Arquivo da categoria ‘Violência urbana’

Ladrões armados na calçada de Eduardo Campos

Foto Allan Torres

Foto Allan Torres

 

Sete jornalistas, que estavam nesta sexta-feira trabalhando na cobertura em frente à casa do ex-governador Eduardo Campos, em Dois Irmãos, Recife, tiveram seus celulares roubados por dois bandidos armados, que chegaram em um carro, ordenando a entrega dos aparelhos. Os assaltantes até recusaram um dos aparelhos. Segundo relato das vítimas, eles queriam apenas Iphones.

É virou mania roubar jornalistas. Aconteceu também em Belo Horizonte, Minas Gerais, mas foi coisa de delegados de polícia. Veja o relato:

Coisas da vida

 Alfredo Martirena

Alfredo Martirena

 

por Geraldo Elísio

 

Estava eu posto em sossego, e toca a campainha do apartamento onde moro. Atendo e eram policiais do DEPATRI com ordem de busca e apreensão de meu netbook, HD externo. pen drive e cadernetas de telefone, por obra e graça do então senador Aécio Neves e sua irmã Andrea Neves, a “Goebbels” das Alterosas, sinha “Mãos de Tesoura”.

Ao Estado a Lei assiste investigar quem for necessário. Mas tudo dentro de normas legais. Fui acusado de pertencer a uma quadrilha de falsário a movimentar um bilhão de dólares por ano para acusar políticos tucanos e do DEM, logo eu aposentado pelo INSS. Tudo porque, sete meses antes, eu trabalhara no Novojornal. Site que os Neves conseguiram retirar do ar.

Meus equipamentos foram levados, arrolaram duas testemunhas, mas não deixaram nenhuma prova comigo. Para ler os meus poemas, contos, hai kais, letras de música e romances sendo escritos aposto que não foi. Ah… Já sei. Sinha Andrea e o biruta de aeroportos talvez tivessem medo que eu pudesse dispor de informações comprometedoras. Ledo engano. Se tivesse teria publicado, pois no Estado Democrático de Direito a notícia não pertence ao repórter e sim ao povo. Se fosse algo calunioso ou sem provas nem pensaria em publicar. E o que eu publiquei antes o procurador geral da República, doutor Rodrigo Janot, pelas mesmas razões pediu 22 anos de prisão para o ex-deputado federal Eduardo Azeredo.

Helicoca, aeroportos clandestinos, refinaria de drogas na cidade mineira de Cláudio, bem como queima de arquivo “não é do meu tempo”.

Certo é que o meu equipamento continua preso. E olha que eu tenho um Prêmio Esso Regional de Jornalismo, denunciando torturas, quando ainda vigia o AI-5, dois diplomas bis excelência por serviços prestados à Polícia Civil de Minas Gerais, convidado que fui a participar de um projeto de Polícia Humanitária, o Curso de Estudos Superiores de Planejamento Estratégico – CESPE -, e possuo a mais alta condecoração da PCMG, a Medalha Gilberto Porto, em grau ouro, também por serviços prestados visando uma polícia cidadã. Claro isto não atesta que não poderia mudar de rumos, justificando uma ação policial.

Não me considero acima de qualquer suspeita. Mas com a Graça de Cristo, o primeiro dos anarquistas filosóficos, conservo íntegros os meus princípios morais.

Já depus perante um delegado especializado e perante um juiz de primeira instância, por sinal tratado com muito respeito, audiência na qual estavam presentes representantes do MPMG a quem, no dia em que fiz um depoimento perante a Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de Minas Gerais ofereci, espontaneamente, a quebra de meus sigilos fiscal, bancário e telefônico, repetido na Polícia e no Juizado. Vocês fariam, isto Aécio e Andrea Neves? Deviam fazê-lo. Mas deixa para lá. Só quero reclamar que os meus equipamentos não me foram devolvidos. Nem o back up que a Lei recomenda me entregaram, Não peço muito só a Justiça e a minha literatura.

por Max Gonzaga

democracia burguesa

Sou classe média
Papagaio de todo telejornal
Eu acredito
Na imparcialidade da revista semanal
Sou classe média
Compro roupa e gasolina no cartão
Odeio “coletivos”
E vou de carro que comprei a prestação
Só pago impostos
Estou sempre no limite do meu cheque especial
Eu viajo pouco, no máximo um pacote cvc tri-anual
Mas eu “to nem ai”
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não “to nem aqui”
Se morre gente ou tem enchente em itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda
Mas fico indignado com estado quando sou incomodado
Pelo pedinte esfomeado que me estende a mão
O pára-brisa ensaboado
É camelo, biju com bala
E as peripécias do artista malabarista do farol
Mas se o assalto é em moema
O assassinato é no “jardins”
A filha do executivo é estuprada até o fim
Ai a mídia manifesta a sua opinião regressa
De implantar pena de morte, ou reduzir a idade penal
E eu que sou bem informado concordo e faço passeata
Enquanto aumenta a audiência e a tiragem do jornal
Porque eu não “to nem ai”
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não “to nem aqui”
Se morre gente ou tem enchente em itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda
Toda tragédia só me importa quando bate em minha porta
Porque é mais fácil condenar quem já cumpre pena de vida

BRA_DSM Santa Maria

 

Estão soltos os mafiosos dos alvarás permissivos da Prefeitura, dos Bombeiros e os comerciantes gananciosos que assassinaram 242 pessoas e feriram 116.

