Posts com Tag ‘industriais da seca’

Está na hora do gigante acordar. São Paulo é o maior pib do Brasil, e um estado rico em recursos hídricos.

Faltar água em São Paulo é sacanagem com o povo, muito descaso e desgoverno.

 

ACORDA SÃO PAULO! 

 

água alckmin

 

A maioria dos paulistanos enfrentou problema de falta d’água nos últimos 30 dias, aponta pesquisa Datafolha. O levantamento, divulgado na edição desta segunda-feira (20) do jornal “Folha de S.Paulo”, indica que 60% dos moradores da cidade de São Paulo ficaram com as torneiras secas no período.

A situação é pior para moradores de casas: 67% dos entrevistados disseram ter sofrido com a falta de água nos últimos 30 dias. Já quem vive em apartamentos teve menos dor de cabeça: 26% deles relataram o problema no mesmo período.

Os edifícios de luxo possuem outorga para poço tubular, também conhecido como poço artesiano. A outorga é concedida pelo Estado, para os amigos do rei, e os industriais da seca, que vendem água em caminhões-pipa, e em garrafas e garrafões plásticos. Aqui entram as fábricas de água, a maioria pertencentes a multinacionais.

No Brasil vende-se muito água de poço como água mineral. Também existem poços clandestinos. Tudo indica que o edifício residência de Geraldo Alckmin, um oásis de luxo, possui um poço tubular.

 

Condomínio onde Alckmin tem apartamento mantém 5 piscinas cheias, de acordo com o colunista Chico Felitti: http://uol.com/bjdYkY.

Condomínio onde Alckmin tem apartamento mantém 5 piscinas cheias, de acordo com o colunista Chico Felitti: http://uol.com/bjdYkY.

Vários moradores não usam a piscina coletiva. Os apartamentos de máximo luxo, de dois a três andares, possuem piscina particular.

 

Racionamento decretado em 54 municípios

 

Mais de 5o % dos moradores de São Paulo Capital culpam o governador Geraldo Alckmin pela seca em São Paulo. Este reconhecimento não existia antes do segundo turno, que a Imprensa escondia o racionamento.

Uma em cada cinco cidades do estado de São Paulo que não são abastecidas pela Sabesp já pratica racionamento de água, segundo levantamento feito pelo Bom Dia São Paulo. São 54 municípios nessa situação, de um total de 282 não abastecidas pela companhia.

Outras cinco cidades estudam começar um racionamento em até duas semanas e 12 admitem que falta água em alguns momentos devido à estiagem.

Veja lista das 54 cidades não atendidas pela Sabesp com racionamento já decretado:

Aguaí
Águas de Lindoia
Américo Brasiliense
Araras
Ariranha
Barretos
Batatais
Bauru
Bebedouro
Casa Branca
Cordeirópolis
Cosmópolis
Cravinhos
Cristais Paulista
Cruzeiro
Dobrada
Dois Córregos
Guaiçara
Guararapes
Guarulhos
Indaiatuba
Itápolis
Itapura
Itu
Jardinópolis
Mauá
Mirassolândia
Morro Agudo
Neves Paulista
Nova Odessa
Nuporanga
Paraíso
Patrocínio Paulista
Pereiras
Pitangueiras
Rio das Pedras
Saltinho
Salto
Santa Cruz das Palmeiras
Santa Fé do Sul
Santa Isabel
Santa Rita d’Oeste
São Joaquim da Barra
São José do Barreiro
São Pedro
Sorocaba
Taiúva
Tambaú
Uchoa
Urupês
Valinhos
Vargem Grande do Sul
Vera Cruz
Vinhedo

 

Alckmin embolsa 50% dos lucros da Sabesp e ainda reduz investimentos

 

por Conceição Lemes

na Região Metropolitana de São Paulo, a causa fundamental da crise da água é outra: a decisão política dos sucessivos governos tucanos de não investir em novos mananciais desde 1985, apesar dos estudos e alertas de especialistas.

Não foi por falta de dinheiro em caixa!

Em 2005, o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE), por delegação da Agência Nacional de Águas (ANA),outorgou à Sabesp o uso da água reservada no Sistema Cantareira exclusivamente para fins de abastecimento público (veja o PS do Viomundo).

Pois bem, de 2005 a 2013, os lucros da Sabesp, em valores corrigidos, atingem R$ 13,7 bilhões.Seu patrimônio líquido, R$ 12,9 bilhões. O que significa rentabilidade média neste período (lucro frente ao patrimônio líquido) foi de 11,86%. Os dados são de balanços da própria empresa.

A Sabesp, portanto, é altamente lucrativa e poderia reaplicar os ganhos na ampliação dos serviços à população.

Rentabilidade da Sabesp

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Os lucros de 2005 a 2013 dariam para construir seis vezes o Sistema Produtor de Água São Lourenço, cujas obras tiveram início somente em 10 de abril deste ano.

São Lourenço irá ampliar a capacidade de abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo. A obra ficará pronta apenas em 2019. O investimento total previsto é de R$ 2,21 bilhões.

Ou seja, se desde 2005 a Sabesp tivesse reinvestido parte dos lucros na construção do Sistema Produtor de Água São Lourenço, ele já estaria pronto e evitado a falta de água na Região Metropolitana de São Paulo, mesmo com a forte estiagem.

Mas há outro dado que demonstra que realmente o abastecimento de água não foi prioridade da Sabesp nos últimos anos: a diminuição de investimentos na tanto na Região Metropolitana quanto no interior paulista. Os dados também de balanços da empresa.

Sabesp: Investimento em água no Estado de São Paulo

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Na Região Metropolitana, os investimentos caíram, em valores corrigidos, de R$ 721 milhões, em 2011, para R$ 652 milhões, em 2013. Queda de mais de 9%.

No interior, a diminuição foi de 21%. Em valores corrigidos, em 2011 foram investido R$ 572 milhões; em 2013, R$ 451 milhões.

Detalhe: dos valores investidos pela Sabesp em água em 2013, 30% foram bancados pelo governo federal, via bancos públicos.

De 2005 a 2013, o total investido em água pela Sabesp na Região Metropolitana de São Paulo atingiu R$ 5,1 bilhões. Média de R$ 575 milhões em valores corrigidos.

No mesmo período, no interior, a Sabesp investiu R$ 3,2 bilhões no interior. Média por ano de R$ 359 milhões e uma diferença de 60% a menos em relação à Região Metropolitana.

Daí as perguntas que todos devem estar fazendo: por que o governo Alckmin não exigiu que a Sabesp investisse em novos mananciais, já que estudos alertavam para essa necessidade?

Por duas simples razões: insensibilidade política e falta de planejamento a médio e longo prazos.

Para começar, foi Geraldo Alckmin, lá atrás, quem decidiu vender 49,74% das ações da Sabesp ao mercado.

O governo paulista deteve 50,26% do capital da empresa. Consequentemente, ficou com R$ 6,9 bilhões dos R$ 13,7 bilhões lucrados pela empresa 2005 a 2013. Aos acionistas privados couberam R$ 6,8 bilhões dos lucros.

Alckmin, talvez contando com a ajuda do céu, preferiu embolsar os lucros da Sabesp e engordar os bolsos dos acionistas do mercado a exigir a ampliação da captação de água. São Pedro resolveu não colaborar, fazendo aflorar o descaso e irresponsabilidade dos tucanos.

 

Adán Iglesias Toledo

Adán Iglesias Toledo

Leia também:

Sabesp entope as torneiras de propaganda dizendo que falta d’água é planetária

Alckmin tira o corpo fora. A propaganda tucana convida o povo para que se torne “guardião das águas” e economize.

