Arquivo da categoria ‘Violência urbana’

Tráfico de pessoas

Tráfico de seres humanos: o que é e como combater

Há anos, o tráfico de seres humanos é praticado, principalmente, por ser um negócio extremamente lucrativo. Segundo informações do Escritório das Nações Unidas Contra Drogas e Crime (UNODC), apenas o tráfico de internacional de mulheres e crianças movimenta, anualmente, de US$ 7 bilhões a US$ 9 bilhões, perdendo em lucratividade somente para o tráfico de drogas e o contrabando de armas. A estimativa é de que, para cada pessoa conduzida ilegalmente de um país para outro, o lucro das organizações criminosas chegue a US$ 30 mil.

Ainda segundo levantamento do UNODC, a prática do tráfico de seres humanos cresce em todo o mundo, principalmente nos países do leste europeu. No entanto, essa questão é evidente tanto nos países mais pobres, onde as vítimas geralmente são aliciadas, quanto nos mais ricos, para onde estas pessoas são enviadas.

Por ser um problema em constante combate, o tráfico de seres humanos recebeu várias definições. Em síntese, traficar significa recrutar, transportar, transferir ou abrigar pessoas para fins de exploração. Aquele que trafica está envolvido na exploração da pessoa traficada. A definição aceita internacionalmente está contida no Protocolo para Prevenir, Suprimir e Punir o Tráfico de Pessoas, Especialmente Mulheres e Crianças, em suplemento à Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional, mais conhecida como Convenção de Palermo.

O documento foi ratificado pelo Brasil no ano de 2003 e define tráfico de seres humanos como “recrutamento, transporte, transferência, abrigo ou recebimento de pessoas, por meio de ameaça ou uso da força ou outras formas de coerção, de rapto, de fraude, de engano, do abuso de poder ou de uma posição de vulnerabilidade ou de dar ou receber pagamentos ou benefícios para obter o consentimento para uma pessoa ter controle sobre outra pessoa, para o propósito de exploração”.

A pessoa traficada pode ter sido forçada ou ainda ter dado seu consentimento. Isso pode acontecer quando o traficante recorre à ameaça, coação, à fraude, ao engano, ao abuso de autoridade ou à situação de vulnerabilidade da pessoa ou à entrega ou aceitação de pagamentos ou benefícios. O consentimento da pessoa traficada é chamado de “engano” e não descaracteriza o crime. Sendo assim, mesmo consentindo em ser traficada a pessoa continua tendo o direito de ser protegida por lei. Uma situação bastante comum é o aliciamento pela oferta de emprego. Dessa forma, muitas mulheres são traficadas e, geralmente, para fins de exploração sexual.

A exploração também se configura quando a pessoa traficada é submetida a serviços forçados ou à escravidão. Há ainda o tráfico que tem como fim a remoção e venda de órgãos. O Projeto Trama entende que existe exploração sempre que os direitos humanos forem violados.

O Projeto Trama teve início em abril de 2004 com o objetivo de desenvolver ações de enfrentamento do tráfico de pessoas para fins de exploração sexual. Esta iniciativa ocorreu mediante a formação de um consórcio de quatro entidades não-governamentais: a Organização de Direitos Humanos Projeto Legal; o Instituto Brasileiro de Inovações em Saúde Social – IBISS; CRIOLA (uma organização de mulheres afro-brasileiras); e a Universidade do Grande Rio – UNIGRANRIO, todas sediadas no estado brasileiro do Rio de Janeiro e com reconhecida atuação e experiência na defesa, garantia e promoção de direitos humanos.

tráfico 2

Enfrentamento

Traficar é violar os direitos humanos. Partindo desse pressuposto, o enfoque principal para o enfrentamento deve vir no sentido de uma melhor defesa e garantia dos direitos humanos das pessoas traficadas. Contudo, existe a dificuldade em focar apenas um ponto, já que entidades de todo o mundo o mundo se organizam em torno de temas diversos.