Uma página da história de Santa Maria que também foi queimada. E sopraram as cinzas na lonjura do esquecimento. Veja links

por Cristina Moreno de Castro

culpa_estupro

A cena é a seguinte: uma festa de jovens universitários, todos com 17 a 20 e poucos anos, querendo curtir a vida adoidado, como no filme do Matthew Broderick. Começa a chapação: vodca com suco, cerveja, uísque com energético. Mas os homens bebem em garrafas diferentes das mulheres. Na delas, um pó branco se mistura à bebida, disfarçadamente. Ao beber o batidão “bolado”, elas apagam. São levadas para um quartinho, onde são estupradas, às vezes por vários homens, que se revezam. Estupro coletivo. Muitas, jovens demais, acordam no meio do estupro, morrendo de dor, sangrando. Violentadas em sua primeira vez. O crime é acobertado pela vergonha das vítimas e pela visão dos homens envolvidos, os abusadores, de que tudo aquilo é normal.

A cena descrita acima não aconteceu na Índia, desta vez. Acontece rotineiramente em uma das cidades mais importantes de Minas, e patrimônio cultural da humanidade: Ouro Preto. Mais precisamente, nas repúblicas universitárias que existem aos montes na primeira capital mineira. Transcrevi trechos. Relembro o caso impune de Juiz de Fora. Esta onda de estupros começou lä, durante o reinado de um reitor corrupto. Veja links.

Açougueiro Marquinhos fugiu de Goiás e terminou preso em Portugal

Açougueiro Marquinhos fugiu de Goiás e terminou preso em Portugal

Portugal/ TSF – Um homem procurado pelas autoridades brasileiras pelo assassinato do jornalista desportivo Valério Luiz foi capturado pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) nas Caldas da Rainha, onde se encontrava a residir, anunciou hoje o organismo.

O homem, de 30 anos, de nacionalidade brasileira, «era procurado pelas autoridades do seu país de origem, para cumprimento de pena até 30 anos de prisão, pela prática do crime de homicídio qualificado do jornalista, radialista e cronista desportivo Valério Luiz», esclareceu o SEF em resposta à Lusa.

Na sequência do crime, praticado em julho de 2012, em Goiânia (Brasil), o homem tinha pendente um mandado de captura internacional e, segundo o SEF, após ter sido confirmado o seu paradeiro em Portugal, na madrugada de quinta-feira foi montado um dispositivo operacional junto à sua residência.

O homem ter-se-á apercebido do dispositivo e, por volta das 10:00, «pôs-se em fuga, saltando de uma altura de um 3.º andar para as traseiras da sua residência e descendo através das varandas dos outros andares do mesmo imóvel», explicou o SEF.

Na fuga o homem foi auxiliado por um conterrâneo (também residente nas Caldas da Rainha e cujo local de trabalho se situa perto da casa do homicida), que «o transportou de carro para um local afastado».

Na operação de captura, durante cerca de duas horas foram «controladas as centrais de transportes rodoviárias e ferroviárias da zona, todas as artérias da cidade e a morada de onde tinha encetado a fuga», pode ler-se no mail com os esclarecimentos pedidos pela Lusa.

O homicida acabou por ser localizado novamente cerca das 12:30, junto da sua morada, tendo sido detido pela equipa que aí se encontrava em vigilância, sem resistir à detenção.

O detido estava ao final da tarde hoje a ser ouvido no Tribunal da Relação de Lisboa para validação da detenção e aplicação das respetivas medidas de coação.

Conversa de sogra

Em entrevista ao Jornal Opção nesta segunda-feira (11/08), Rozamar José Leite de Souza, sogra de Marcus Vinícius Pereira Xavier, confirmou a participação do genro no assassinato de Valério Luiz. “Meu genro é uma pessoa muito boa e se arrependeu do que fez. Ele é o menos culpado. A participação dele foi emprestar a moto e ter feito amizade com gente errada”, disse a senhora.

Segundo investigação da Polícia Civil de Goiás, Marquinhos emprestou a moto utilizada no crime e disponibilizou o açougue, bem próximo ao local dos tiros, como ponto de apoio para o PM Ademá Figueredo executar o radialista. O sargento Da Silva e o faz-tudo Urbano Malta articularam o assassinato, a mando do ex-cartola e ex-cartorário Maurício Sampaio.