Seria uma “versão líquida” daqueles fiscais que o ex-presidente José Sarney convocou para monitorar o preço da carne no pasto, nos tempos da inflação descontrolada.

 

Tambores de água e banho de canequinha voltam à cena em SP

A represa Jaguari, localizada na divisa de Minas Gerais, reservatório escolhido por Alckmin para a solenidade de bombeamento do volume morto.

O cenário presenciado é caótico. A represa está praticamente seca. A água só pode ser vista em pontos isolados da região.

Para se ter uma ideia da gravidade da situação, vários moradores para encurtar o trajeto entre os bairros, optam por caminhar dentro do que antes foi o leito da represa Jaguari, uma das duas principais reservas hídricas da Cantareira, o mais importante sistema de abastecimento de água da Sabesp.

Vestígios de casas de um antigo vilarejo, que foi inundado pelas águas quando a represa foi construída, também podem ser vistos no que já foi o fundo do reservatório. Piers que serviam de ancoradouro para os barcos dos moradores dos condomínios de luxo que existem à beira da represa despencam por falta de água.

Viúva, Maria de Lurdes enfrenta a falta de água com a filha, o genro e o neto, de 13 anos, mas considera ainda mais grave o caso de famílias que têm filhos pequenos. “Pra quem tem criança a situação é ainda pior. A gente pode juntar e lavar uma vez por semana, mas quem tem criança pequena faz o quê?” questiona.

Esse é o caso professora de educação infantil Gislaine Ferreira, 35 anos. Mãe de um adolescente de 16 anos e uma menina de um ano e cinco meses, ela ressalta que passa o dia todo fora de casa e que no horário em que retorna não tem água nas torneiras para executar as tarefas do lar. “A gente trabalha o dia todo fora, meu tempo disponível pra fazer as coisas em casa é à noite, mas não posso, porque não tem água. Aí fica complicado.”

“Para onde vai tanto dinheiro”, pergunta, ao se referir à falta de investimentos para evitar o racionamento de água. “Quem tá no comando não vai fazer nada? Vai ficar assistindo? No Palácio dos Bandeirantes não falta água, lá é tudo bem limpinho”, critica.

O aposentado Zélio Pinheiro, de 75 anos, morador às margens da represa Jaguari, também conta que nunca passou por um problema parecido. “Nunca vi uma coisa assim na minha vida. A gente fica preocupado com a água sumindo. Como é que a gente vai ficar?”, pergunta apreensivo.

Mas não só os mais idosos que se preocupam com a falta de água. Os estudantes universitários Caio Custódio, de 18 anos, e sua namorada, Ana Carolina Poleti, de 19 anos, tiraram a tarde do último sábado, 17, para fazer uma visita ao que já foi uma imponente represa. “Antigamente, a gente vinha com os pais aqui, para pescar. Hoje é triste voltar… Nossa… como tá seca”, afirma surpreso. Leia outros testemunhais. E veja vídeo

 Represa Jaguari

Represa Jaguari

 

“Os Marinho preconizam para a Petrobras e Brasil o que Sabesp fez em SP”

A Sabesp, em São Paulo, conforme mostram reportagens do Viomundo e de Carta Maior, fez exatamente o que os Marinhos preconizam para a Petrobrás e para o Brasil.

Afastou o interesse público do comando estratégico da gestão.

Em vez de investir, tucanos distribuíram nos últimos anos cerca de R$ 500 milhões, em média, aos acionistas da empresa.

Sobrou para a sociedade o volume morto da Cantareira.

A partir deste domingo, as torneiras de milhões de residências estarão gotejando neoliberalismo líquido.

A sociedade que emergiu das conquistas sociais e econômicas acumuladas a partir de 2002 não cabe nos limites estreitos que essa lógica oferece.

Dito de outra forma.

A coexistência de um Brasil urgente, disposto a comandar seu próprio destino, é imiscível com a estrutura de riqueza e comunicação simbolicamente condensada no caricato papel que a família Marinho e seus negócios protagonizam no país.

Seu poder desmedido para manipular conflitos, desqualificar projetos e usufruir privilégios distorce e constrange as vozes que precisam ser ouvidas nesse Rubicão da nossa história.

A travessia só se completará de forma emancipadora se o campo progressista souber erguer linhas de passagem feitas de reformas, prazos e metas críveis aos olhos da população.

Trata-se de estender o horizonte da sociedade para além do volume morto, ao qual os campeões da Forbes gostariam de circunscrevê-la. Leia mais. Entenda porque os barões da mídia defendem o Retrocesso. 

Os irmãos Marinho de braços cruzados para a falta de água em São Paulo. O racionamento escondido para eleger Alckmin e Aécio

Os irmãos Marinho de braços cruzados para a falta de água em São Paulo. O racionamento escondido para eleger Alckmin e Aécio

 

As águas e os tucanos: Sabesp segue Sanepar e privilegia acionistas

Para o geólogo e deputado estadual Adriano Diogo (PT-SP), líder da minoria (PT – PSOL – PCdoB) na Assembleia Legislativa de São Paulo, a lógica do lucro na Sabesp é anterior à década de 90, e remonta à época da ditadura militar. “Vem desde o Maluf, mas os tucanos intensificaram a mercantilização da água ao abrir o capital da Sabesp em Bolsa. Isso agudizou o problema, porque os acionistas não querem abrir mão do lucro para se fazer os investimentos necessários, por exemplo, na ampliação dos mananciais.”

Apesar de não ter sido privatizada nos moldes tradicionais, na prática a Sabesp deixou de ser pública. Em 2000, a companhia teve inclusive seu capital acionário aberto na Bolsa de Nova York. “Com a abertura do capital, a companhia deixou de ser uma empresa de saúde pública e virou um balcão de negócios. Só se preocupa com o lucro dos acionistas, que estão muito satisfeitos”, afirma o professor Julio.

Com faturamento anual na casa dos R$ 10 bilhões e lucro líquido em torno de R$ 2 bilhões, a Sabesp tem repassado anualmente a seus acionistas aproximadamente R$ 500 milhões. “Os acionistas estão dando risada, enquanto os usuários choram”, ironiza o professor, ao se referir à falta de água que atinge os moradores da região metropolitana de São Paulo.

O professor conta que dez anos após o capital da companhia ter sido aberto na Bolsa de Nova York, a Sabesp foi premiada nos Estados Unidos por ser a empresa que mais se valorizou no período. “Sucesso financeiro e fracasso completo em saúde pública…”, sentencia.

Lucro X Investimento

Para ele, a abertura das ações na Bolsa de Nova York é um dos principais motivos da falta de investimento na ampliação dos mananciais para o abastecimento de água da população de São Paulo. “Não investe porque só quer ter lucro para repassar aos acionistas. Estar na Bolsa de Nova York é sintomático. A Sabesp entrou na lógica do lucro, deixou de se preocupar com água e saneamento básico, para se preocupar com seus acionistas.”

O deputado petista destaca que o comportamento da Sabesp é diametralmente oposto ao da Petrobras, que também tem ações em Bolsa, mas não abriu mão de investir. “A Petrobras não deixou de fazer os investimentos necessários, tanto é que descobriu o pré-sal”, alfineta. Adriano Diogo também é critico em relação ao valor da tarifa cobrada dos usuários pela Sabesp. “É uma das contas de água mais caras do mundo. Isso é para dar lucro para os acionistas.”