Dependendo do enfoque e da definição de tráfico de pessoas podem existir várias formas de enfrentamento. Essa situação torna o combate mais difícil, tanto em âmbito nacional quanto internacional. Pois, para cada um destes enfoques, as estratégias de ação serão diferentes. Segundo classificação da Trama, os enfoques podem ser de ordem: da internet, migratória, econômica, social, racial e/ou de gênero, trabalhista, criminal, dos direitos humanos.

Medidas

trafico-de-pessoas

A diversidade de enfoques gera diversas medidas a serem adotadas. Estas medidas estão divididas basicamente em dois tipos: repressivas e protagonizadoras. No primeiro caso, pode acontecer que, com o objetivo de enfrentar o tráfico de sere humanos, sejam tomadas medidas contrárias aos interesses das pessoas traficadas, dificultando a migração legal, diminuindo as possibilidades para o trabalho no exterior e limitando, principalmente, os direitos das mulheres migrantes.

Já as medidas protagonizadoras partem do raciocínio básico de que, no dia em que houver possibilidades suficientes para migrar de maneira legal e segura, e os migrantes tiverem os seus direitos garantidos, ninguém mais cairá nas redes do tráfico de pessoas. Isso talvez seja possível quando vários países assinarem a ‘Convenção Internacional sobre a Proteção dos Direitos de Todos os Trabalhadores Migrantes e dos Membros das suas Famílias’.

Fonte: Adital

“Se a gente é o que come,
Quem não come nada some

Deve ser por isso
Que ninguém enxerga
Toda essa gente que passa fome”.

A antropofagia do nosso tempo se condensou nas mesas e nas telas, alimentamo-nos de ilusões e cegamos para as laterais frias e geladas que a calada da noite esconde sob o frio alucinante do inverno. As barracas miúdas são temperadas com a agonia gelada do tempo e o preço caro da vida pobre. O olfato engole e a boca treme, as mãos convulsionam à caça de qualquer pão duro numa lata fétida de lixo, os olhos vasculham cada centímetro do longo asfalto que lambe nossos pés. Ao largo da miséria, estão ternos e gravatas bem cotados, cabelos penteados e peles cheirosas, sorrisos mornos e boemias prosaicas. O vago fantasma que vai pululando os cantos enegrecidos pela noite da vastidão cinza das cidades, comem os restos de nossa alma e se alimentam da lasciva humanidade que imaginamos ainda existir em nosso corpo. Sobramos e eles recolhem. Sobram eles pelas ruas, e nós nos recolhemos em nossos lares.
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Foto: Bruno Silva – Midia NINJA
Texto: Laio Rocha – Fotógrafos Ativistas
Poesia: Victor Rodrigues

(Audiodescrição: Criança sentada tocando violão. A sua direita, uma barraca de acampamento, encostado a ela uma cesta com pães junto de outras barracas. Ao fundo está o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais)

fome TJ

Quais candidatos a governador, senador, deputado federal e deputado estadual vão lembrar os trucidamentos da Polícia Militar do Rio de Janeiro. São milhares de desaparecidos.

Onde estão os assassinos de Márcia? Onde enterraram Amarildo?

 

Amarildo um ano

DIDi HELENE

DIDi HELENE

ESTEVÃO RIBEIRO

ESTEVÃO RIBEIRO

MARA OLIVEIRA

MARA OLIVEIRA

 HARETE

HARETE

A imprensa publica hoje “dez fotos sobre a situação das crianças na Síria”. Reproduzo as fotos comparando com a realidade brasileira.

Esta foto pode ser na Síria, Palestina, Iraque, Paquistão, Ucrânia, em qualquer parte do mundo em guerra

Esta foto pode ser na Síria, Palestina, Iraque, Paquistão, Ucrânia, em qualquer parte do mundo em guerra