Apesar do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) de Portugal ter publicado nota informando uma verdadeira operação de captura de Marcus Vinícius, a sogra do réu afirma que este se entregou após uma revelação divina concedida a Azelina Xavier, esposa do então procurado: “Ela pediu orientação para Deus e Ele falou para o Marquinhos se entregar”.

liberdade já

Comandante da polícia de São Paulo

Comandante da polícia de São Paulo

Governo ditatorial

ESPECIALISTAS APONTAM FIM DOS PROCESSOS COMO SOLUÇÃO

Fábio Hideki e Rafael Lusvarghi foram presos durante uma manifestação em São Paulo. Os alvarás de soltura foram expedidos pela Justiça nesta quinta-feira.

Na avaliação da maioria dos juristas consultados pela reportagem, os ativistas ainda estão exatamente na mesma situação de quando foram presos: continuam denunciados e serão julgados. Os dois responderão por incitação ao crime, resistência, desobediência e associação criminosa qualificada. As imagens captadas pelo circuito de segurança mostram que todas as acusações foram inventadas.

Um informante, que não quis se identificar, revelou que esse foi um artifício do juiz da 10ª Vara Criminal, Marcelo Matias Pereira, que teria o processo arquivado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo caso não revogasse a prisão preventiva. Isso permitiu a continuidade do processo, embora os perseguidos políticos aguardem o julgamento em liberdade.

Nosso repórter teve acesso a documentos considerados sigilosos que orientam apenas conceder ao denunciados o mesmo que se concede a qualquer criminoso em potencial. O teor dos documentos indica que a intenção ainda é a de prender os manifestantes com base na versão forjada.

Estudos apontam que os governos estaduais do PSDB em São Paulo e do PMDB no Rio de Janeiro estão impondo, por meio da polícia e da Justiça, da perseguição, de prisões “preventivas” arbitrárias (como a de Fábio Hideki, em São Paulo), um verdadeiro estado de exceção.

Ao suspender, inicialmente, o direito ao habeas corpus (decretando a prisão preventiva sem demonstrar que os acusados representam verdadeiro risco material), o Judiciário impôs uma lei que não está escrita e atende às necessidades políticas dos partidos que controlam os estados mais importantes do País e, portanto, a parcela decisiva do aparato estatal. De acordo com os institutos de pesquisa, 87,4% dos brasileiros é contra as prisões dos manifestantes e 8,3% não soube opinar.

Segundo especialistas, é preciso repudiar veementemente o estado de exceção imposto pelos governos do PSDB e do PMDB; exigir a imediata libertação de todos os manifestantes presos, o fim dos processos e a dissolução da PM.(Jornal da USP Livre)

A farsa dos debates diversionistas, teatrais e demagógicos

 

debate liberdade opinião

Por que em todas campanhas os candidatos são enquadrados no enleado de discutir mais escolas, mais soldados e cadeias?

Não se faz escola sem professores. Sem professores com salário digno.

Hitler construiu vários campos de concentração. Stalin transformou presídios em clínicas psiquiátricas. São Paulo tem um efetivo de soldados estaduais maior do que as forças armadas de vários países, e reclama que o governo paralelo divide o mando do Estado com Alckmin. São Paulo possui cem mil soldados, e tem o maior tribunal do mundo, com 360 desembargadores na ativa.

Ninguém discute as riquezas roubadas, as privatizações das empresas estatais, que enriqueceram tubarões, piratas estrangeiros e nativos, nem o salário mínimo do mínimo, os gastos bilionários das campanhas eleitorais, a corrupção no executivo, no legislativo, no judiciário.

Ninguém faz nada que preste para o povo. Escolas sim, padrão Fifa. Mais hospitais sim, padrão Fifa. Polícia sim, mais desmilitarizada. Social. A justiça também social. Reformas já, com plebiscito.

 

indignados debate

O senador José Hermírio de Morais, há meio século, foi candidato à reeleição com o slogan “mais escolas, mais saúde, mais segurança”, e perdeu. Faz tempo que o povo não acredita nessas promessas “me engana que eu gosto”.

Outro slogan batido é “mudar”. Mudar o quê cara pálida? A mudança depende de um plebiscito para acabar com as mamatas das elites, com os feudos na justiça, com os seculares privilégios dos palacianos.

O debate político no Brasil é um simulacro, um fingimento, um circo, um disfarce da democracia montada pela grande mídia, que seleciona as perguntas do povo, para dar seriedade a uma campanha censurada pelos tribunais eleitorais.

No final, ganham os candidatos que investiram mais grana de origem desconhecida e misterioso destino. Candidatos que se elegem com os caixas 1 e 2 recheados de moedas, que os tesoureiros chamam de “sobras da campanha”. É isso aí, apesar dos gastos bilionários, sobra dinheiro…

  Steve Greenberg

Steve Greenberg