Para o ex-governador do Paraná, senador Roberto Requião (PMDB-PR), “o aumento da tarifa e a fantástica distribuição dos lucros nas bolsas” são consequências da privatização do interesse público. “O objetivo não é mais o saneamento básico e a purificação da água, mas dar lucro aos acionistas. Transformaram a água numa commodity [mercadoria]”, critica.

Requião afirma que o resultado de uma empresa de água deve ser medido pelo serviço que presta à população e não pelo lucro que gera a seus acionistas. Ele teme que seus adversários também abram o capital acionário da Sanepar, a companhia de água e saneamento do Paraná, em Bolsa. Parte dela já havia sido vendida por seu antecessor.

“Empresa de água tem de ser pública. Quando saí do governo, deixei em caixa na Sanepar R$ 1 bilhão. O Beto Richa (atual governador do Estado) chegou e aumentou a participação (dos acionistas) de 25% para 50% e passou a não fazer mais investimentos. O Estado não tem de tirar dinheiro da empresa, tem de reinvestir.”

O governador Beto Richa, do Paraná, é do mesmo partido de Geraldo Alckmin, seu colega paulista: PSDB.

Represa da Cantareira

Represa da Cantareira

 

Dilma: “Fizemos lá (no Nordeste) o que o Alckmin não fez em SP”

No Nordeste, até o final do mandato Dilma deverá entregar 750 mil cisternas como parte do programa Água para Todos.

Segundo a presidente Dilma Rousseff, além de garantir o abastecimento de milhões de pessoas as cisternas reduziram a corrupção, ao eliminar os carros-pipa que eram usados por autoridades para conquistar eleitores. De acordo com Dilma, os carros-pipa que hoje fazem o serviço em casos de emergência são do Exército.

750 mil cisternas no Nordeste

 

 

 

* Uma casa que gasta 100 reais com água por mês deve passar a gastar 1 mil reais 

* Empresa de caminhões-pipa disse que pode chegar a leiloar água

* Os industriais da seca e acionistas da Sabesb vão faturar os tubos

* O tucano Alckmin continua na mentira de que sobra água na torneira

 

Como a crise da água em SP pode secar também o seu bolso

 

 Payam Boromand

Payam Boromand

 

 

por Priscila Yasbek

 

É uma questão de tempo até que a crise de abastecimento de água no Estado de São Paulo chegue ao bolso das famílias paulistas, segundo especialistas e profissionais do setor de recursos hídricos.

Apesar de ser difícil precisar o tamanho do impacto nos orçamentos, Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu, chega a palpitar que o custo da água será dez vezes maior do que o atual. E, caso o problema não seja resolvido, o céu é o limite para o aumento dos gastos.

“Se imaginarmos que vamos ficar sem água, quanto vale um litro? Qualquer coisa. Em um chute eu diria que uma casa que gasta 100 reais com água por mês deve passar a gastar 1 mil reais. Não tem chovido em outubro e a chuva de novembro é esperada com base em dados históricos, por isso eu chutaria que em dois meses o custo da água deve ser multiplicado por dez”, afirma Mattar.

A equação é muito simples: com uma redução na oferta de água e manutenção da demanda, o preço sobe. É a lei da oferta e demanda, quanto maior a demanda e menor a oferta, maior é a pressão sobre o valor do bem em questão.

Ocorre que, como a água é um recurso de necessidade básica os preços não flutuam tão livremente e de maneira tão óbvia quanto o preço de um tomate por exemplo, que sofre uma alta se a safra é ruim e não conta com subsídios.

Como o governo interfere nos preços da água, é difícil estimar com exatidão qual pode ser o comportamento dos preços, já que isso dependerá da forma como será gerenciada a crise daqui para frente.

O problema

A crise de abastecimento afeta a Grande São Paulo e a região de Campinas, onde cerca de 12 milhões de pessoas são abastecidas pelo Cantareira.

Neste momento, a Sabesp está usando o volume morto do Sistema Cantareira para abastecer os lares paulistas, um reservatório que armazena a água que fica no fundo das represas.

O uso dessa primeira reserva de volume morto deve durar até o dia 15 de novembro, segundo a concessionária, e o próximo passo é usar a segunda cota do volume morto. “Mesmo se usado o segundo volume morto, temos água apenas até abril do ano que vem, mas essa previsão pressupõe que ocorra o regime de chuva normal e isso absolutamente não se pode garantir”, diz Helio Mattar.

“O governo afirmava que não havia racionamento, então como é possível não ter racionamento se o volume de água caiu pela metade? É óbvio que há racionamento e ele começou pela periferia, lentamente foi se aproximando do Centro e hoje está em todas regiões”, afirma Mattar. Leia mais

 

eles sabiam

O governo do Estado de São Paulo estava ciente da necessidade de investir em reservatórios de água há 10 anos. Os relatórios já indicavam que a dependência do sistema Cantareira seria prejudicial em caso de seca extrema. O que foi feito desde 2004? Nada.

 

ONU

 

Dilma ofereceu ajuda ao governo tucano, mas não houve interesse em dar andamento às obras. Relatórios internacionais mostram que a falta de água em São Paulo é consequência da falta de planejamento do governo estadual. É assim que o PSDB planeja governar o Brasil?

 

deserto cantareira

O oásis tucano de Alckmin

O oásis tucano de Alckmin

Condomínio onde Alckmin tem apartamento mantém 5 piscinas cheias, de acordo com o colunista Chico Felitti: http://uol.com/bjdYkY

 

 

água ouro segurança

 

A Sabesp vende ações na bolsa de Nova Iorque. Proprietários de poços artesianos negociam água. Donos de frota de caminhões-pipa abastecem palacetes e condomínios de luxo. Fábricas aumentaram o engarrafamento de água mineral. São Paulo é um estado rico em recursos hídricos: O mapa recortado por rios perenes, cascatas, fontes e aquíferos.

São Paulo, dispõe do segundo maior aquífero do planeta, é um estado exportador de água para o Brasil e exterior.

Água apenas falta nas torneiras dos pobres e da baixa classe média, que fazem fila para encher baldes nas torneiras dos caminhões-pipa. A água gratuita está garantida até o dia das eleições, que Alckmin precisa eleger Aécio.

A discussão do dia, se a água vai faltar antes ou depois de novembro, um bate-boca para despistar os bobos. A justiça PPV, existem 360 desembargadores no TJ-SP, carece intervir. Água é alimento, disse a ONU. Negar água ao povo, um crime de lesa humanidade. As outorgas estaduais e da ANA, prostituta respeitosa, precisam ser revistas.

Veja o valor das dez maiores empresas

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Jornal Hoje – Mais de 40 cidades de São Paulo enfrentam problemas no abastecimento de água. A forma que muitos moradores e empresários encontraram para não ficar sem é comprar água de empresas que têm poços artesianos.

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Quase oito milhões de pessoas têm motivos para se preocupar com a falta de água. O Sistema Cantareira, que abastece quase a metade da população da Grande São Paulo, está no nível mais baixo da historia: 3,9%. Hoje, tem apenas 40 bilhões de litros de água do primeiro volume morto. Ainda restam mais 106 bilhões de litros de uma segunda reserva que, agora, pode ser usada.

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O governo de São Paulo conseguiu derrubar na Justiça a liminar que impedia a retirada de água desse segundo volume morto. O uso das reservas técnicas só é possível com a transferência da água de um reservatório para outro.

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O Sistema Cantareira tem seis represas interligadas por 48 quilômetros de túneis. A Atibainha, em Nazaré Paulista, por exemplo, chegou na quinta-feira (16) ao nível zero pelo sistema de captação atual, mas ainda tem 26 bilhões de litros estocados.
De acordo com a Sabesp, a água é suficiente para garantir o abastecimento até março do ano que vem, mas casas, prédios e indústrias de São Paulo já têm sido obrigados a recorrer aos caminhões-pipa.

