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No dia 20 de julho o Contexto Livre indagava:

E quando vai ser julgado o mensalão tucano

(…) rebatizado pela grande imprensa de “mensalão mineiro”, que é bem mais antigo e vem se arrastando desde 1998?
O “mensalão tucano” foi simplesmente escondido pela mídia reunida no Instituto Millenium, que não quer nem ouvir falar no assunto. Quem quiser saber a quantas anda o processo que dormita no Supremo Tribunal Federal precisa acessar aquilo que o tucano José Serra chama de “blogs sujos”.
Sob o título “Mensalão tucano e silêncio da mídia”, o blog de Altamiro Borges tratou do asunto:
“Finalmente o Supremo Tribunal Federal decidiu incluir na pauta o debate sobre o “mensalão tucano”, o esquema utilizado patra alimentar a campanha pela reeleição do governador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) em 1998. A mídia, porém, não deu qualquer destaque ao assunto. Algumas notinhas informaram apenas que o “mensalão mineiro” também será julgado em breve (…) a imprensa demotucana evita, por razões óbvias, falar em mensalão tucano”.
Quer dizer, 14 anos depois, o STF decidiu colocar na pauta e vai começar a debater o “mensalão tucano”. Nem se pensa ainda em marcar uma data para o julgamento, ao contrário do que aconteceu com o “mensalão do PT”, que virou um caso de vida ou morte para a mídia e precisa porque precisa ser julgado – e todo mundo condenado – antes das eleições de outubro. Altamiro explica:
“O caso é bastante emblemático. Ele serve para comprovar a seletividade da chamada grande imprensa. O escândalo surgiu bem antes das denúncias contra o PT. A própria Procuradoria-Geral da República, ao encaminhar o caso ao STF, em novembro de 2007, afirmou que o esquema foi “a origem e o laboratório” do mensalão do PT. Ele teria sido armado pelo mesmo publicitário Marcos Valério, que montou o famoso “valerioduto” para financiar campanhas eleitorais com recursos públicos e doações de empresas privadas”.
Muitos anos antes, em 2 de outubro de 2007, meu velho amigo Carlos Brickmann, jornalista dos bons que pode ser acusado de tudo, menos de ser petista, já tinha tocado no mesmo assunto em sua coluna “Circo da Notícia”, publicada no Observatório da Imprensa. Sob o título “Quando a polícia abre o baú da imprensa”, Brickmann escreveu:
“Que o mensalão começou em Minas Gerais, até os fios de cabelo de Marcos Valério sabiam. A primeira investida do esquema beneficiou o governador tucano Eduardo Azeredo, candidato à reeleição (perdeu para Itamar Franco). A imprensa até que deu a notícia, embora discretamente. E esqueceu o assunto”.
(…) “Pois é: há asuntos que entram na moda, há assuntos que não há força humana capaz de colocá-los na mídia. Tudo bem, vai ver que o mundo é assim. Mas precisava transformar o mensalão tucano, na imprensa, em mensalão mineiro?”
O Blog do Mello resgatou trecho de uma entrevista com Eduardo Azeredo publicada pela “Folha” em 2007 na qual podem estar os motivos para esta preferência da mídia tratar furiosamente do  “mensalão do PT” e deixar de lado o chamado “mensalão mineiro”:
Folha – A Polícia Federal diz que houve caixa dois na sua campanha…
Eduardo Azeredo – Tivemos problemas na prestação de contas da campanha, que não era só minha, mas de partidos coligados, que envolvia outros cargos, até mesmo de presidente da República.
Folha – O dinheiro da sua campanha financiou a de FHC em Minas?
Azeredo – Sim, parte dos custos foram bancados pela minha campanha. Fernando Henrique não foi a Minas na campanha por causa do Itamar Franco, que era meu adversário, mas tinha comitês bancados pela minha campanha.
Fundador do PSDB e presidente do partido quando o escândalo estourou, Eduardo Azeredo conseguiu desta forma o apoio irrestrito dos tucanos de bico grande que cuidaram de tirar o assunto da mídia.
A acusação central de que o PT usou dinheiro público para comprar o voto de parlamentares no Congresso foi derrubada pelo Tribunal de Contas da União, como informou Marta Salomon, em nota publicada no portal Estadão.com:
“O Tribunal de Contas da União considerou regular o contrato milionário da empresa de publicidade DNA, de Marcos Valério Fernandes de Souza, com o Banco do Brasil. O contrato é uma das bases da acusação da Procuradoria-Geral da República contra o empresário mineiro no julgamento do mensalão, marcado para agosto”. Mais adiante, a matéria lembra:
“De acordo com a Procuradoria-Geral da República, contratos das agências de publicidade de Marcos Valério com os orgãos públicos e estatais serviam de garantia e fonte de recursos para financiar o esquema de pagamentos a políticos aliados do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”.
Se e quando o STF finalmente marcar o julgamento do “mensalão tucano”, vamos ver o que Eduardo Azeredo terá a dizer e se a imprensa vai lembrar do que ele falou nesta entrevista de 2007.
Podem até querer esquecer esta história, mas o Google lembra. Está tudo lá. Escreveu
A pergunta continua sem resposta:

E quando vai ser julgado o mensalão tucano?