Em uma favela do Rio de Janeiro

Em uma favela do Rio de Janeiro

Lembra uma menina do sertão do Nordeste brasileiro

Lembra uma menina do sertão do Nordeste brasileiro

 Assalto em uma grande cidade do Brasil

Assalto em uma grande cidade do Brasil

A periferia de uma capital brasileira

A periferia de uma capital brasileira

Raro um menino e uma menina favelada possuir a doçura fria de tanta riqueza

Raro um menino e uma menina favelada possuir a doçura fria de tanta riqueza

Na secura de São Paulo

Na secura de São Paulo

Posto de saúde em alguma prefeitura do imenso Brasil de prefeitos ladrões

Posto de saúde em alguma prefeitura do imenso Brasil de prefeitos ladrões

Podia ser uma das 500 mil crianças prostitutas do Brasil. Graças a Deus, a Jeová e Alá, esta não é

Podia ser uma das 500 mil crianças prostitutas do Brasil. Graças a Deus, a Jeová e Alá, esta não é

Apesar da miséria, a beleza da criança brasileira

Apesar da miséria, a beleza da criança brasileira

Confira a origem das fotos

Trabalho escravo no Brasil é apenas uma estatística mentirosa de criminosos impunes. Desenho  de Alfredo Martirema

Trabalho escravo no Brasil é apenas uma estatística de crimes impunes. Desenho de Alfredo Martirema

 

A escravidão é um crime hediondo. Um escravocrata rouba os corpos dos trabalhadores. Realiza todos os crimes. Deve ser punido severamente. Os nomes sebosos  dos donos das empresas deveriam ser incluídos na Lista Suja do Trabalho Escravo.

Os principais crimes que o escravocrata pratica: sequestro, tráfico humano, cárcere privado, trabalho forçado, tortura física, tortura psicológica, assédio sexual com estupro, latrocínio (morte com roubo do salário do trabalhador), entre outros.

Da Agéncia Brasil: O Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE) atualizou a chamada Lista Suja do Trabalho Escravo, que contém os nomes de empregadores flagrados explorando mão de obra análoga à escravidão no Brasil. Na atualização, 91 empregadores foram incluídos e 48, excluídos. A relação passa a ter 609 infratores, entre pessoas físicas e jurídicas com atuação no meio rural e urbano

Com a atualização, o Pará lidera o número de infratores incluídos na Lista Suja, com 27% do total. Minas Gerais aparece em segundo, com 11% dos infratores da lista. Mato Grosso, com 9%, e Goiás, com 8%, também estão na lista. As atividades mais envolvidas com essa prática são a pecuária, com 40% do total, a produção florestal, com 25%, a agricultura, com 16% e a indústria da construção, com 7%.

Os critérios para incluir nomes na lista são determinados pela Portaria Interministerial 2/2011, que estabelece a inclusão do nome do infrator no cadastro após decisão administrativa relativa a auto de infração que tenha constatado a exploração de trabalho escravo. Já as exclusões são feitas após o pagamento das multas devidas e o monitoramento do infrator por dois anos, para verificar a não reincidência no crime.

Eis a lista dos criminosos (clique)

 

 

Mille Ballai Miuta, de 34 anos, havia se tornado sócio há poucos meses de um albergue do Vidigal

por Francho Barón/ El País

Mille Ballai Miuta era sócio da Casa Alto Vidigal

Mille Ballai Miuta era sócio da Casa Alto Vidigal

 

Na tarde do último sábado, com a confirmação de que o Brasil se classificava para as quartas de final da Copa do Mundo depois de uma dramática cobrança de pênaltis, a favela do Vidigal explodia em uma euforia coletiva. Enquanto dezenas de milhares de vizinhos festejavam a vitória com música e cerveja, o cadáver do iraniano de nacionalidade sueca, Mille Balai Miuta, de 34 anos, era encontrado no interior do albergue Alto Vidigal, um dos albergues pioneiros, e também um dos mais conhecidos, entre os que funcionam em algumas favelas do Rio. Pouco se sabe ainda sobre a morte do jovem empresário, apenas que era um dos sócios do albergue, conhecido por ter passado por diferentes etapas, algumas delas polêmicas. Enquanto os grupos de traficantes mantiveram o controle territorial da favela, o Alto Vidigal organizava famosas festas de música eletrônica frequentadas por gente de todas as condições sociais. Ricos e pobres se misturavam em um grande terraço do qual era possível ter uma impressionante visão panorâmica da praia de Ipanema. Era normal que a facção que controlava a vida na favela se permitisse às vezes a liberdade de instalar um ponto de venda de drogas na porta do estabelecimento.