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“Uma pessoa que compra um caminhão-pipa de água tem que procurar saber a procedência, se ela realmente vem de um poço artesiano, se existe uma análise de água, se ela tem os padrões de potabilidade”, alerta Carlos Alberto de Freitas, presidente da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas

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Saber se a água que sai debaixo do poço é de boa qualidade é só o primeiro cuidado. É preciso conferir também como está a manutenção do reservatório, da tubulação e ter certeza de que o tanque do caminhão-pipa, que leva a água até a casa, está limpo, não está enferrujado e se está livre de bactérias que possam fazer mal para a saúde.

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O movimento de uma empresa que vende água de poços artesianos dobrou desde o último fim de semana. O preço também. O dono garante que a água é de qualidade. “Em um dia do mês, nós atestamos todos os caminhões, pegamos amostras da água que já está dentro do tranque e fazemos o laudo”, afirma Antonio Belentani Neto, dono da empresa.

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Algumas empresas que vendem água de poço artesiano aumentaram bastante o preço. Um caminhão com 20 mil litros pode custar de R$ 500 a R$ 1.700.

água

Moradores das zonas Norte e Sul de São Paulo ouvidos pelo G1 nesta quinta-feira (16) dizem que já estão ‘acostumados’ com a falta d’água em suas casas. Uma dona de casa de 50 anos contou que o problema já virou ‘rotina’.

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“A gente vai se acostumando, já que não chove nunca. Já até virou rotina pra gente ficar sem água. Tem que ficar tomando banho de caneca”, lamentou Maria da Silva, que vive no bairro da Pedreira, na Zona Sul.

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Maria disse que, normalmente, falta água em sua casa todas as noites, mas que a situação se agravou nas últimas semanas. “Está tendo muita falta d’água. Uma vez foram dez dias, e dessa vez foram oito. Já estou todo esse tempo com torneira seca”, informou.

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No outro extremo da cidade, em Lauzane Paulista, na Zona Norte, a situação rotineira do comerciante Marco Aurélio Ferreira é praticamente igual a de Maria. “Normalmente a água para de chegar sempre de noite. Eu chego às 21h e já não tem mais, aí fica até de manhã. A gente já até se acostumou”, disse.

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“Fora essa rotina de não ter água de noite, não está tendo água desde ontem de manhã. Dessa vez já estamos há um dia inteiro sem água. O mais incrível é o governo falar que não tem racionamento. Tem sim, e muito”, completou Ferreira.

 

O drama de oito milhões de paulistanos

 

justiça água

Contribuições foram enviadas através do VC no G1.

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Quinta-feira (16): Denílson Pandolfo – Vila Clarice (Pirituba)
“Estamos nesse racionamento desde janeiro. Sempre no período da noite entre 6h e 18h não tem água e, quando vem, vem sem pressão e não enche a caixa. Há três semanas, a água começou a acabar à noite e ficamos sem durante o dia inteiro, já ficamos dois dias sem água. Quando ligamos para a Sabesp, dizem que é manutenção. O pessoal precisa pegar água da caixa d’água do condomínio com baldes para levar aos apartamentos diariamente. A gente sabe do problema. Eles podiam avisar que tem um rodízio, não mentir e falar que está em manutenção ou que não tem. É uma situação desagradável.”

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Quinta-feira (16): Marco Aurélio Ferreira – Lauzane Paulista (Zona Norte)
“Normalmente a água para de chegar sempre de noite. Eu chego às 21h e já não tem mais, aí fica até de manhã. A gente já até se acostumou. Fora essa rotina de não ter água de noite, não está tendo água desde ontem de manhã. Dessa vez já estamos há um dia inteiro sem água. O mais incrível é o governo falar que não tem racionamento. Tem sim, e muito”.

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Quinta-feira (16): Maria da Silva – Eldorado (Zona Sul)
“A gente vai se acostumando, já que não chove nunca. Já até virou rotina pra gente ficar sem água. Tem que ficar tomando banho de caneca. Está tendo muita falta d’água. Uma vez foram dez dias, e dessa vez foram oito. Já estou todo esse tempo com torneira seca”

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Quarta-feira (15): Nair de Souza Brun – Jardim Piratininga (Zona Sul)
“Na sexta, a água acabou, mas voltou depois. No sábado já não tinha mais. Ela só voltou hoje, umas 9h. Quando ligamos para reclamar, eles disseram que estavam fazendo reparos na rede. Mas, no meu entender, o racionamento já está acontecendo, sim. Tem dia em que a água vai e volta. Há um mês faltou três dias direto. Acho que se eles divulgassem o cronograma seria melhor, porque aí você se prepara um pouco”.

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Terça-feira (14): Maria Conceição Faustino – Americanópolis (Zona Sul)
“Nós estamos super revoltados, estamos comprando água mineral para tudo, para usar no banheiro, para lavar louça. Nós somos chiques, estamos tomando banho com Bonafont. Meu filho tem Síndrome de Down, tem que ter um cuidado extra com a higiene, e a roupa dele está suja desde sábado. Acabou a água até do mercado, está todo mundo comprando. E eu sou uma pessoa que economiza não por causa dos 20%, mas pela consciência”

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Terça-feira (14): Vileide Bueno – Americanópolis (Zona Sul)
“Eu estou gastando de R$ 50 a R$ 60 por semana com água mineral. Para banho, para louça, para escovar os dentes, tudo. É um dinheiro que faz muita falta. Você liga na Sabesp, eles falam que domingo à noite volta, aí ligamos ontem, diz que vinha ontem. Hoje de novo, e ainda não veio. Os vizinhos estão todos revoltados”

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Terça-feira (14): Valdira Santana – Santana de Parnaíba
“Estou há nove dias sem água. Liga na Sabesp, e eles não dão a mínima atenção para a gente, colocam uma gravação. É um absurdo, é uma vergonha. E eu não sei mais o que fazer para economizar, faço tudo o que mostram e falam para fazer. Eu só estou fazendo comida porque estou comprando água. A higiene pessoal não tem condição, está um absurdo”

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Segunda-feira (13): Alessandra Coelho – Campo Limpo (Zona Sul)
“Todos os dias, de noite, a gente fica sem água. Nesse final de semana ficou durante o dia também sem água. Fiquei das 20h do sábado até as 5h de segunda. A gente vai guardando água. Vou estocando em containers, em baldes, e vou me virando assim. E ainda tem que comprar água potável pra beber”.

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Segunda-feira (13): Gabriela Mendes – Jardim Conceição (Osasco)
“Normalmente o abastecimento para na sexta, de noite, e fica sem água até domingo de madrugada. Isso era o normal, mas agora estamos desde quinta sem água e ainda não voltou hoje, segunda. Está difícil, não tem água pra beber, pra tomar banho, pra dar banho nas crianças. Estamos tendo que comprar água. Meu marido ligou lá e a Sabesp disse que não tem água pra mandar”.

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Segunda-feira (13): Valter Fernandes Teixeira – Vila Dirce (Carapicuíba)
“Você não tem água pra lavar o rosto, pra escovar o dente. Trabalhei o dia inteiro ontem, naquele sol, a roupa chega a grudar no corpo. Aí cheguei em casa e não pude tomar um banho, tive que ir na casa da minha mãe. Está faltando com frequência, normalmente é de dia, às vezes volta de noite. Tem dia que não volta. Aí tem que ficar estocando”.

