en el Cerrado o la Caatinga, ecoregiones que pueden desaparecer al convertirse en tierras agrícola-ganaderas.

El extractivismo exagerado hace que la economía brasileña sea muy dependiente de exportaciones como las de hierro o soya para crecer. La proporción de productos primarios aumenta en el comercio exterior y caen las manufacturas. El país se vuelve muy dependiente de las condiciones globales, tales como los precios internacionales de las materias primas o la llegada de inversores extranjeros.

Por estos motivos, un examen riguroso muestra que la economía brasileña se está pareciendo más a la de los países andinos de lo que usualmente asumen analistas convencionales, que una y otra vez dicen que es un ejemplo de industrialización. Es más, durante las dos administraciones de Lula da Silva, la economía se primarizó en lugar de industrializarse.

A diferencia de lo que sucede en otros países sudamericanos, esta expansión del extractivismo no se debe solamente a las inyecciones de capital internacional, sino a los propios fondos internos estatales. El gobierno brasileño empuja decididamente este extractivismo, por medidas directas o financieras (en especial desde su banco de desarrollo BNDES).

Hay varios ejemplos. Petrobrás es una corporación petrolera mixta. Vale, la segunda empresa minera más grande del mundo, si bien es formalmente privada, aproximadamente la mitad de sus acciones depende de los fondos de pensión de los funcionarios del Banco de Brasil, y su principal fuente es el BNDES. Por esos y otros canales, el gobierno tiene amplios poderes de control sobre esa corporación.

Entretanto, el extractivismo agrícola también es apoyado directamente por el gobierno. Este se beneficia del más grande paquete de ayuda financiera estatal del continente (el llamado Plan Agrícola y Pecuario), que para los años 2012/13, totalizó 115,2 miles de millones de reales destinados al crédito, lo que favorece directamente la expansión de la agroindustria exportadora en lugar de los pequeños agricultores.

Esta es una situación de enormes paradojas: una parte nada despreciable del dinero recaudado por el Estado se utiliza en fomentar, apoyar e incluso subsidiar el extractivismo, el que alimenta en primer lugar la globalización antes que las necesidades internas del propio Brasil. En cambio, quedan dentro del país aquella mochila ecológica y otros impactos ambientales, y un amplio abanico de efectos sociales, políticos y económicos.

Son estas medidas de apoyo del extractivismo, la persistencia de una inserción internacional funcional a la globalización, y la contención de la protesta social, las que explican que el gobierno brasileño sea una y otra vez presentado como ejemplo económico a seguir para la economía convencional. Allí se originan las felicitaciones que se encuentran en las páginas de The Economist o en los foros de Davos. Pero si la perspectiva se coloca en la sociedad civil o en la Naturaleza, está claro que Brasil debería dejar de ser el campeón del extractivismo, y comenzar cuanto antes a discutir una estrategia postextractivista.

 Emmanuel Letouzé (Manu)

Emmanuel Letouzé (Manu)