Depois de muitas polêmicas e a chegada da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na comunidade, os traficantes desapareceram e os donos de Alto Vidigal adaptaram o negócio à nova etapa. As festas começaram a ser mais tranquilas e o amanhecer que se avista do privilegiado mirante passou a ser o principal atrativo. O albergue foi selecionado durante anos por múltiplas publicações turísticas como uma das melhores opções noturnas do Rio.

Que vista. Fachada da pousada Casa Alto Vidigal, onde um dos sócios foi assassinado domingo - Felipe Hanower: O Globo

Que vista. Fachada da pousada Casa Alto Vidigal, onde um dos sócios foi assassinado domingo – Felipe Hanower: O Globo

A morte de Balai Miuta, sócio do albergue havia poucos meses, deixa uma série de perguntas. Várias fontes próximas ao empresário consultadas pelo EL PAÍS afirmam que o sueco foi assassinado horas antes do início da partida entre Brasil e Chile. Todas elas também dizem que a morte foi motivada por um ajuste de contas ou por uma vingança. Segundo uma das primeiras pessoas a encontrar o cadáver do sueco, o corpo não apresentava marcas de ter recebido disparos ou feridas próprias de arma branca. As mesmas fontes asseguram que Balai foi assassinado por asfixia ou a golpes. Outras pessoas consultadas sob condição de anonimato relatam que uma semana antes ele recebeu um aviso de um membro do narcotráfico local ainda ativo: Balai estava marcado para morrer.

O início da investigação mostra que Ballai foi asfixiado ou assassinado a golpes por vingança

A Divisão de Homicídios da Polícia Civil descartou que Balai tivesse sido vítima de um roubo. Uma pessoa próxima ao sueco dá uma informação crucial para descartar esta possibilidade: no quarto onde foi encontrado o corpo sem vida também havia 50.000 reais em dinheiro, que não foram levados.

Balai era conhecido no bairro por ser uma pessoa sociável, solidária e introspectiva. Vivia no albergue e desenvolvia boa parte de sua rotina na zona alta da favela, que conta com uma alta concentração de albergues que estão na moda.

Vidigal é uma favela conhecida no Rio por suas vistas espetaculares e por estar encravada entre os bairros ricos de São Conrado e Leblon. Nos últimos anos, foram abertas nesta comunidade muitos albergues que a converteram no principal pólo de alojamento alternativo no Rio. Caras conhecidas das artes e do espetáculo também investiram no mercado imobiliário local.

 

 

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In Brazil, it is estimated that 500,000 children roam the streets as prostitutes, selling their bodies in order to provide for themselves.1 Pressured into this position by physical abuse, economic need, or simply because it is their best option for survival, these children sell themselves to sexual exploitation for only a few dollars. Long viewed for its sexually liberal reputation, Brazil has been a popular a destination for sexual tourism. With the growing anticipation of the upcoming World Cup and Olympic Games, the issue of child prostitution has been put in the spotlight by both the Brazilian government and civil society groups as a pressing issue that cannot be ignored.

In June, Brazil expects to host over 600,000 foreigners with the arrival of the World Cup.2 However, many fear that among these tourists will be some looking for more than the thrill of the game; those seeking the thrill of spending a night with a young Brazilian. As the global gaze turns toward Brazil for this upcoming sporting event, the country has also come under scrutiny for its laws and practices regarding prostitution and the sexual exploitation of children. Although prostitution is legal there, the issue of illegal child prostitution continues to grow. 