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Segunda-feira (13): Daniele Reis – Vila Santa Catarina (Zona Sul)
“Desde sexta-feira está assim, sem água direto. Normalmente para de dia, e volta a noite, de madrugada. Enche a caixa e no dia seguinte está sem de novo. Mas dessa vez não voltou ainda, ficou direto. No final de semana tivemos que comprar água, tem um pingo só pra tomar banho, aí não tem pra beber, pra cozinhar”.

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Segunda-feira (13): Tainá Andrade – Americanópolis (Zona Sul)
“Todos os dias durante a noite ficamos sem água, mas esse final de semana está direto. Desde sábado até agora estamos sem água, não voltou ainda. Final de semana todo sem nem uma gota. Tivemos que comprar água pra beber e pra poder fazer comida. De resto, ficamos sem fazer, a louça está amontoada na pia, tudo.”

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Segunda-feira (13): Caíque Ferreira – Jardim Santa Terezinha (Zona Leste)
“Estamos sem água desde sexta. Segundo a Sabesp, tiveram que fazer um conserto, mas não informaram onde e nem quando a água voltaria”.

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Segunda-feira (13): Joraci Veiga – Casa Verde (Zona Norte)
“Não é a primeira vez, nos últimos dois meses já foram várias vezes. Mas dessa vez está mais tempo. Desde sábado, acordei de manhã, fui pro banho e não tinha água. Hoje ainda não fui trabalhar porque estou sem banho. Parece que a água voltou na rua, mas ainda não chegou aqui porque a pressão está muito baixa. De que adianta mandar água com pressão fraca?”

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Segunda-feira (13): Ligia Silva Frazão – Luz (Centro)
“Hoje cedo abri a torneira e não saía água. Creio que esteja desde ontem, por que pra caixa do prédio ter secado, é porque não vem água da rua já faz tempo. Eu tenho duas crianças pequenas, a gente não se preparou nem nada, a Sabesp tinha que avisar quando for fazer isso. Meu marido ligou lá e eles assumiram que não tem água, disseram que é ‘uso excessivo de água na região”.

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Segunda-feira (13): Juliana Barbosa da Silva – Parque Santa Tereza (Carapicuíba)
“Ficamos sem água de sexta feira das 12h até domingo às 20h. Aí agora de manhã, umas 10h30 acabou e não voltou mais. Entrei em contato várias vezes [com a Sabesp], disseram que tinha passado o limite de gasto de água da região. Mas ninguém nos avisou disso. Agora, quando ligamos colocam uma gravação afirmando isso. Ela volta bem fraca, demorou um tempão para encher a caixa. É difícil, porque praticamente não podemos tomar banho, mal tínhamos como fazer comida. Precisamos tomar banho frio para poder cozinhar”.

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Segunda-feira (13): Marcília Olivieri – Granja Viana (Cotia)
“Desde ontem por volta das 10h [falta água] e até agora ainda não voltou. Eu e outros moradores entramos em contato com a Sabesp, que diz que não tem problemas de abastecimento de água na região. A gente já está acostumada a isso, sempre falta água aqui. É o racionamento que não existe, mas existe. Não dei banho na minha bebê hoje, não consegui nem lavar a louça”.

Admitir falta d’água só depois da eleição é “estelionato eleitoral do PSDB”, diz Padilha

 

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O ex-ministro da Saúde discursa em frente a fábrica da Volks em São Bernardo do Campo (SP)

O ex-ministro da Saúde discursa em frente a fábrica da Volks em São Bernardo do Campo (SP)

 

por Rodrigo Rodrigues / Portal Terra

Candidato derrotado ao Governo de São Paulo, o ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), chamou de “estelionato eleitoral do PSDB” o depoimento da presidente da Sabesp na CPI da Câmara Municipal, onde a mesma admitiu que a primeira leva do volume morto de água só deve durar até meados de novembro.

Segundo Padilha, o governador Geraldo Alckmin escondeu a real situação do Sistema Cantareira do contribuinte paulista durante toda a campanha para colher dividendos eleitorais.

“O governador Geraldo Alckmin não foi transparente durante toda a crise. Vocês vão se lembrar que no último debate ele teve a coragem e desfaçatez de dizer que não faltava água em São Paulo e, passado o primeiro turno, começou a ficar escancarado o estelionato eleitoral dele e o tamanho real do problema. Naquela ocasião, vários bairros já estavam sem água na periferia de São Paulo, em Osasco e Itapevi, por exemplo. Visitei a região de Campinas hoje e já há bairros que há uma semana não recebem água. É uma situação que só prova o estelionado eleitoral do PSDB”, declarou o petista, que na noite desta quarta-feira (15) esteve em evento da presidente Dilma com professores da rede pública de ensino.

Sobre as pesquisas de intenção de voto que dão empate técnico entre Dilma e Aécio Neves (PSDB), o candidato derrotado do PT em São Paulo diz que o eleitor não pode levar em conta esses números na hora de decidir o voto.

Segundo Padilha, os institutos de pesquisas perderam a capacidade de mostrar a real situação da intenção de voto dos brasileiros no País inteiro, em virtude dos erros cometidos no segundo turno.

Para o petista, as pesquisas do Instituto Paraná Pesquisas e do Instituto Sensus, que colocam Aécio Neves muito na frente de Dilma, foram desmontadas pelos próprios Datafolha e Ibope divulgados nesta quarta – e que dão empate técnico de 51% para Aécio e 49% para Dilma Rousseff:

“São pesquisas com critérios bem duvidosos, que já foram desmontadas. O primeiro turno mostrou que as pesquisas hoje têm muita dificuldade de captar a realidade da decisão do voto do eleitor. Fui fortemente prejudicado com as pesquisas que foram divulgadas aqui no estado de São Paulo. Me tiraram trinta dias da cobertura dos telejornais por conta dessas pesquisas e, na reta final, não mostraram que estávamos brigando com o segundo colocado para ir ao segundo turno. Mais uma vez parece que o indicador mais fidedigno atual é o Databolsa. Porque toda vez que a Dilma cresce ou vai bem no debate, a Bolsa de Valores cai no outro dia pela manhã”, destacou Alexandre Padilha.

O ex-ministro da Saúde diz que está convencido de que a briga pela vaga de presidente da República no segundo turno se dará em São Paulo e a intenção do PT é buscar os eleitores que voltaram em Marina Silva na primeira etapa.

“Queremos mostrar que o projeto que o PSDB tem para o País não deu certo em São Paulo e não dará certo no restante do Brasil. Vejam o problema da falta d’água, do transporte e da violência. As urnas fizeram do PT um fiscalizador incansável do que acontece em São Paulo e nós vamos continuar cobrando os tucanos pelas coisas ruins que estão acontecendo. A crise da falta de água não é uma preocupação do PT, mas da população que já faz fila para encher os baldes em várias cidades do interior do Estado”, declara o petista.

Giacomo Cardelli

Giacomo Cardelli

 

Estadão – A falta d’água já atinge 13,7 milhões de pessoas em 68 municípios de São Paulo, fora a capital. Desses, 38 já adotaram o racionamento, três estão em situação de emergência e um em calamidade pública.