Vai ser julgado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, depois do julgamento da Chacina de Unaí, também envolvendo tucanos.

O julgamento do Mensalão tucano, também chamado de mensalinho, tag que uso para lembrar o decidido pela imprensa marrom e o STF. Repetindo: o caixa dois da campanha eleitoral do PT é Mensalão (para o STF foi para comprar votos de deputados na Câmara Federal); do PSDB, mensalinho.

Por falar em compra de votos no Congresso, a maior escândalo que se conhece foi a da mudança da Constituição, para criar a reeleição do presidente da República, que terminou sendo uma lei para também reeleger prefeitos e governadores. Isto é, veja, para reeleger Fernando Henrique na época.

Acontece que o mensalinho tucano também tem dinheiro manchado de sangue.  Veja o vídeo  (leia os comentários)

Vários versões foram divulgadas sobre o assassinato da modelo Cristiana Aparecida Ferreira, assassinada por envenenamento seguido de estrangulamento em um flat da capital mineira, em agosto de 2000.

Filha de um funcionário aposentado da Companhia Energética de Minas Gerais, (Cemig), Cristiana, de 24 anos, tinha ligações com diversos políticos mineiros. No inquérito policial sobre o crime, é descrita como garota de programa, mas os investigadores desconfiam que sua principal ocupação fosse entregar malas de dinheiro do valerioduto mineiro. Na lista assinada por Souza, ela aparece como beneficiária de 1,8 milhão de reais, com a seguinte ressalva: “Via Carlos Eloy/Mares Guia”.

Carlos Eloy, ex-presidente da Cemig entre 1991 e 1998, foi um dos coordenadores da campanha de reeleição de Azeredo. É um dos principais envolvidos no esquema e, segundo Miraglia, pode estar por trás do assassinato de Cristiana Ferreira. “Não tenho dúvida de que foi queima de arquivo”, acusa o advogado.

MARES GUIA, AMANTE DA MODELO

Mares Guia foi ministro do Turismo no primeiro governo Lula e coordenou a fracassada campanha à reeleição de Azeredo. Apontado como ex-amante da modelo, o ex-ministro chegou a ser arrolado como testemunha no julgamento de Cristina, em 2009, mas não compareceu por estar em viagem aos Estados Unidos. Na ocasião, o detetive particular Reinaldo Pacífico de Oliveira Filho foi condenado a 14 anos de prisão pelo assassinato. Leia mais, conheça os nomes do executivo, do judiciário e do legislativa que aparecem na lista.

QUEM MATOU A MUSA DO MENSALINHO? 

Para desvendar o mistério é preciso saber o que motivou o crime:

1. Queima de arquivo

2. Ciúme de alguma esposa de importante figuraço da política mineira

3. Latrocínio

4. Crime passional

5. Punição por desviar 1 milhão e 800 mil reais

Não entendo muito dos namoros de hoje, mas garota de programa não tem namorado ou noivo. Tem cafetão. Clique para ler os comentários.

Morreu com 1 milhão e 800 mil reais na bolsa. Dinheiro que pegou sumiço.

Existe também a versão que era, também, agenciadora de adolescentes da sociedade mineira para a nata do poder.

Tem garota que o pai é uma fera. E nunca vi campanha política sem sexo. Legiões de moças bonitas são contratadas para trabalhar nos comitês, sempre inaugurados com rega-bofes, e outras bocas, inclusive de urma.

No mais, muita agente esquece que Marcos Valério era apenas um laranja. Herdou as duas agências que articularam o Mensalão e o mensalinho. Uma das agências era de um sobrinho de José de Alencar. Outra do vice-governador de Minas Gerais.

Agências secretas existem em quase todos os estados, para receber a publicidade dos governos estaduais e prefeituras. Acontece o mesmo com os meios de comunicação de massa. Os marqueteiros políticos também possuem agências com nomes desconhecidos no mercado publicitário. São agências motéis que mudam de nome em cada campanha eleitoral. As prostitutas nunca dão o nome verdadeiro.

Nas listas de uma campanha, várias pessoas citadas jamais receberam dinheiro. A rubrica indica que foi pago o aluguel de um avião, a hospedagem em um cinco estrelas, o cachê de uma acompanhante…

Acontece assim nos casos de morte encomendada: Ao pistoleiro entregam uma foto: ‘O cara é este’.

Para a pistoleira: ‘Taí o retrato. Se você dormir com o homem tem um  bônus. Ele tem que acreditar que é amor a primeira vista’.

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