Girls kidnapped by drug gangs and sold as sex slaves to cash in on the 2014 FIFA World Cup

 

Poliana, 14, is one of hundreds of children exploited by sex traffickers in the huge construction boom around the 2014 FIFA World Cup in Brazil. Picture: Jota Roxo Source: Supplied

Poliana, 14, is one of hundreds of children exploited by sex traffickers in the huge construction boom around the 2014 FIFA World Cup in Brazil. Picture: Jota Roxo Source: Supplied

(…)Child sex gangs trekked to some of Brazil’s poorest villages where they snatched or bought young girls from their families.
As local anti-child prostitution campaigner Matt Roper first reported in the Sunday Mirror, he has been told a sinister account of traffickers and the Russian mafia bringing in girls from around Brazil and even from Africa to work as sex slaves.
Roper told news.com.au when he travelled to Sao Paulo to personally investigate Sao Paulo’s child prostitutes he learned police had largely ignored the scandal which was going on “in broad daylight”.
Roper runs Meninadanca and the Pink House, a charity and safe house which takes child prostitutes off Brazil’s “highway of hell”, the country’s main roadway where young girls prostitute themselves.
Drug syndicates were reportedly bringing in bus-loads of children to work as prostitutes among the city’s 11.3 million population.

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por Peter Yehl/University of Pittsburgh

 

 

O Brasil necessita enfrentar o seu problema endêmico de tráfico sexual.

Talvez vocês se lembrem – da Copa do Mundo de 2010 na África do Sul – a imagem dos futebolistas saindo dos túneis antes de cada partida, cada um escoltado por uma criança. Segundo o site de marketing da FIFA, o programa “Sonho de Craque” de McDonald’s oferece às crianças uma “oportunidade única na vida” para entrar em campo com os seus jogadores preferidos. No entanto, mesmo sendo uma oportunidade maravilhosa, ela esconde o fato de que, para cada criança que vai poder escoltar um futebolista durante a Copa do Mundo, todos os dias no Brasil entre 175 e 350 crianças são forçadas a trabalhar como “escoltas sexuais.”

Segundos os dados mais atuais da UNICEF, existem cerca de 250.000 trabalhadoras infantis do sexo atualmente no Brasil. Estimativas do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI) dobra este número a meio milhão de crianças.

Até agora, o governo brasileiro gastou mais de R$ 33 bilhões na construção e nas propagandas para a Copa do Mundo. Ao mesmo tempo, o Brasil está gastando pouco dinheiro na luta contra o tráfico sexual dentro de suas fronteiras. Isso inclui um esforço insuficiente para melhorar o sistema de educação pública e reduzir a pobreza, dois dos maiores fatores contribuintes que uma criança se torne mais vulnerável ao tráfico sexual.

Isso é um grande problema para um país que não é apenas o maior destino de tráfico sexual na América do Sul, mas também um dos maiores do mundo. Outro problema sendo que a idade de consentimento é de 14 anos e onde a pobreza, particularmente na região do nordeste, leva aos pais a venderem as filhas à prostituição para fornecer a família com uma renda extra. A situação é particularmente grave em Fortaleza e Recife, dois dos principais destinos de turismo sexual do país e onde é comum ver as meninas pobres serem vendidas pelos pais aos cafetões.

Infelizmente, o governo não só está fazendo pouco para combater o tráfico sexual, mas também está em muitos aspectos fazendo com que o problema piore. Em 2012, por exemplo, o Tribunal de Justiça de São Paulo absolveu um homem acusado de estuprar 3 meninas com 12 anos de idade, porque elas já se prostituiam. No ano passado, o governo foi criticado muito após lançar a campanha “Eu sou feliz sendo prostituta.” E este ano em Belo Horizonte, a sexta maior cidade do Brasil, a Associação das Prostitutas de Minas Gerais (APROSMIG) começou ajudar as trabalhadoras do sexo aumentarem o lucro delas, fornecendo-lhes aulas grátis de inglês.

Agora as ONGs brasileiras e internacionais têm medo de que o problema de tráfico sexual no país vai piorar durante a Copa do Mundo, quando a demanda por serviços sexuais aumentar junto com os cerca de 600 mil turistas estrangeiros que chegarão com US$ 11 bilhões em dinheiro disponível.