[Na Grande São sofrem com a crise as populações de Arujá, Barueri, Arujá, Biritiba Mirim, Caieiras, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Diadema, Embu das Artes, Embu-Guaçu, Ferraz de Vasconcelos, Francisco Morato, Franco da Rocha, Guararema, Guarulhos, Itapecerica da Serra, Itapevi, Itaquaquecetuba, Jandira, Juquitiba, Mairiporã, Mauá, Mogi das Cruzes, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Poá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Salesópolis, Santa Isabel, Santana de Parnaíba, Santo André, São Bernardo do Campo,   São Caetano do Sul, São Lourenço da Serra, Suzano,Taboão da Serra, Vargem Grande Paulista]

Grandes cidades do interior, como Campinas, Piracicaba e Americana sofrem com a falta de água, mas não assumiram o racionamento.

Em Bauru, 158 bairros vão conviver com rodízio que começou na quarta-feira. A comerciante Rosana Domingues está comprando água para consumo. Já a cidade de Americana adotou anteontem o rodízio entre os sistemas de captação para preservar os reservatórios, mas não admitiu o racionamento oficialmente. O procedimento vale para toda cidade.

Em Piracicaba, desde o início do mês, pelo menos 20 bairros – mais de 100 mil pessoas – ficaram sem água. Moradores alegam que há um rodízio disfarçado.

Com racionamento desde fevereiro, Itu está sendo abastecida precariamente com a compra de três milhões de litros de água por dia em outras cidades.

Em Franca, a seca reduziu em 45% a vazão do Rio Canoas – o principal manancial da cidade – e em 65% a do Córrego Pouso Alegre. Ontem, ao visitar o Canoas e saber que os cortes de água começariam, o vereador e pastor Otávio Pinheiro (PTB) rezou pedindo chuva, com outros 12 vereadores e o diretor da Sabesp, Rui Engracia. “Fiquei muito assustado quando vi aquela situação, com o rio baixo e cheio de terra”, justificou.

Na cidade, a Sabesp não assumiu oficialmente o racionamento, mas divulgou uma lista com dezenas de bairros que estão tendo o corte de água.

O município de Cruzeiro, no Vale do Paraíba, adotou o racionamento anteontem, em razão do baixo nível dos Rios Batedor e Passa Vinte. Com o rodízio, o abastecimento fica interrompido durante 24 horas, em dias alternados. A telefonista Ana Cristina Ribeiro, moradora da Vila Brasil, foi avisada que ficará sem água a partir das 7 horas de hoje. “Como só tenho uma caixa, pedi à minha mãe para encher os baldes, pois não sabemos quando a água vai voltar.” Segundo ela, a cidade tem bairros altos que já estão sem água há mais tempo.

Moradores de Redenção da Serra reclamam da interrupção no abastecimento e da qualidade da água. A Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia do Rio Paraíba do Sul (Agevap) prevê que as represas que abastecem a região podem entrar em colapso em novembro, se não vierem chuvas em volume suficiente para recuperar os mananciai.

 

água sao paulo deserto sertao

Bruno Calixto  e Aline Imercio, em 16 de junho último, previam: “Verão de 2015. As filas para pegar água se espalham por vários bairros. Famílias carregam baldes e aguardam a chegada dos caminhões-pipa. Nos canos e nas torneiras, nem uma gota. O rodízio no abastecimento força lugares com grandes aglomerações, como shopping centers e faculdades, a fechar. As chuvas abundantes da estação não vieram, as obras em andamento tardarão a ter efeito e o desperdício continuou alto. Por isso, São Paulo e várias cidades vizinhas, que formam a maior região metropolitana do país, entram na mais grave crise de falta d’água da história.

A cena não é um pesadelo distante. Trata-se de um cenário pessimista, mas possível, para o que ocorrerá a partir de novembro. Moradores de São Paulo sentem, hoje, o que já sofreram em anos anteriores cidadãos castigados pela seca em Estados tão distantes quanto Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Pernambuco. A mistura de falta de planejamento, administração ruim, eventos climáticos extremos e consumo excessivo ameaça o fornecimento de água em cidades pelo Brasil todo. O episódio ensina lições aos governos. E exige respostas para perguntas que todo cidadão deve fazer a si mesmo e aos candidatos nas próximas eleições”.

 

Jbosco

Jbosco

O povo deve suas cobranças agora. Que a campanha do segundo turno continua com Geraldo Alckmin pedindo votos para Aécio Neves. Alckmin acaba de se reeleger governador, garantindo que não ia faltar água. A mídia escondeu a calamidade anunciada. E Alckmin continua na mentira. Disse ontem: “É óbvio que não estamos utilizando [a 2ª cota]“, afirmou o governador. “Se nós temos ainda 40 bilhões de litros de água da primeira reserva técnica, porque você vai entrar na segunda? Não tem sentido, é um tecnicismo”, afirmou.

A captação apontada pela ANA na represa de Atibainha é ilegal, já que a Justiça Federal proibiu em decisão liminar a captação da segunda cota do volume morto. “Estamos já com o pedido para derrubar a liminar no Tribunal mostrando todos os argumentos”, afirmou o governador.

Declaração sobre fim da água

 

endupido alckmin
Alckmin disse ainda que a afirmação da presidente da Sabesp, Dilma Pena, sobre o fim da água em meados de novembro caso não chova, está deturpada.

“Quero deixar claro o seguinte: foi deturpada a afirmação da presidente da Sabesp, doutora Dilma, desinformando a população. Nós temos uma primeira reserva técnica, com 40 bilhões de metros cúbicos de água, e temos uma segunda reserva técnica, também já preparada, as obras estão praticamente prontas, com 108 bilhões de metros cúbicos de água, isso só falando no Cantareira”, disse o governador com cinismo.

Na quarta-feira (15), a presidente da Companhia de Saneamento Básico do estado de São Paulo (Sabesp), Dilma Pena, disse que, se a chuva continuar escassa, a primeira cota do volume morto acabada em “meados de novembro”. “Nós temos uma disponibilidade suficiente para atender a população nesse regime de chuvas até meados de novembro”, disse a presidente da Sabesp aos vereadores.
Após ter criticado a repercussão das declarações de Dilma Pena, Alckmin foi questionado sobre qual seria o prazo para o fim da água. “Não tem data, não tem data”, disse. “Não vai acabar a água. Vai acabar uma reserva técnica. E se acabar há uma segunda reserva técnica muito maior”, disse o governador.
Lembrado sobre a ausência de chuvas até agora, Alckmin mostrou que conta com a ajuda do tempo para afirmar que não há prazo previsto para o fim da primeira cota. “E não vai chover mais?”, questionou o governador.

Escolas sem água 

 

Svitalsky Bros

Svitalsky Bros

De acordo com levantamento da Prefeitura, 34 escolas e 15 unidades de Saúde relatam problemas de desabastecimento. Por causa da falta de água, a administração municipal precisou recorrer à contratação de caminhões-pipa.

Em entrevista à Rádio Estadão, Dilma Pena, presidente da Sabesp, afirmou que não há risco de aulas serem suspensas por causa da falta de água. “A Sabesp está preparada para, em uma eventualidade, resolver o problema”, afirmou.

 

Moradores fazem fila para pegar água de caminhão-pipa na capital paulista

 

Jardim Novo Pantanal, na zona sul estava sem água há seis dias

 

Jornal Hora do Povo – Os moradores do Jardim Novo Pantanal, na zona sul da capital paulista, que estavam sem água nem mesmo para beber há seis dias, contaram com o apoio de Fabio Roberto dos Santos, trabalhador de uma empresa de carros-pipa, que desviou um dos caminhões para o bairro, na tentativa de matar a sede dos vizinhos.

Mesmo correndo o risco de ser demitido, o motorista, que é morador do bairro, levou o caminhão para distribuir 16 mil litros de água mineral aos seus vizinhos.

A princípio Anderson Herrmann Hudson, dono da empresa, pensou em demitir o funcionário, mas após Fabio explicar a atitude desesperada para garantir água a sua vizinhança, Hudson mudou de ideia e disse que vai reembolsar o funcionário.

“Minha empresa tem que servir à comunidade. E não vejo melhor maneira que essa, de levar água a quem precisa, em meio a essa crise que estamos vivendo”, disse.
A falta de água se generalizou pela cidade e a blindagem feita durante a campanha eleitoral que reelegeu Geraldo Alckmin governador não mais se sustenta.

As queixas de falta d’água se espalham por todas as regiões de São Paulo. Moradores de da Aclimação, Cambuci, Consolação, Vila Mariana, Mirandópolis, Ipiranga, Pacaembu, Limão, Brasilandia, Vila Nova Cachoeirinha, Cidade Tiradentes, Jardim Eliana, Jardim Romano, Vila Guarani, Jardim Ângela, Lapa, Perdizes, Pompéia, dentre outros bairros tem ficado com as torneiras vazias. Em alguns durante as noites (20h às 6h) e outros por dias como o Jardim Novo Pantanal, Lapa e quase toda a zona norte da cidade.

Na Lapa ironizam o discurso da Sabesp que imperou até agora. “Minha caixa-d’água parou de encher. Mas eles não fazem racionamento, né? Administram a água”, diz a consultora Maria Forni que passou o fim de semana sem água.

No Jardim Eliana, no Grajaú, zona sul, o músico Leandro Bastos de Andrade conta que “depois da meia-noite tem faltado água todos os dias”. Depois das 20h só sai ar das torneiras”, ironizou o sociólogo Gérson Brandão Júnior, morador do Jardim Romano, Zona Leste.

As queixas de falta d’água, antes frequentes entre moradores e comerciantes de bairros localizados em pontos mais altos e ou periféricos da capital paulista, se espalham e agora atingem residências por toda a cidade. A crise hídrica está afetando até o Parque do Ibirapuera, na Zona Sul, que ficou sem água nos bebedouros e banheiros no final de semana.

O nível do Sistema Cantareira, responsável por abastecer 6,5 milhões na Grande São Paulo e em parte do interior apresentou mais uma queda passando de 4,5% terça-feira para 4,3% quarta-feira, registrando a pior marca de sua história. No mesmo período no ano passado o reservatório funcionava com 38,3 %de sua capacidade.

A presidente da Sabesp, Dilma Pena, admitiu na segunda-feira (15) em depoimento na CPI que investiga o contrato entre a Sabesp e a prefeitura de São Paulo, na Câmara Municipal que São Paulo passa “por uma grave crise” e que se a situação permanecer como está a água pode acabar em meados de novembro. Mesmo com diversos relatos a Sabesp afirma que apenas de 1% a 2% da população tem sofrido interrupções de abastecimentos.

 

Motorista de caminhão-pipa vira “Robin Hood” da água em São Paulo

agua agora

Como é que a gente diz que não há gente boa no Brasil

por Fernando Brito

Leiam esta matéria sensacional do Agora São Paulo sobre Fábio Bahia, motorista de um caminhão- pipa, e seu patrão, Anderson Hudson, dono da Hudson Entulhos.
O motorista encheu o tanque do caminhão com água, pagando do próprio bolso, para distribuir aos vizinhos de um bairro modesto. E seu patrão, que não gostou de ver o caminhão desviado do serviço, parou, pensou e achou que sua empresa fazia muito bem ajudando as pessoas e ainda reembolsou o gasto do motorista.
Gente bacana, de bom coração, tem muita em São Paulo, gente que está muito longe do ódio doentio que alguns manejam na rede.
E da irresponsabilidade com que o povo de São Paulo está sendo tratado pelos seus governantes.

 

 

Falta d’’água se espalha e atinge residências em toda SP

 

água fila

Revista Exame/ Estado de S. Paulo: A falta d’’água que virou queixa frequente de moradores e comerciantes de bairros em pontos mais altos da capital se espalhou e, agora, atinge residências por toda a cidade. A crise hídrica está afetando até o Parque do Ibirapuera, na zona sul, que ficou sem água nos bebedouros.

Desde o último fim de semana, moradores de Perdizes e Pompeia, na zona oeste, da Aclimação, Cambuci, Consolação e Pacaembu, na região central, Limão e Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte, e Vila Guarani e Jardim Ângela, na zona sul, ficaram com as torneiras vazias à noite e até durante o dia pela primeira vez.

Foi o que aconteceu nesta terça-feira, 14, com o empresário Celso Cury, de 37 anos, dono do restaurante árabe Casa Cury, em Perdizes. Por volta do meio-dia, ele se viu diante de um relógio de água que girava, mas o líquido não saía.

“Se isso continuar acontecendo, vamos ter de mudar o cardápio e servir só os sanduíches. Assim, não vou precisar usar tantas panelas”, diz Cury. Outro plano do empresário, caso a crise se agrave, é antecipar as férias dos funcionários.

Os paulistanos que foram aproveitar o calor no Parque do Ibirapuera encontraram os bebedouros do local secos durante o dia de ontem. Procurada, a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente confirmou o problema.

A AMA Vila Palmares, na zona norte, teve de ser socorrida por caminhões-pipa para não fechar as portas. Segunda a Secretaria Municipal de Saúde, a unidade ficou sem água na segunda-feira e ontem.

Na segunda, as torneiras secaram às 15 horas na Rua Augusta, na região central da capital. “A água só voltou de madrugada e hoje está fraca. Tenho medo que falte de novo, porque temos movimento 24 horas por dia aqui, conta o gerente do BH Lanches, Evandir Barbosa de Lima, de 57 anos.

Seca. No último sábado, das 7 horas às 20h30, a água não chegou ao salão de cabeleireiro onde trabalha Danilo Vicente José, de 31 anos, localizado na Rua Reims, no Limão, zona norte. “Faltou água durante o dia inteiro, da hora que abrimos até quando fechamos o salão.”

Ficar sem água durante a noite já era uma realidade para Andrea Gattoni, de 47 anos, proprietária do Hostel Traipu, no Pacaembu, na região central. Mas, desde anteontem, a água tem voltado com menor pressão e está prejudicando o funcionamento dos banheiros do local. “Temos dez banheiros, mas só estamos usando um. A pressão da água está prejudicando as válvulas (dos sanitários).”

 

Situação é pior do que o admitido

 

O número de pessoas sem água já triplicou

O número de pessoas sem água já triplicou

 

Fernando Brito: É estarrecedor que uma empresa pública, com um corpo profissional ao qual não faltam qualidades técnicas, esteja fazendo o que faz a Sabesp em São Paulo.

Sua presidente, a D. Dilma Pena, serrista de quatro costados, admitiu hoje na CPI da Água que era “mentirinha” a declaração do governador – às vésperas da eleição – de que havia água suficiente para atravessar o verão e que a água acaba em “meados de novembro”. 

Eros José Alonso, Faculdade Cásper Líbero: Tem otário para tudo nesse mundo. Tirar a água do Paraíba porque se o Estado tem águas internas como a Rio Paranapanema? O problema é que obras que deveriam ter sido feitas há 10 anos não foram e o dinheiro que era para as obras foi transformado em 7 bilhões de lucros na ações da Bolsa de NY onde valorizaram 612% em 10 anos. Essa é a cara real da PPP, o empresário fica com o lucro, o governo com as despesas e o povo com as consequências. Administração Temerária em Empresa Pública de profundo interesse social, de segurança pública e de saúde pública, sem falar no bem estar social. É o que o setor privado administrando o interesse público. É caso de Estatização da Sabesp sim.