O passado nos mostra que essas ONGs apresentam um cenário correto. Durante a Copa do Mundo de 2010, cerca de 40.000 mulheres e crianças foram traficadas para a África do Sul para serem exploradas como prostitutas. Além disso, enquanto o tráfico sexual e a prostituição infantil é um problema continuo no Brasil e em todas as maiores cidades (incluindo todas as 12 cidades-sede da Copa do Mundo), a demanda de serviços sexuais aumenta drasticamente durante eventos de grande porte, incluindo o Carnaval e a Copa das Confederações que o Brasil sediou no ano passado.

Desde 2005, a Copa das Confederações é realizada no mesmo país que vai sediar a Copa do Mundo no ano seguinte. Resultando que nos últimos anos, a Copa das Confederações tornou-se um ensaio geral de preparação do país-anfitrião para a Copa do Mundo. Ao mesmo tempo, os cafetões e traficantes brasileiros também estão se preparando para acomodar o aumento da demanda por sexo da parte dos turistas da Copa do Mundo.

Qualquer fã de futebol internacional sabe que, dia 12 de junho, a seleção brasileira estará pronta para enfrentar a Croácia. O que fica em dúvida é se o Brasil estará pronto para enfrentar o tráfico sexual.

 

 

assassinato chacina

Os governos estaduais não cuidam da segurança do povo, e sim das elites. A polícia civil não investiga p. nenhuma. Cria muitas vezes inquéritos fajutos. A polícia militar virou delegacia de polícia, com missão específica de reprimir as greves e os protestos sociais. E para completar o estado policial que governa o Brasil, os prefeitos inventaram de multiplicar os guardas municipais que passaram a andar com armas de fogo. E crescem as empresas de segurança – um milionário negócio – contratadas pelo judiciário, o legislativo, o executivo, e como capangas dos empresários, industriais e banqueiros, notadamente.

Les Brésiliens ont battu un nouveau record : 56 337 homicides par an, selon le think tank Mapa da Violencia (Carte de la violence), basé à São Paulo. Les derniers chiffres disponibles sont ceux de 2012. Leur source sont les certificats de décès, totalisés ensuite dans le Système d’informations sur la mortalité du ministère brésilien de la santé. Ils montrent une hausse constante des meurtres commis au Brésil.

Car le taux l’élucidation des homicides au Brésil est ridicule, et l’impunité quasi totale. Outre la justice et le système pénitentiaire, la crise sécuritaire révèle l’obsolescence du modèle basé sur la coexistence inefficace entre une police civile (chargée des enquêtes) et une police militaire (équivalente à une gendarmerie, chargée de l’ordre public). Ces deux polices relèvent des États fédérés, impuissants face au fléau, mais refusant de céder leurs prérogatives. Ce modèle a été revu à la marge, avec la création de gardes municipales, sans incidence sur les crimes majeurs.

Pelo conjunto de tabelas a seguir que, na década 2002/2012: • Cresce significativamente o número de vítimas nos acidentes de transporte, que passam de 33.288 para 46.581: aumento de 38,3%. Considerando o incremento populacional no período, esse aumento continua significativo: 24,5%; • Crescem também os homicídios de forma mais moderada. Passam de 49.695 para 56.337, crescimento, em termos absolutos, de 13,4%, mas as taxas, considerando o aumento da população, sobem só 2,1%. • Esse modesto crescimento nos homicídios encobre alguns fatos bem marcantes: ⇒1980/2003: Históricamente, desde a década de 90 e até 2003, crescimento acelerado das taxas de homicídio, centrado na explosão desenvolvimentista de poucas grandes metrópoles.