Reinaldo Nunes: O prejuízo não fica com o governo fica com o contribuinte. Água é bem de necessidade vital e estratégica para qualquer povo. Exige do estado planejamento e altos investimentos para a ampliação do sistema. Então a Cia. de Águas de qualquer Estado tem que ter por foco a sua população, com tarifas justas. Assim, repassar lucros para “acionistas” é trair a população.

Lenyra Rique da Silva, UFPB: E este Alckmin foi eleito pelo povo sedento de S. Paulo. Se deixou enganar, que era por falta de chuva. Sei que Padilha denunciou muitas vezes o problema, e o governador reeleito com mais de cinquenta por cento dos votos enganou como quis. Pergunto: o paulista sabe votar? Tomara que acorde para o segundo turno. O candidato do governador, que mentiu demais sobre a falta d’água, Aécio, mente mais do que o Alckmin.

“Quero lançar o desafio da torneira ao governador”, disse Padilha

 

água população cantareira

Na campanha para governador, Padilha lançou um desafio a Alckmin: “Eu faço o desafio da torneira ao governador. Temos até o dia 5 de outubro para irmos à periferia, abrir a torneira das casas dos moradores de bairros de São Paulo, da cidade de Guarulhos ou de Campinas, e ver se sai água, como ele diz”, destacou.

Padilha fez o comentário no dia seguinte ao debate com os candidatos, realizado pela Rede Globo, em que o governador foi questionado a respeito por diversas vezes sobre a crise hídrica vivida pelo Estado de São Paulo. “O governador teve a desfaçatez de falar na frente da câmera, para a casa dos paulistas, que não falta água no Estado, ressaltou Padilha.

O candidato também explicou: “Eleito governador, o lucro da Sabesp não vai para acionistas da Bolsa de Nova York. Vamos reverter esses recursos em obras que precisam sair do papel. E também reduzir impostos, de forma que empresários, administradores de condomínios e produtores agrícolas sejam estimulados a fazer o reuso da água”. Padilha também reforçou que vai realizar obras para reduzir as perdas de água, já que atualmente perde-se “uma Guarapiranga inteira por ano” pela tubulação da Sabesp, que é antiga e sem manutenção.

O candidato também ressaltou: “Vou aprofundar a discussão sobre corrupção com o atual governador. Vou mostrar os instrumentos que o governo federal e o governo do prefeito Fernando Haddad criaram para combater a corrupção, enquanto Alckmin conviveu por 15 anos com esquema de corrupção no trem. Esse é o principal motivo para o Metrô não ter chegado ao Jardim Ângela, nem a Parelheiros e sequer ter sido planejado para chegar até o Jardim Colônia”. E completou: “Tenho sede não só de água, mas de debate”.

 

 Miguel Villalba Sánchez

Miguel Villalba Sánchez

Reservatório do Sistema Cantareira em Bragança Paulista. Foto: Luis Moura

Reservatório do Sistema Cantareira em Bragança Paulista.
Foto: Luis Moura

por Paulo Nogueira

 

Mehedi Haque

Mehedi Haque

 

 

Maringoni, do PSOL, aterrorizou os principais candidatos ao governo de São Paulo no debate de sexta na Record.

Ninguém queria fazer perguntas a ele por medo do que ele poderia responder.

Foi mais ou menos o que ocorreu com Aécio Neves depois que perguntou a Luciana Genro quais eram suas ideias para a educação e ouviu umas verdades duras que tão cedo não esquecerá.

Foi Maringoni quem enfim colocou em discussão o assunto que mais comove hoje os paulistas: o drama da água.

O abastecimento de água é atribuição do governo de São Paulo, especificamente da Sabesp. De Alckmin, portanto.

Esse problema deveria supostamente custar a Alckmin a reeleição. Ou, pelo menos, complicá-la.

Mas não é o que acontece. Alckmin tem grandes chances de ganhar já no primeiro turno.

Por quê?

Maringoni, professor universitário e historiador, tem uma boa tese. Primeiro, Alckmin goza de imensa blindagem por parte da mídia. É como se ele nada tivesse a ver, por exemplo, com o escândalo do Metrô.
Depois, o cidadão médio não costuma atribuir responsabilidade por nada aos governadores. Prefeitos e presidentes são muito cobrados, mas governadores não.

Se acabar a água em São Paulo, é provável que os paulistanos pensem que a culpa é de Haddad ou de Dilma.

A Sabesp é uma pequena tragédia tucana, como mostrou Maringoni.

O governo paulista vendeu 49% das ações da empresa. As ações são negociadas na Bolsa de Nova York.

Em 2012, a Bolsa de Nova York celebrou o “Sabesp Day”. Ali, a diretoria fez prognósticos maravilhosos, registrados no site da companhia.

Até 2014, a Sabesp se comprometia a “oferecer 100% de água tratada, 100% de coleta de esgoto e 100% de tratamento de esgoto em todo o interior de São Paulo”.

Disse a presidente da empresa, Dilma Pena, na ocasião: “A cada novo ano, a Sabesp mostra ter condições de executar seu objetivo com eficiência, de maneira sólida, dinâmica, inovadora e sustentável em termos financeiros, ambientais e sociais.”

Em dez anos de Bolsa de Nova York, os papéis da Sabesp tinham se valorizarado, em 2012, 601%. É um poderoso sinal de que foram vendidos a preço vil.

Mas, como notou Maringoni, Alckmin parece nada ter a ver com a Sabesp.

Não fosse Maringoni, as pessoas que viram o debate da Record talvez não soubessem que caso seque a torneira de sua casa a culpa será de Alckmin.

 

Farhad Foroutanian

Farhad Foroutanian

 

 

 

O dinheiro é importante para ajudar o próximo

dinheiro cabeça corrupção

“A ganância, pensar só no dinheiro destrói as pessoas, destrói as famílias e as relações com os outros”. Foi o que disse o papa Francisco na missa da manhã desta segunda-feira, 21 de outubro, na capela da Casa Santa Marta. Comentando o Evangelho do dia, em que um homem pede a Jesus que ajude a resolver uma questão de herança com o seu irmão, o papa falou sobre a relação de cada pessoa com o dinheiro.

“Isso é um problema de todos os dias. Quantas famílias vemos destruídas pelo problema do dinheiro: irmão contra irmão; pai contra filho… E esta é a primeira consequência desse atitude de desejar dinheiro: destrói! Quando uma pessoa pensa no dinheiro, destrói a si mesma, destrói a família! O dinheiro destrói! É assim ou não? O dinheiro é necessário para levar avante coisas boas, projetos para desenvolver a humanidade, mas quando o coração só pensa nisso, destrói a pessoa”.

Ao recordar a parábola do homem rico, Francisco explicou a advertência de Jesus de que devemos nos manter afastados da ambição. “É isso que faz mal: a ambição na minha relação com o dinheiro. Ter mais, mais e mais… Isso leva à idolatria, destrói a relação com os outros! Não o dinheiro, mas a atitude que se chama ganância. Esta ganância também provoca doença… E no final – isso é o mais importante – a ambição é um instrumento da idolatria, porque vai na direção contrária àquela que Deus traçou para nós. São Paulo nos diz que Jesus Cristo, que era rico, se fez pobre para nos enriquecer. Este é o caminho de Deus: a humildade, o abaixar-se para servir. Ao contrário, a ambição nos leva para a estrada contrária: leva um pobre homem a fazer-se Deus pela vaidade. É a idolatria!”, disse o papa.