⇒ 2003/2007. Estratégias de desarmamento e políticas nos estados mais violentos resultam primeiro em quedas e mais tarde em estabilização nas taxas de homicídio. ⇒ 2007/2012. As taxas retoman a tendencia crescente passando de 25,2 em 2007 para 29,0 em 2012, isto é, um aumento de 15,3% no quinquênio. Por sua vez, o número de suicídios s elevase de forma contínua e sistemática ao longo da década: 33,6% e as taxas 20,3%. Considerando a evolução das três causas de mortalidade violenta entre 2011 e 2012, podemos observar que: • Crescem pesadamente as taxas de homicídio, com um aumento nacional de 7,0% • Se essa é a média nacional, no caso de Roráima as taxas crescem 71,3%, Ceará 36,5% e Acre 22.4% • Só em 5 Ufs foram registradas quedas nas taxas de homicídio. Quedas insignificantes nos casos de Espírito Santo e Rio de Janeiro, moderadas nos casos de Pernambuco, Paraíba e Alagoas. • O crescimento das mortes por acidentes de transporte no último ano foi moderado: 2,5%, mas são índices que continuam crescendo de forma sistemática e constante a partir do ano 2000. • Destaque negativo neste campo são Paraíba, Pará, Maranhão, Rondônia a Piauí, cujas taxas cresceram acima de 10% nesse ano. No outro extremo, Amapá e Distrito Federal fizeram cair suas taxas também acima de 10%. • Também os suicídios aumentaram de forma preocupante entre 2011 e 2012: 3,9%, com destaque para Brasília e Goiás, com incrementos de 23,8 e 18,5% respectivamente.

BRA_FDL assassinatos

Goiânia

Goiânia

RIO DE JANEIRO, A POLÍCIA QUE MATA

RIO DE JANEIRO, A POLÍCIA QUE MATA

por Fotógrafos Ativistas

Nesse jogo um jogador se machucou

A primeira bomba sinaliza que o jogo começou cedo nas ruas.

Estilhaços para quem quer cobrir.
Mas a grande mídia não mostra.
Um jogador foi expulso do jeito que a Polícia gosta.

Depois do jogo, é pela rua que o torcedor vai voltar, ainda com o cheiro da repressão dos que se acham juízes da vida.

 

Policiais Militares do Estado de São Paulo prendem pacifista que nada fez do que se por a frente da formação. O pacifista é um professor, com seu ato de coragem acabou sofrendo escoriações e dois tiros de bala de borracha no peito, quase a queima roupa. FOTO Giovana Meneguim

Policiais Militares do Estado de São Paulo prendem pacifista que nada fez do que se por a frente da formação. O pacifista é um professor, com seu ato de coragem acabou sofrendo escoriações e dois tiros de bala de borracha no peito, quase a queima roupa. FOTO Giovana Meneguim

DEMOCRACIA MILITAR

por Kelly Araújo
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D-eturparam o direito de ir e vir do povo
E-nquanto a bola rolava, a policia se descontrolava
M-ilitares com sede de guerra nas ruas
O-primiam pessoas com fome de insubmissão
C-entros sitiados pais à fora
R-epressão do Estado e pancada de todos os lados
A-rbitrariedade em prisões infundadas
C-acetetes, balas e gás eram os donos da rua
I-mprensa brutalmente impedida de mostrar
A-tivistas estupidamente impedidos de manifestar

M-ostraram tirania, coesão, cólera, coação
I-nibiram jornalistas, coletivos, a mídia séria
L-iberdade posta à prova e retirada ferozmente
I-mpetuosidade nos olhos de cada homem de farda
T-raduziram o óbvio: a ditadura nunca morreu
A-inda dizem que vivemos em uma democracia
R-evolução virá com a DESMILITARIZAÇÃO já
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Audiodescrição dos Fotógrafos Ativistas: Dois policiais militares e um manifestante. Um dos PMs empurra o manifestante para trás enquanto o outro em primeiro plano, aponta o caminho que devem seguir em tons autoritários

Audiodescrição dos Fotógrafos Ativistas: Dois policiais militares e um manifestante. Um dos PMs empurra o manifestante para trás enquanto o outro em primeiro plano, aponta o caminho que devem seguir em tons autoritários

AÇÃO TRUCULENTA DA PM NA ABERTURA DA COPA DO MUNDO
REDE FOTÓGRAFOS ATIVISTAS

Vídeo feito pelo fotógrafo ativistas da nossa rede (Flavio Freire), capta a ação agressiva e sem critérios da Policia Militar do Estado de São Paulo durante a manifestação de 12/06, dia da abertura da Copa do Mundo:

Seus olhos serão os juízes dessa ação.